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Juliana Brizola ou Edegar Pretto? Decisão sobre chapa única RS está próxima de definição - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Glauco Faria 2026-03-21 805 words
Eleições 2026

Juliana Brizola ou Edegar Pretto? Decisão sobre chapa única RS está próxima de definição

Pressão de Lula e da direção nacional do PT tenta unificar palanque no Rio Grande do Sul em torno do PDT

PT nacional pressiona por chapa única no RS, pedindo apoio à candidatura de Juliana Brizola (PDT) em vez de lançar candidato próprio.

Diretório estadual do PT resiste e mantém pré-candidatura de Edegar Pretto (presidente da Conab), defendendo autonomia partidária.

Presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou a posição estadual como "etnocentrismo político inaceitável" e alertou que prioridade é a vitória de Lula.

Presidentes nacionais de PT, PSB e PDT se reuniram em Brasília para definir arranjos estaduais e consolidar aliança em torno da reelection de Lula.

O xadrez político para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou o Rio Grande do Sul no centro de um intenso embate.

De um lado, a direção nacional petista pressiona pela formação de uma chapa única no estado, onde a legenda desistiria da candidatura própria para apoiar a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT). Do outro, o diretório estadual resiste em abrir mão do nome do presidente da Conab, Edegar Pretto, criando um impasse que deve ter resolução nos próximos dias.

A urgência da cúpula nacional petista foi vocalizada pelo presidente nacional da sigla, Edinho Silva. Em um recado direto aos correligionários gaúchos, ele cravou que a tática estadual não pode se sobrepor à política de alianças do Brasil. Para o dirigente, ignorar que a prioridade absoluta é a vitória de Lula seria um "etnocentrismo político inaceitável" e um "erro primário", sinalizando que o PDT é um parceiro nacional fundamental que precisa ser prestigiado com a cabeça de chapa no estado.

"Isso eu já deixei claro aos dirigentes do PT do Estado com quem tenho dialogado, bem como já deixei mais que claro para o Edegar Pretto na nossa última conversa. O Edegar é uma grande liderança, ele é um dirigente, é um militante exemplar, ele sabe que a hora é de prevalência do projeto nacional", disse Edinho, conforme o G1.

Pressão sobre Edegar Pretto

Apesar das declarações, Edegar Pretto reafirmou que sua pré-candidatura ao Palácio Piratini segue de pé. Em vídeo nas redes sociais, o petista defendeu a autonomia do diretório estadual, classificando seu nome como fruto da "democracia interna" do partido. Pretto aposta no palanque já consolidado com outras cinco siglas (PCdoB, PV, PSol, PSB e Rede) para provar que possui força e clareza ideológica para representar o projeto lulista de forma independente no primeiro turno.

No entanto, a base do ex-deputado estadual já começa a dar sinais de fissuras
diante da forte pressão nacional. O PCdoB gaúcho, aliado histórico e membro da federação Brasil da Esperança, que tem PT e PV, divulgou nota alinhando-se à direção nacional petista, defendendo a "imprescindível unidade das forças progressistas" para evitar um "novo retrocesso civilizacional".

Somado a isso, o peso da palavra de Lula atua de forma decisiva nos bastidores. Os presidentes nacionais do PT, Edinho Silva; do PSB, João Campos; e do PDT, Carlos Lupi, se reuniram nesta quarta-feira (18), em Brasília, com o objetivo de resolver arranjos políticos estaduais e firmar a aliança nacional, consolidando uma frente em torno da reeleição de Lula. Lupi expressou o desejo de contar com o apoio petista, até porque os pedetistas contam, por enquanto, com apenas três pré-candidaturas a governos de estado: da própria Juliana, do deputado estadual Requião Filho, no Paraná, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil.

A palavra da coordenação de Juliana Brizola

Do lado pedetista, o clima é de confiança. Lupi e o dirigente estadual do partido, Romildo Bolzan Júnior, tratam o acordo como iminente. "Não tem chance de a Juliana recuar, a candidatura é dela", resumiu Bolzan.

Para a coordenação da campanha de Juliana Brizola, a união imediata é a única saída estratégica viável para derrotar os candidatos da direita bolsonarista no estado. O ex-deputado Vieira da Cunha argumenta que a aliança garantirá tempo de TV, estrutura e, principalmente, criará uma sinergia capaz de vencer as históricas resistências ao PT no interior gaúcho.

Segundo
ele, essa unidade é o que de fato potencializará a votação de Lula em um dos estados mais desafiadores para o campo progressista. "Nossos esforços se somarão, criando um ambiente e uma sinergia que gerará um clima de engajamento e unidade que, com toda a certeza, reforçará o projeto de reeleição do presidente Lula, potencializando sua votação em um dos Estados em que ele sabidamente tem mais dificuldades e resistências", afirma à coluna da jornalista do Zero Hora Rosane de Oliveira.

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