Queremos avançar com medicamentos no Mercado Livre este ano, diz Yunes
Mitchel Diniz
Editor de Invest
Publicado em 25 de março de 2026 às 05h00.
No ano passado, o Mercado Livre começou a preparar terreno para entrar na venda de medicamentos. Comprou, em agosto, uma farmácia no Jabaquara que pertencia à Memed, healthtech de prescrições médicas digitais. Ter um estabelecimento físico é condição para qualquer empresa que se proponha a comercializar esse tipo de produto pela internet. O movimento não passou nem um pouco despercebido e deu o que falar no varejo farmacêutico tradicional, como mostrou reportagem da revista EXAME em outubro. Agora, em 2026, a meta é avançar com o projeto.
"Em breve a gente começa um piloto para avançar e trazer medicamentos para a plataforma", afirmou Fernando Yunes, vice-presidente do Mercado Livre no Brasil à EXAME. O Meli já deixou claro que a intenção não é abrir uma rede farmácias próprias, mas sim trazer esses estabelecimentos para dentro do market place. A companhia também negou as acusações de associações do varejo farmacêutica de que estaria tentando verticalizar o negócio.
A lei que permite a instalação de farmácias e drogarias dentro de supermercados, sancionada esta semana, trouxe expectativas de que o negócio pode por fim avançar.
"É a única categoria de comércio em que não atuamos no Brasil. México, Argentina, Chile e Colômbia comercializam medicamentos com e sem receita. Agora, com esse movimento, essa atualização da lei, a gente está se organizando para trazer novidades neste ano", diz Yunes.
A medida altera a legislação que regula o comércio de medicamentos no país e tem como objetivo ampliar o acesso da população, mantendo as exigências sanitárias e de segurança na dispensação.
Pela nova regra, os estabelecimentos poderão operar farmácias dentro de suas áreas de venda, desde que em um espaço físico delimitado, separado e exclusivo para a atividade farmacêutica. Ou seja, não será permitido vender medicamentos em prateleiras comuns do supermercado.
No Brasil, o Meli ainda não consegue replicar a operação já em vigor em outros países da América Latina por questões regulatórias. O ponto nevrálgico do entrave é uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a RDC 44. Ela veta a oferta de medicamentos pela internet que não seja feita por farmácias ou drogarias autorizadas e licenciadas por órgãos competentes. Em resumo: o remédio não pode sair de um centro de distribuição do Mercado Livre. Essa resolução não mudou junto com a flexibilização para os supermercados.
O Mercado Livre anunciou um investimento de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026, o maior já realizado pela companhia no país. O valor representa um aumento de 50% em relação aos R$ 38 bilhões aportados em 2025 e reforça a estratégia da empresa de ampliar sua presença no mercado brasileiro.
Além do aporte, a empresa prevê a criação de 10 mil novos postos de trabalho, elevando seu quadro para mais de 70 mil funcionários no Brasil até o fim do ano. A expansão ocorre em um momento em que o país concentra mais da metade da receita da companhia.
Os recursos serão direcionados a três frentes principais: logística, fortalecimento do marketplace e serviços financeiros. Na área logística, o plano inclui a abertura de 14 novos centros de distribuição, o que deve levar o total a 42 unidades no país e aumentar em 50% a quantidade de CDs Fulfillment.
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""Em breve a gente começa um piloto para avançar e trazer medicamentos para a plataforma", afirmou Fernando Yunes, vice-presidente do Mercado Livre no Brasil à EXAME."
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Author attribution"Publicado em 25 de março de 2026 às 05h00."
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Core Claims & Their Sources
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"Mercado Livre aims to advance with selling medications on its platform in 2026."
Source: Direct quote from Fernando Yunes, Vice-President of Mercado Livre Brazil. Primary
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"A recent law allowing pharmacies in supermarkets creates expectations for the business to advance."
Source: Presented as general reporting/context, not directly sourced. Unattributed
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"Regulatory resolution RDC 44 from Anvisa is the key obstacle preventing online sale of medications from a distribution center."
Source: Presented as factual regulatory background. Unattributed
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (6)
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P1
"Mercado Livre bought a pharmacy in Jabaquara from Memed in August last year."
Factual -
P2
"Mercado Livre announced a R$ 57 billion investment in Brazil for 2026."
Factual -
P3
"The company plans to create 10,000 new jobs in Brazil."
Factual -
P4
"Having a physical establishment is a condition for any company proposing to sell medications online causes Mercado Livre bought a pharmacy."
Causal -
P5
"The new law allowing pharmacies in supermarkets causes brought expectations that the business can finally advance."
Causal -
P6
"Regulatory resolution RDC 44 causes prevents Mercado Livre from replicating its Latin American medication sales operation in Brazil."
Causal
Claim Relationships Graph
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=== Propositions === P1 [factual]: Mercado Livre bought a pharmacy in Jabaquara from Memed in August last year. P2 [factual]: Mercado Livre announced a R$ 57 billion investment in Brazil for 2026. P3 [factual]: The company plans to create 10,000 new jobs in Brazil. P4 [causal]: Having a physical establishment is a condition for any company proposing to sell medications online causes Mercado Livre bought a pharmacy. P5 [causal]: The new law allowing pharmacies in supermarkets causes brought expectations that the business can finally advance. P6 [causal]: Regulatory resolution RDC 44 causes prevents Mercado Livre from replicating its Latin American medication sales operation in Brazil. === Causal Graph === having a physical establishment is a condition for any company proposing to sell medications online -> mercado livre bought a pharmacy the new law allowing pharmacies in supermarkets -> brought expectations that the business can finally advance regulatory resolution rdc 44 -> prevents mercado livre from replicating its latin american medication sales operation in brazil
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