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Justiça determina transferência de traficante 'Mancha' para presídio de segurança máxima

otempo.com.br By Gabriel Rezende 2026-03-18 460 words
A Justiça determinou a transferência do traficante Douglas de Azevedo Carvalho, de 34 anos, conhecido como "Mancha", para um presídio de segurança máxima. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (18 de março), em Belo Horizonte. Atualmente, ele está detido no Complexo Penal Público Privado em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

No documento, a juíza responsável pelo caso reconheceu a legalidade do cumprimento do mandado de prisão preventiva e apontou que não houve violação de direitos durante a detenção. Com isso, determinou a manutenção da prisão.

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A magistrada também ordenou que o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) sejam comunicados com urgência para providenciar a transferência do investigado para uma unidade de segurança máxima, com medidas reforçadas de custódia.

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Douglas foi preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em uma operação conjunta com a participação da Polícia Federal, da Polícia Civil de Minas Gerais e de autoridades bolivianas.

Em nota, a Sejusp informou que já
foi notificada da decisão judicial, "que será cumprida. Acrescentou que "detalhes não serão divulgados por razões de segurança" e que a "transferência de presos entre unidades faz parte da rotina de gestão prisional do Depen-MG".

Quem é "Mancha"

Natural de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Douglas de Azevedo Carvalho iniciou a atuação criminosa com roubos de carga e, posteriormente, passou a atuar no tráfico interestadual e internacional de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como fundador da facção "Tropa do Douglas (TDD)", que teria se aliado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e a outros grupos criminosos na capital mineira. O investigado responde a processos por tráfico internacional de drogas, tráfico interestadual, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Em 2022, uma das ações atribuídas a ele envolveu o envio de mais de 300 quilos de cocaína para Portugal, escondidos em uma carga de açaí. No ano seguinte, em junho de 2023, ele foi preso em Mateus Leme, na Grande BH, mas conseguiu autorização para cumprir prisão domiciliar em dezembro.

Já em 2024, durante a operação Blot, da Polícia Civil, agentes foram até um endereço em Capitólio, no Sul de Minas, onde acreditavam que ele estaria escondido. No local, encontraram apenas a tornozeleira eletrônica presa a um macaco de pelúcia, indicando que o suspeito havia fugido.

Após a fuga, as autoridades passaram a investigar o paradeiro do traficante, que foi localizado cerca de um ano depois na Bolívia, onde acabou preso.

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