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Argentina se oferece para apoiar Israel e EUA em guerra contra Irã

operamundi.uol.com.br By Victor Farinelli 2026-03-19 375 words
Argentina se oferece para apoiar Israel e EUA em guerra contra Irã

'Qualquer ajuda que considerem necessária será fornecida', afirmou secretário de Comunicação da Casa Rosada

Em declaração difundida nesta quarta-feira (18/03), o secretário de Comunicação da Argentina, Javier Lanari, afirmou que o governo do país sul-americano está disposto a apoiar o esforço de guerra feito por Israel e Estados Unidos contra o Irã.

O secretário afirmou que "se os Estados Unidos solicitassem, nós enviaremos sim (ajuda militar)", mas assegurou que tal pedido ainda não foi realizado.

"Qualquer ajuda que eles considerem necessária será fornecida", acrescentou Lanari. As declarações foram feitas durante entrevista ao jornal espanhol El Mundo.

A posição expressada pelo secretário foi confirmada pelo chanceler argentino, Pablo Quirno. "Na medida em que eles precisarem do nosso apoio, está claro qual será a nossa posição", frisou o ministro de Relações Exteriores.

Apesar de o governo dos Estados Unidos não ter se pronunciado oficialmente, o advogado Marc Zell, ligado ao Partido Republicano e a entidades sionistas norte-americanas, disse em suas redes sociais que "a Argentina está enviando unidades navais para ajudar a proteger o tráfego marítimo internacional no Estreito de Ormuz".

A mensagem de Zell não está sintonizada com as declarações das autoridades argentinas, que confirmaram a disposição em ajudar Estados Unidos e Israel na guerra, mas sem detalhar de que forma seria essa colaboração.

Hostilidades anteriores

Durante sua recente viagem a Nova York, o presidente argentino Javier Milei falou sobre o Irã, se referindo ao país persa como "nosso inimigo" e se colocando como membro da aliança entre Estados Unidos e Israel.

"Vamos vencer a guerra", proclamou o mandatário, dando a entender que considera que que um possível triunfo contra os iranianos também seria uma vitória da Argentina.

Ademais, após a morte do aiatolá Khamenei, a Casa Rosada publicou um comunicado no qual descreveu o falecido líder supremo iraniano como "uma das pessoas mais malignas, violentas e cruéis da história da humanidade", e que "suas atrocidades não foram sofridas apenas pelo povo, mas tiveram impacto em todo o mundo".

Tais posições levaram o governo do Irã a publicar um comunicado dizendo que Milei "cruzou uma linha vermelha imperdoável", e que tal posição poderia sofrer "uma resposta proporcional".

Com informações de Página/12 e El Mundo.

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