B
22/30
Good

Simões mira segurança pública na posse e faz acenos ao PL, com quem busca aliança

otempo.com.br By Simon Nascimento 2026-03-22 587 words
Empossado governador de Minas Gerais na manhã deste domingo (22/3), Mateus Simões (PSD) deu início à gestão com um discurso direcionado à segurança pública. O combate à criminalidade teve espaço nas falas do novo chefe do Executivo mineiro no púlpito da Assembleia Legislativa (ALMG) e no Palácio da Liberdade, onde recebeu, de Romeu Zema (Novo), o Grande Colar da Inconfidência Mineira. Leia também: Simões vai fazer giro de 100 dias pelo interior, começando por Uberlândia

O movimento de assumir posicionamento forte na segurança é também um aceno ao eleitorado e às bases mais ideológicas do PL, que ainda resistem a um apoio dos liberais à candidatura de Simões ao governo em outubro. À imprensa, no Palácio, o governador fez um pronunciamento, sem responder perguntas, e afirmou textualmente que haverá um cuidado especial, por parte dele, à segurança pública e subiu o tom.

"Encerro, senhores, dizendo da minha priorização à segurança pública", cravou Simões, que dedicou, durante pronunciamento, uma breve fala às Polícias Militar e Civil, áreas do funcionalismo com quem o Palácio Tiradentes tem baixa capilaridade. "Contratamos 15 mil homens desde o início do governo Zema e nesse momento 3 mil soldados da Polícia Militar estão em formação. Vamos continuar investindo em cada uma das forças, para que bandido seja preso, para que qualquer enfrentamento das nossas forças de segurança seja repelido com força", complementou.

Simões ainda fez uma crítica velada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao dizer que não se entristecerá com operações policiais que terminarem em confronto com criminosos. A fala do governador remonta à megaoperação no Complexo da Alemão, no Rio de Janeiro, em novembro do ano passado. À época, 122 pessoas morreram, sendo 117 suspeitos de relações com o Comando Vermelho, e cinco policiais.

Após a megaoperação, Lula disse que houve 'matança' e classificou a força-tarefa como 'desastrosa'. "Em Minas Gerais quem tem direito de usar força é só a polícia. E isso significa que qualquer bandido que tentar atuar aqui será caçado e expulso. Vocês não me verão triste pelo resultado de nenhuma operação policial em que todos policiais estejam vivos. A minha preocupação é garantir que bandido seja preso e fique preso", arrematou o governador.

Ao falar sobre a manutenção em cárcere de criminosos, Simões ainda relembrou a reversão da sentença que absolveu um homem que era réu por estupro contra uma criança em Minas. A decisão havia sido proferida pelo desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que acabou voltando atrás na decisão após forte pressão popular e política, inclusive de Simões.

"Vocês vão continuar vendo uma atuação muito forte minha contra erros", disse. "Revertemos por pressão e sensibilização de cada uma das estruturas da importância da gente ter a valorização da família, e das pessoas como centro de todas as políticas públicas", acrescentou.

Escolas cívico-militares

No pronunciamento aos jornalistas, Mateus Simões também reforçou a posição firme para viabilizar a instalação de escolas cívico-militares em Minas Gerais. Após contestação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), a Justiça determinou que o estado suspenda o programa. A decisão, porém, desagradou Simões que chegou a prometer fazer 'tudo o que tiver ao poder dele' para ver escolas sob gestão dos militares. "Estamos falando de mais investimento em educação para que a gente possa ampliar as reformas, para que a gente possa dar oportunidade aos alunos de estudarem fora (do Brasil) e dando oportunidade às famílias para escolherem onde seus filhos estudam. A luta pela escola cívico-militar é um compromisso meu e vai acontecer", arrematou.

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic