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Novo líder do Irã ordena ofensiva total e Israel mata porta-voz

jornalggn.com.br By Ana Gabriela Sales 2026-03-20 543 words
No 21º dia da guerra aberta entre Irã, Israel e Estados Unidos, o novo líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, subiu o tom da retórica bélica e ordenou uma ofensiva para desestabilizar os adversários. Em comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira (20), o sucessor de Ali Khamenei instou as forças do regime a agirem com rigor para "retirar a segurança de seus inimigos internos e externos".

A declaração ocorre em um momento de fragilidade na cúpula de Teerã. Desde que assumiu o comando após a morte de seu pai em um bombardeio israelense no fim de fevereiro, Mojtaba ainda não apareceu publicamente.

No documento endereçado ao presidente Masoud Pezeshkian, o líder lamentou a morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, ocorrida na última terça-feira, e exigiu "esforços redobrados" para compensar a perda.

Baixas na Guarda Revolucionária

Enquanto o comando central emite ordens de retaliação, Israel mantém a estratégia de decapitação da liderança iraniana. Horas após o comunicado de Khamenei, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a morte do general Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária e principal articulador da propaganda do regime.

Naini foi atingido por um bombardeio noturno. Segundo o Exército israelense, ele era responsável por difundir diretrizes aos aliados do "Eixo da Resistência" no Oriente Médio para promover ataques.

Em nota, o órgão militar iraniano classificou a morte como um "covarde e criminoso atentado terrorista perpetrado pelo lado americano-sionista ao amanhecer".

Mísseis e drones sobre Israel

A resposta de Teerã e de seu braço libanês, o Hezbollah, materializou-se em uma nova onda de ataques aéreos nesta sexta-feira. Mísseis atingiram a área central de Israel, incluindo a cidade de Rehovot, onde estilhaços causaram incêndios em zonas residenciais e deixaram ao menos um ferido.

O governo iraniano afirmou que os alvos foram estratégicos: o aeroporto Ben Gurion, o Ministério da Segurança Interna e sedes de emissoras de televisão em Tel Aviv. De acordo com o porta-voz do Exército iraniano, as ações ocorreram "em memória dos mártires da segurança".

"Os aviões de reabastecimento estratégico no Aeroporto Ben Gurion são considerados ferramentas principais para apoiar ataques aéreos contra o Irã e o Eixo da Resistência. O Ministério da Segurança Interna do regime israelense representa o núcleo da gestão de crises do sistema agressor", afirma o texto oficial do regime.

"Os aviões de reabastecimento estratégico no Aeroporto Ben Gurion são considerados ferramentas principais para apoiar ataques aéreos contra o Irã e o Eixo da Resistência. O Ministério da Segurança Interna do regime israelense representa o núcleo da gestão de crises do sistema agressor", afirma o texto oficial do regime.

Escala energética e regional

A guerra entrou em uma fase crítica desde quinta-feira, quando o Irã passou a mirar infraestruturas de gás natural e refinarias de petróleo, elevando o risco de um colapso energético no Oriente Médio. No norte de Israel, o Hezbollah intensificou o uso de drones lançados de complexos subterrâneos contra bases militares, como a de Ein Zeitim.

A sucessão de baixas de alto escalão no Irã, que inclui o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, morto na terça-feira, sinaliza que a inteligência de Israel e dos EUA conseguiu infiltrar-se nas camadas mais profundas da estrutura de comando persa, enquanto o novo líder supremo tenta consolidar seu poder sob fogo cruzado.

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