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CE tem 7 projetos contratados em leilão do setor elétrico

opovo.com.br By Maria Clara Moreira; Guilherme Siqueira; Maria-Clara-Moreira--Guilherme-Siqueira 2026-03-20 999 words
Com investimento de R$ 13,7 bi, 7 projetos do Ceará foram contratados em leilão do setor elétrico

Resumo

Eneva contrata 5,06 GW e inicia novo ciclo com R$ 18,2 bi

Leilão registra recorde com 100 usinas, 18,9 GW e R$ 515,7 bi em contratos

Com um i
nvestimento de R$ 13,7 bilhões, o Ceará se destacou no 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), com a marca de sete projetos contratados, ficando com a quinta maior quantidade entre as unidades da federação, atrás apenas do Rio de Janeiro, de Alagoas, da Bahia e de Pernambuco.

O certame foi realizado na quarta-feira, 18, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Conforme o divulgado pelas autoridades do setor elétrico, os empreendimentos cearenses vencedores abrangeram tecnologias de gás natural, carvão mineral e mineral importado, contemplados nas rodadas de 2027, 2028, 2029 e 2031. Confira abaixo:

Empreendimento Porto do Pecém I (Rodada 2027)

Empreendimento Aracati (Rodada 2028)

Empreendimento Jandaia II (Rodada 2029)

Empreendimento Jandaia III (Rodada 2029)

Empreendimento Jandaia 1 (Rodada 2031)

Empreendimento Porto do Pecém II (Rodada 2031)

Empreendimento Termoceará (Rodada 2031)

Um dos destaques do Estado foi a contratação do projeto Jandaia, da Eneva, um hub de gás natural desenvolvido em parceria com a Diamante.

O empreendimento, que será instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), prevê um investimento de R$ 6,5 bilhões e tem previsão de início das obras ainda neste primeiro semestre de 2026. O início das operações da nova térmica está previsto para 2030.

"Estamos falando de um investimento robusto, que fortalece nossa infraestrutura, amplia a segurança energética e cria novas oportunidades para a indústria", comenta Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

Uma vez instalada, a usina deve movimentar 18 milhões de m³ de gás natural por ano. Para dar suporte ao projeto, o Porto do Pecém ganhará um novo píer, chamado Píer Zero, com investimento de R$ 430 milhões. A estrutura será destinada ao transporte de gás natural.

"Haverá um navio ancorado, conhecido como FSRU (Unidade Flutuante de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito, da sigla em inglês), responsável por fornecer o gás e fazer a conexão com essas usinas térmicas", explica Quintino.

"Além disso, nas nossas negociações, está previsto um volume excedente de gás, não apenas suficiente para atender às térmicas, mas também disponível para abastecer nossas indústrias e servir como incentivo para a instalação de novos empreendimentos industriais", detalha.

No leilão, a companhia contratou, ao todo, 5,06 gigawatts (GW), elevando seu portfólio para 10,8 GW e viabilizando, conforme o CEO da empresa, Lino Cançado, um novo ciclo de crescimento, com investimentos estimados em R$ 18,2 bilhões.

"O leilão reforça a convicção da Eneva em seu modelo integrado de energia. Estamos ampliando nossa capacidade instalada, com novos hubs de gás natural e geração de energia elétrica, reforçando nossa estrutura pioneira no setor energético brasileiro", afirmou.

Além dos ativos no Ceará, a companhia também garantiu contratos para usinas já existentes em outros estados, como Maranhão e Espírito Santo, e estruturou novos projetos em diferentes regiões do país.

Os contratos firmados incluem prazos de 10 anos para usinas em operação e de 15 anos para novos empreendimentos.

De acordo com a Eneva, todos os projetos vencidos contam com os principais equipamentos de geração contratados e com os projetos de engenharia já em curso, o que permite início de implantação imediata.

"Nossa estratégia de longo prazo é focada em crescimento consistente, com disciplina e expansão para mercados em que podemos gerar valor estrutural e exercer vantagens competitivas claras", ressaltou o executivo.

Cenário nacional

No cenário nacional, o leilão marcou um recorde histórico, conforme o CCEE. Foram contratadas 100 usinas, que juntas somam 18,997 GW de potência, em um certame que negociou oito produtos ao longo de sete rodadas.

A disputa movimentou R$ 515,7 bilhões em receita total, com deságio de 5,52%, o que representa uma economia de mais de R$ 33,64 bilhões para os consumidores. Além disso, o leilão deve destravar R$ 64,5 bilhões em investimentos.

Do total contratado, 60 usinas termelétricas novas respondem por 8,86 GW, enquanto 35 térmicas existentes somam 7,61 GW. O certame também incluiu cinco ampliações de hidrelétricas, que acrescentam 2,5 GW ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Veja abaixo o número de contratos fechados com cada Unidade de federação:

Rio de Janeiro: 15 contratos

Alagoas: 12 contratos

Bahia: 10 contratos

Pernambuco: 8 contratos

Ceará: 7 contratos

Espírito Santo: 7 contratos

São Paulo: 7 contratos

Maranhão: 5 contratos

Piauí: 4 contratos

Paraná: 4 contratos

Sergipe: 4 contratos

Mato Grosso do Sul: 3 contratos

Paraíba: 3 contratos

Mato Grosso: 2 contratos

Santa Catarina: 2 contratos

Acre: 1 contrato

Amapá: 1 contrato

Goiás: 1 contrato

Minas Gerais: 1 contrato

Pará: 1 contrato

Rio Grande do Norte: 1 contrato

Rio Grande do Sul: 1 contrato

O que é o leilão de capacidade

O leilão de reserva de capacidade é feito para contratar energia e garantir a potência firme e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), evitando problemas no fornecimento de energia elétrica.

O objetivo é garantir suprimento de energia e que o sistema elétrico nacional conte com usinas disponíveis para operar em momentos críticos, de aumento de demanda de energia, como no início da noite.

Ele foi promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo Ministério de Minas e Energia e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O leilão teve 100 vencedores, com uma potência instalada de 29,7 mil megawatts e contratada de 18,9 mil megawatts, que geraram uma receita total de R$ 515,7 bilhões, investimentos de R$ 64 bilhões e economia esperada de R$ 33,6 bilhões.

A Aneel divulgou em novembro de 2025 que 330 projetos se inscreveram para participar do certame desta quarta-feira, totalizando 120.386 megawatts (MW). Desse total de inscritos, 311 são de térmicas a gás natural, três térmicas a carvão e 16 ampliações de hidrelétricas. (Com Agência Brasil)

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