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Trump pressiona Irã e derruba bolsas; petróleo sobe

exame.com By Tamires Vitorio 2026-03-23 327 words
Petróleo: commodity opera em alta nesta segunda-feira, 23 (Svetlana Repnitskaya/Getty Images)

Tamires Vitorio

Repórter

Publicado em 23 de março de 2026 às 05h33.

O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã derrubou os mercados globais nesta segunda-feira, 23. Investidores reagiram ao risco de interrupções no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de energia.

Na Europa, os futuros indicavam quedas acentuadas. O FTSE 100 projetava recuo de cerca de 1%, enquanto o DAX, da Alemanha, apontava perda próxima de 1,5%.

Na Ásia, os principais índices também fecharam em baixa. O movimento refletiu preocupações com a escalada militar e o avanço dos preços do petróleo.

Nos Estados Unidos, os futuros operavam no vermelho antes da abertura. Os contratos do Dow Jones caíam entre 0,5% e 1%, enquanto S&P 500 e Nasdaq 100 registravam perdas mais moderadas.

O movimento ocorre após declaração do presidente Donald Trump, que estabeleceu prazo de 48 horas para que o Irã reabra o estreito. O governo iraniano respondeu com ameaça de fechamento total da via e ataques a infraestruturas energéticas regionais.

O impacto imediato foi sentido no mercado de commodities. O Brent avançou, chegando a US$ 113,65 por barril, enquanto o WTI atingiu US$ 101,14.

A alta do petróleo intensificou preocupações com inflação global. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu para cerca de 4,42%, pressionando custos de financiamento.

O cenário reduz expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em 2026 e amplia apostas de aperto monetário por outros bancos centrais.

O mercado acionário acumula quatro semanas consecutivas de queda, aproximando os índices de uma correção técnica, caracterizada por recuo de 10% em relação às máximas recentes.

Além do petróleo, outros insumos energéticos e industriais enfrentam restrições de oferta, elevando custos em cadeias como transporte, fertilizantes e combustíveis marítimos.

O dólar avançou frente a outras moedas, enquanto o ouro tinha queda de quase 7% às 5h32, no horário de Brasília, pressionado pela perspectiva de juros elevados.

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