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Planalto e Alcolumbre fazem última tentativa para enterrar a CPMI do INSS

jc.uol.com.br By Romoaldo de Souza 2026-03-24 764 words
Planalto e Alcolumbre fazem última tentativa para enterrar a CPMI do INSS

Na Bahia, PT e direita fazem pacto de não agressão: ninguém falará do Banco Master. Os Bolsonaros esperavam prisão domiciliar efetiva, não temporária

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O REI DAVIO presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não sabe se acende uma vela a Deus ou se pega o telefone para fazer lobby e arregimenta votos. O plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se referenda ou não a liminar do ministro André Mendonça, que deu 48 horas para que Alcolumbre prorrogue os trabalhos da CPMI do INSS.

'TÔ ARREPIADO'Pedro DaLua, prefeito interino de Macapá (AP), e o presidente do Congresso Nacional — a mais alta autoridade do Legislativo — aparecem em conversa na qual o senador orienta o aliado a procurar um desembargador responsável por julgar uma ação contra o prefeito eleito da capital, Dr. Furlan (PSD).Após o "briefing" de Alcolumbre, DaLua reage: "Oh, tô arrepiado".

ACM NETO X PT......tudo a ver. Na Bahia, os caciques da direita e da esquerda têm pelo menos uma estratégia. O caso do Banco Master não será usado nem por ACM Neto (União Brasil) nem pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) se vier a concorrer à reeleição. Ambos os lados têm telhado de vidro.

DOMICILIAR MEIA-BOCAOs Bolsonaros — mulher e filhos — queriam mais. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Depois desse prazo, haverá nova avaliação médica.

UM ROSÁRIO DE IMPEDIMENTOSNão pode isso, não pode aquilo. Bolsonaro ficará em casa, no Jardim Botânico, usando tornozeleira eletrônica. As visitas ficam restritas a familiares, advogados e médicos. Nada de celular, telefone, redes sociais ou gravações — muito menos transmissões ao vivo.

O MORO DÁ VOLTASSérgio Moro era ministro da Justiça no governo Bolsonaro quando entrou em choque com o presidente sobre o comando da Polícia Federal. Bolsonaro defendia mudanças na direção da PF e reclamava da falta de acesso a informações. Moro acusou o presidente de tentar interferir politicamente no órgão, buscando acesso a investigações.

O INQUÉRITO DAS 'RACHADINHAS'Diante do conflito, Moro deixou o cargo em abril de 2020. Quase seis anos depois, o cenário político mudou: hoje senador pelo Paraná, Moro se aproximou do grupo bolsonarista, e o senador Flávio Bolsonaro (RJ) participou de sua filiação ao PL. 'Não mudo o que falei no passado', disse Sérgio Moro (PL-PR) com a nova ficha partidária na mão.

NEM EM CASAO presidente Lula da Silva (PT) segue defendendo o nome da ex-presidente Michelle Bachelet para a Secretaria-Geral da ONU. Lula afirma que ela seria uma das melhores opções para a política internacional. No Chile, porém, o atual presidente Gabriel Boric tem sinalizado cautela e fala na necessidade de uma candidatura de consenso diante do cenário internacional.

'CADÊ A CPI?'A deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) voltou à tribuna para acusar "os vendilhões" que não apoiam a CPI do Master na Câmara."Sabe por que eles não apoiam? Porque sabem que o [Banco] Master é 'o banco para lavar o dinheiro do narcotráfico'."

SÓ VENDOMesmo com o painel apontando 492 deputados "presentes", apenas 11 ouviram o depoimento de Kim Kataguiri (Missão-SP), que fez duras críticas aos gastos públicos. Ao final, foi elogiado pelo presidente da sessão, Lula da Fonte (PP-PE): "Vossa Excelência me enche de orgulho. Foi uma honra ter estudado com Vossa Excelência", disse. As sessões desta e da próxima semana são semipresenciais. O deputado ou o senador só virá a Brasília se quiser.

PENSE NISSO!Onde está escrito que apenas pessoas de esquerda merecerão o Reino dos Céus? Nas Sagradas Escrituras, não encontrei isso; no pouco que conheço do Alcorão, menos ainda. Os profetas tinham missões maiores — e os poetas, esses sempre atentos àqueles que têm um coração pronto para ser tocado ou despedaçado. O restante muitas vezes parece apenas convescote de quem quer estar de acordo com a moda, ainda que o modismo seja uma espécie de inquisição disfarçada de valores humanos.

Para qual planeta migrou o direito de ser liberal, de não precisar ser uma "Maria vai com as outras"? Salve a rainha Maria 1ª (1734-1816. O mundo vive, atualmente, uma guerra — e sabe quem tende a sair perdendo? A tolerância.

As recentes votações no Congresso Nacional consomem energia na tentativa de criminalizar a misoginia e a transfobia — temas importantes, sem dúvida —, mas que também rendem dividendos políticos. Enquanto isso, poucos empunham com a mesma força a bandeira da educação, baseada não apenas em valores libertários, mas também em princípios que incluam limites e responsabilidade.

Pense nisso!

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