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CPMI do INSS questiona ao STF quem usava número funcional que recebeu mensagem de Vorcaro

otempo.com.br By Gabriel Ferreira Borges 2026-03-19 360 words
BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) questionou ao Supremo Tribunal Federal (STF) de quem era o número funcional de telefone que recebeu mensagens do ex-presidente do Banco Master Daniel Vorcaro antes de ser preso. A CPMI do INSS enviou um ofício ao STF nesta quinta-feira (19/3).

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel) confirmou que o contato era um número funcional do STF. "O relatór
io oficial que nos foi enviado é que o número é do STF. Está confirmado oficialmente que o senhor Vorcaro tinha acesso a alguém do STF", apontou.

Viana se furtou de associar o número funcional a qualquer um dos dez ministros. "Não posso
fazer uma afirmação de qual ministro (é), uma vez que nós, naturalmente, vamos oficiar o STF para que nós tenhamos esta informação e a clareza de com quem estava o número no dia em que a comunicação feita", ponderou.

O relatório entregue pelo Sittel à CPMI do INSS indica que o número funcional do STF teria começado a operar no dia 22 de fevereiro de 2017. A data é exatamente um mês anterior à posse do ministro Alexandre de Moraes, indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB) em 6 de fevereiro de 2017. O Sittel é um sistema desenvolvido pelo Ministério Público Federal (MPF).

A colunista do jornal "O Globo" Malu Gaspar revelou que o número que recebeu as mensagens de Vorcaro antes de ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025, quando estava prestes a tomar um voo para Malta, era de Moraes. Sem entrar em detalhes, o ex-presidente do Master chegou a questionar se o ministro "conseguiu bloquear".

Viana enviou o ofício em meio ao desgaste entre a CPMI do INSS e o STF, cujo ápic
e foi a autorização do ministro Gilmar Mendes para a presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, faltar ao depoimento. O presidente acusou o STF de invadir uma competência da CPMI. "Quem decide quem deve ser ouvido é a comissão. Retirar esse poder é, na prática, esvaziar a CPI", rebateu.

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