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Advogado de Vorcaro discute delação sobre Banco Master com Mendonça

revistaoeste.com By Vanessa Araujo 2026-03-19 433 words
O advogado José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, responsável pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, esteve nesta terça-feira, 17, com o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) do André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master na Corte. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O encontro teria tratado da possibilidade de Vorcaro firmar uma delação premiada no processo que apura suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master. Esse tipo de mecanismo permite redução de pena ao investigado em caso de condenação. Em troca, o colaborador precisa apresentar informações relevantes e comprováveis sobre o esquema investigado.

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Vorcaro está preso desde 4 de março, por decisão de Mendonça. Na última sexta-feira, 13, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a ordem de prisão.

A estratégia de colaboração também explica mudanças recentes na equipe de defesa do banqueiro. Como mostrou a Revista Oeste, a saída do advogado Pierpaolo Bottini e a entrada de Juca ocorreram para dar continuidade às negociações de delação.

Mudança na defesa e estratégia de delação

Até a semana passada, a defesa de Vorcaro reunia três advogados: Edson Gushiken, Roberto Podval e Pierpaolo Bottini. Segundo relatos, dois integrantes da equipe resistiam à ideia de colaboração premiada.

A divergência teria relação com possíveis conflitos de interesse. Interlocutores do caso afirmam que Vorcaro poderia citar empresários e dirigentes partidários que mantêm relação profissional com alguns advogados.

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A saída de Bottini e a entrada de Juca, ajudaram a destravar as negociações. O advogado tem histórico em casos de grande repercussão e participou de acordos de colaboração premiada como o do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, na Operação Lava Jato.

Investigações sobre o Banco Master

O colapso do Banco Master se tornou uma das investigações financeiras mais sensíveis em andamento no país. Relatórios da Polícia Federal citam suspeitas de que a instituição teria inflado ativos e emitido títulos de crédito sem lastro para sustentar suas operações.

As apurações também identificaram uma rede de relações que envolve autoridades públicas, agentes do mercado financeiro e operadores políticos.

Leia também: "Sem saída", artigo de Carlo Cauti, publicado na Edição 309 da Revista Oeste

Entre os episódios que ampliaram a repercussão do caso está a revelação de um contrato de cerca de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Investigadores também analisam a atuação de ex-dirigentes do Banco Central, suspeitos de fornecer orientação regulatória ao banco enquanto ainda ocupavam cargos na autoridade monetária.

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