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João Campos diz que respeita tempo de decisão do PT e confia em apoio dos petistas: 'Aqui a gente tem o palanque do presidente Lula'

jc.uol.com.br By Pedro Beija 2026-03-20 702 words
João Campos diz que respeita tempo de decisão do PT e confia em apoio dos petistas: "Aqui a gente tem o palanque do presidente Lula"

Falas de Teresa Leitão e Humberto Costa indicam tendência de aliança com PSB, mas decisão será tomada apenas em reunião do diretório no dia 28

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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), intensificou nesta sexta-feira (20) os sinais de alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e buscou consolidar, na prática, o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) à sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco - mesmo com o partido ainda sem decisão formal sobre a aliança.

Durante o evento de lançamento da sua pré-candidatura, João tratou o palanque como já integrado ao projeto nacional do PT e afirmou que há alinhamento político com a legenda, apesar de reconhecer o processo interno petista.

"Tudo está muito alinhado com o PT, com o presidente Edinho (Silva, presidente nacional do PT), com a frente que sustenta o presidente Lula no apoio político. No tempo certo, respeitando as decisões do PT, a gente vai poder dar novos passos dentro da Frente Popular de Pernambuco", afirmou.

O prefeito também destacou que o grupo montado para a disputa estadual já se coloca como base de Lula no Estado e apoia a reeleição do presidente.

"Aqui a gente tem o palanque do presidente Lula. Um time que tem lado, que tem posição, que tem clareza política. A gente quer Luiz Inácio Lula da Silva reeleito presidente do Brasil", disse.

PT sinaliza apoio a João Campos, mas mantém rito interno

Apesar da indefinição formal, lideranças do PT indicaram que o caminho mais provável é a aliança com o PSB. A senadora Teresa Leitão, que representou o partido no evento, fez um discurso em defesa da unidade e reforçou convergência da legenda com o projeto liderado por João Campos.

"Do jeito que a política em Pernambuco está se desenhando, a gente não pode dar sorte ao azar. A gente não pode perder o timing", afirmou.

Sem anunciar oficialmente o apoio, Teresa deixou claro que o projeto em construção dialoga diretamente com os interesses do presidente Lula, especialmente na formação de uma base política nos estados. Ela também afirmou ter "convicção" de que esse será o caminho do partido no Estado.

"Este é o palanque que o presidente Lula não terá nenhum vexame em subir. Aqui ninguém está colocando condicionantes para o presidente Lula", declarou.

"Tenho certeza que nós alcançaremos a unidade nesse processo. E tenho convicção de que é este o lado que o Partido dos Trabalhadores estará", complementou.

Humberto reforça tendência de acordo com o PSB, mas evita antecipar decisão

Mais cedo, o senador Humberto Costa (PT), que não participou do evento, também sinalizou que há tendência de aliança com o PSB, embora tenha reforçado que a decisão cabe ao partido.

"O PT vai discutir esse assunto no dia 28. Quem decide pelo PT é o PT", afirmou, em entrevista à Rádio Vilabela FM, de Serra Talhada.

Cotado para disputar a reeleição ao Senado na chapa, Humberto disse que "todas as possibilidades marcham" para um entendimento com o PSB, citando o histórico de alianças entre os partidos e o fato de ambos integrarem a base do governo federal.

"Muito provavelmente, por conta dos antecedentes políticos e da relação que temos com o PSB, as possibilidades marcham para que venha a acontecer esse entendimento", declarou.

Apesar disso, o senador evitou cravar sua presença no palanque e ressaltou que a composição da chapa ainda será discutida internamente.

Mesmo com a cautela adotada por João e Humberto, o apoio petista foi dado como certo pela ex-deputada Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado na chapa liderada pelo pessebista.

De acordo com Marília, em seu discurso no evento desta sexta-feira, a outra vaga para disputar o Senado na chapa de João será do PT.

"Eu tenho muita honra de estar aqui, que não é um lançamento de chapa, mas sim de pré-candidatura, mas de saber que a outra vaga será ocupada pelo Partido dos Trabalhadores. O maior partido de esquerda da América Latina e que tem compromisso com a classe trabalhadora, que jamais vai votar contra o Brasil," disse Marília.

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