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Operação mira cearense ligado ao Furto ao Banco Central em 2005

opovo.com.br By Mirla Nobre; Mirla-Nobre 2026-03-18 373 words
Operação contra o PCC mira cearense ligado ao Furto ao Banco Central em 2005

Resumo

Um dos alvos é um líder do PCC ligado ao furto do Banco Central de 2005.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão em três cidades.

A investigação começou após a análise de um celular apreendido em um presídio.

O grupo utilizava o método "cara-crachá" para identificar seus membros na facção.

Uma operação do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrada nesta quarta-feira, 18, cumpriu mandado de busca e apreensão contra um cearense apontado como integrante do alto escalão da organização.

O POVO apurou, com fonte ligada ao órgão, que o homem denunciado foi identificado como Antônio Edimar Bezerra, conhecido como "geral do estado" no grupo criminoso. Antônio Edimar foi um dos acusados de envolvimento no Furto ao Banco Central, em 2005.

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Ao todo, a operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra integrantes do PCC. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que coordena a operação, as ações são realizadas em Fortaleza e nos municípios de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e Acaraú, no Litoral Oeste do Estado. Houve ainda cumprimento de ordem judicial em uma unidade do sistema prisional.

As investigações começaram a partir da extração e análise de dados de um celular apreendido em uma unidade prisional. Diante das informações, foi apresentada uma denúncia pelo Gaeco contra os acusados perante a Vara de Delitos de Organizações Criminosas.

Ainda segundo apuração do órgão, foi identificado que a facção atuava com a dinâmica do "cara-crachá", uma espécie de cadastro usado para identificar membros da facção.

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Além disso, conforme divulgado pelo Gaeco, os integrantes desempenham funções específicas dentro da estrutura hierárquica do PCC, cada qual com atribuições estabelecidas, devendo cumprir tarefas internas e prestar contas de suas atividades ilícitas.

O órgão informou que o processo que investiga os suspeitos corre em segredo de Justiça. Os materiais apreendidos na operação deverão subsidiar novas investigações.

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