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OMI pede corredor humanitário no Estreito de Ormuz para retirar navios bloqueados

jornalggn.com.br By Camila Bezerra 2026-03-19 493 words
OMI propõe negociar corredor humanitário no Estreito de Ormuz para evacuar navios e tripulantes retidos no Golfo Pérsico. Estreito de Ormuz está bloqueado pelo Irã após ataques dos EUA e Israel, afetando 20% do trânsito mundial de petróleo. Europa e Japão manifestam disposição para ajudar a garantir passagem segura no estreito, após recusa inicial coordenada pelos EUA.

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A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou, nesta quinta-feira (19), que pretende negociar a criação de um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para evacuar os navios e tripulantes retidos no Golfo Pérsico em razão do conflito no Oriente Médio. A entidade estima que 20 mil marítimos estejam atualmente a bordo de 3.200 embarcações bloqueadas na região.

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O anúncio foi feito pelo secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, ao encerrar uma sessão extraordinária de dois dias do Conselho da organização em Londres. "Estou pronto para começar a trabalhar imediatamente nas negociações destinadas a estabelecer um corredor humanitário para evacuar todos os navios e marítimos retidos", declarou, acrescentando que a concretização da medida depende "da compreensão, do empenho e, acima de tudo, de ações concretas por parte de todos os países envolvidos, bem como do setor e das agências relevantes da ONU".

O Estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã em retaliação aos ataques norte-americanos e israelenses. A via marítima é responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial, e seu fechamento tem provocado turbulências nos mercados financeiros e elevado o preço do barril globalmente.

Europa e Japão

Também nesta quinta, os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram uma declaração conjunta sinalizando disposição para contribuir com a abertura do estreito. "Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão se empenhando no planejamento preparatório", diz o comunicado.

A nota, porém, não detalha de que forma se daria essa contribuição. O posicionamento representa uma virada em relação ao ocorrido quatro dias antes, quando os mesmos países haviam recusado participar dos esforços coordenados pelos Estados Unidos e por Israel para reabrir o corredor marítimo. A negativa irritou o presidente Donald Trump, que chegou a afirmar publicamente que não precisaria de "ninguém" para liberar a área.

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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