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Irã ameaça fechar todo o Estreito de Ormuz se EUA atacar usinas

ultimosegundo.ig.com.br By Thayna Gemin 2026-03-22 428 words
A Guarda Revolucionária do Irã se posicionou neste domingo (22) e disse que fechará "completamente" o Estreito de Ormuz caso o presidente americano, Donald Trump, cumpra sua ameaça de atacar as instalações energéticas iranianas.

O pronunciamento vem após o presidente dos EUA ameaçar, neste sábado (21), aniquilar as usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra totalmente o Estreito de Ormuz em até 48 horas.

Um ataque deste porte às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra entre os dois países, que chega ao 23° dia neste domingo (22).

Outras ameaças

O comunicado da Guarda Revolucionária também fez outras ameaças, caso as forças americanas ataquem suas usinas. O governo prometeu retaliar destruindo completamente empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana e que vai considerar alvos legítimos instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA.

Antes do posicionamento oficial da Guarda Revolucionária, o governo iraniano já havia reagido a ameaça de Trump por meio de autoridades do país.

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, postou nas redes sociais que o país irá "destruir de forma irreversível" infraestruturas críticas e instalações de energia do Oriente Médio.

As Forças Armadas do Irã afirmaram que se ameaça de Trump for cumprida, Teerã atacará todas as infraestruturas de energia pertences aos EUA na região.

A reação mais razoável e menos inflamada partiu do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), Ali Mousavi, que afirmou que o estreito só está fechado para "inimigos do Irã", mas que o país segue contribuindo para a passagem segura das demais embarcações.

Guerra sem perspectiva de fim

Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.

O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.

O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.

Neste domingo (22) a guerra entre EUA e Israel contra o Irã chega ao 23° dia, sem sinais e nem perspectiva de término. Os países se atacam diariamente com bombardeios e danos aos territórios iraniano e israelense.

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