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Como a chegada do 99Food muda o mercado de delivery no Ceará? - Negócios - Diário do Nordeste

diariodonordeste.verdesmares.com.br By Mariana Lemos 2026-03-18 486 words
Como a chegada do 99Food muda o mercado de delivery no Ceará?

O player estreou em Fortaleza na última semana.

A chegada do aplicativo 99Food ao Ceará aquece o mercado local e gera a expectativa de redução nas taxas de serviço. O movimento deve forçar as plataformas que já atuam na região a buscarem a retenção da clientela diante da nova concorrência, entre outros reflexos no setor de delivery regional.

O player estreou em Fortaleza na última semana com um aporte de R$ 100 milhões. A estratégia utiliza descontos agressivos e incentivos financeiros aos entregadores como forma de atrair e consolidar ambos os públicos.

A atuação no Estado começou pela Capital, que se tornou a cidade com melhor estreia do 99Food no Brasil em número de pedidos e acessos.

Em uma semana, o raio de cobertura se expandiu para a Região Metropolitana, como Caucaia, Eusébio e Maracanaú. Novas regiões do Ceará devem receber a modalidade ainda este ano, destacou Bruno Rossini, diretor de Comunicação da 99 no Brasil, durante coletiva de imprensa na manhã dessa terça-feira (17).

A companhia espera chegar a 100 cidades até junho e já opera em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.

A estratégia para abocanhar a fatia do iFood

No Estado e a nível nacional, a 99 tem como desafio a concentração do serviço de entrega pelo iFood, que detém mais de 80% do mercado de delivery.

Como diferencial para os restaurantes, a empresa aposta na grande base de clientes, que já utilizam os serviços de transporte da 99 por carro ou moto. Em todo o Brasil, são 55 milhões de usuários.

A modalidade de delivery está presente em uma aba do aplicativo já consolidado para transportes, assim como a aba 99 Pay (fintech que oferece contas de pagamento e serviços financeiros).

Fortaleza já tem 4.500 restaurantes aptos a operar na plataforma e 10 mil entregadores parceiros que podem realizar entregas de comida, além das habituais corridas com passageiros.

"O foco principal é o desenvolvimento e crescimento do tamanho de mercado. Se a gente pensar em economicamente ativos com acesso à internet, existem barreiras para esses brasileiros não pedirem mais pelos apps, e a gente vem derrubando essas barreiras com nossa tecnologia", elenca Bruno Rossini.

Entre as promessas está a oferta de menores taxas para clientes, menor comissão retida pela plataforma e benefícios aos entregadores parceiros.

Expansão do delivery impulsiona pequenos negócios

O crescimento do mercado de entrega atende à alta demanda dos consumidores e à necessidade de pequenos estabelecimentos de fast food, que não têm condição de ter operação própria de delivery, destaca Christian Avesque, especialista em comércio e varejo e professor da Faculdade CDL.

"Nós temos em Fortaleza um fortalecimento daquelas dark kitchens, que são restaurantes que não têm salão, só a cozinha e a parte de entrega. Eles podem ter um aumento de produção e ter mais vendas por esses canais", projeta.

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