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Bacalhau caro na Páscoa abre espaço para carne suína na mesa brasileira

band.com.br By Viviane Taguchi 2026-03-19 569 words
Resumo da notícia

A proximidade da Páscoa mantém o bacalhau como prato principal nas mesas brasileiras, mas o aumento constante dos preços leva consumidores a repensarem a escolha do peixe devido ao impacto no orçamento familiar.

A carne suína, incentivada pela estabilidade de preços e versatilidade, ganha espaço no cardápio de Páscoa, já que cortes nobres de bacalhau chegam a custar até oito vezes mais que o lombo ou filé mignon suíno, tornando-se alternativa viável para refeições festivas.

A adaptabilidade da carne suína em diferentes preparos e a possibilidade de oferecer refeições variadas são apontadas por especialistas como fatores que contribuem para a mudança de comportamento de consumo, superando a tradição do bacalhau diante da disparidade de preços.

Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.

A proximidade da Páscoa mantém o bacalhau como a principal referência gastronômica no país, vinculada à tradição religiosa do consumo de peixe nesta época do ano. No entanto, o aumento contínuo de preços tem alterado o comportamento do consumidor, que passa a reavaliar a presença do pescado no cardápio devido ao impacto no orçamento familiar.

Com valores que ultrapassam R$ 400 por quilo nos cortes nobres e pressão de custos ligada a fatores externos, como variação cambial e importação, o bacalhau consolidou-se como uma proteína de perfil premium. Nesse cenário, a carne suína ganha espaço na data, impulsionada pelo custo competitivo e pela versatilidade em refeições completas.

Levantamentos de mercado indicam uma variação expressiva no preço do bacalhau no varejo brasileiro, dependendo do corte e da qualidade. Enquanto opções mais acessíveis, como lascas e desfiados, partem de R$ 110 o quilo, as postas podem atingir R$ 239. Já o lombo do bacalhau premium supera a marca de R$ 400 o quilo em períodos de alta demanda.

Em contraste, a carne suína apresenta maior estabilidade de preços e ampla disponibilidade no mercado interno. Cortes nobres, como o filé mignon suíno, são encontrados entre R$ 25 e R$ 35 o quilo, podendo chegar a R$ 39,90 em pontos de venda especializados. O lombo suíno mantém uma faixa média entre R$ 22 e R$ 30 por quilo.

Mudança no comportamento de consumo

A diferença de valor entre as proteínas cria um ponto de inflexão para o consumidor. Dependendo do corte escolhido, o bacalhau pode custar até oito vezes mais do que o lombo ou o filé mignon suíno, o que amplia a busca por alternativas viáveis para o almoço de Páscoa.

A chef e especialista em cortes suínos Flávia Brunelli observa uma mudança gradual nas escolhas para datas tradicionais. Para a especialista, a carne suína atende tecnicamente à proposta de uma refeição festiva quando a disparidade de preços se torna tão acentuada. "Existe uma mudança de comportamento que vai além do preço. O consumidor passa a avaliar o conjunto da experiência e entende que pode construir um prato principal completo com outras proteínas", afirma Brunelli.

Versatilidade na gastronomia

Além do fator econômico, a adaptabilidade da carne suína favorece sua inserção no cardápio de feriados. Cortes como o lombo e o filé mignon permitem diferentes abordagens de preparo, desde os assados tradicionais até técnicas de cocção controlada.

Essa flexibilidade permite a adaptação a diversos perfis de consumo e formatos de refeição. Segundo a chef, a proteína suína possibilita a construção de um almoço de Páscoa variado e de qualidade, sem a dependência exclusiva de proteínas tradicionais de alto custo.

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