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Número de jornalistas com carteira assinada cai 31% no Brasil

revistaoeste.com By Vanessa Araujo 2026-03-22 533 words
O número de jornalistas contratados com carteira assinada nas redações brasileiras caiu 31% desde 2014. O dado consta em levantamento divulgado pelo portal Poder360. O estudo analisou dados oficiais do mercado de trabalho formal e aponta uma redução significativa no emprego tradicional nas empresas de comunicação.

Àquela época, eram 42.605 profissionais da área registrados pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No fim de 2025, esse número havia caído para 29.306.

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Segundo o levantamento, a queda reflete mudanças estruturais no setor jornalístico. Redações passaram por cortes, reestruturações e adaptação ao ambiente digital.

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Empresas de mídia reduziram equipes e ampliaram modelos de contratação mais flexíveis. Em muitos casos, profissionais passaram a atuar como freelancers, prestadores de serviço ou produtores independentes de conteúdo.

Redações encolhem e modelo de trabalho muda

A retração no número de jornalistas com vínculo formal acompanha transformações no modelo de negócios da imprensa.

Nos últimos anos, empresas do setor enfrentaram queda de receitas publicitárias e aumento da concorrência com plataformas digitais. Essas mudanças pressionaram veículos a reduzir custos e reorganizar estruturas internas.

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O levantamento também indica que parte das atividades jornalísticas migrou para formatos digitais e multiplataforma. Nesse cenário, profissionais passaram a trabalhar em projetos independentes, agências de comunicação e iniciativas próprias.

Mercado de trabalho para jornalistas

Especialistas avaliam que o setor vive um processo de transformação profunda. Novas tecnologias e mudanças no consumo de notícias alteraram a dinâmica das redações.

Ao mesmo tempo, surgiram novas oportunidades fora do modelo tradicional de emprego em empresas de mídia. Plataformas digitais, newsletters e produção de conteúdo independente passaram a ocupar espaço crescente no ecossistema informativo.

Apesar disso, a redução de vagas formais nas redações indica um cenário mais competitivo para jornalistas no mercado de trabalho.

O levantamento cita que o setor continua em processo de adaptação diante das mudanças tecnológicas e econômicas da indústria da informação.

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Metodologia

Para obter os números, a pesquisa utilizou a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2010 a 2024 e isolou só os vínculos ativos em 31 de dezembro de cada ano registrados formalmente via CLT. Para estimar os dados de 2025, a análise utilizou a movimentação registrada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para 15 cargos ligados ao jornalismo.

O levantamento reuniu informações de três bases oficiais do governo federal. Os dados vieram da Rais entre 2015 e 2024 e do Caged entre 2020 e 2026.

Os números apresentados podem apresentar pequenas diferenças em relação aos sistemas do Ministério do Trabalho. As variações decorrem dos filtros utilizados em cada base.

Segundo a análise, essas diferenças são mínimas e não alteram o resultado geral do levantamento.

O estudo considerou cargos como jornalista, editor, repórter, editor de jornal, editor de revista e diretor de redação. Também entraram na análise funções como repórter fotográfico, revisor de texto, produtor de texto e comentarista de mídias audiovisuais.

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Outras categorias analisadas incluem âncora de mídias audiovisuais, repórter de mídias audiovisuais e apresentadores de programas de rádio e televisão.

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