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Fachin rejeita pedido da CPI do Crime para manter quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli

otempo.com.br By Levy Guimarães 2026-03-28 283 words
BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou nesta sexta-feira (27/3) um pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, de manter a quebra dos sigilos bancário, telefônica fiscal e telemático da Maridt Participações, grupo ligado ao ministro Dias Toffoli.

Na decisão, Fachin afirma que acatar uma ação que suspende decisões de outros ministros só pode ocorrer em casos "excepcionais e restritos", pois "não se admite qualquer relação hierárquica entre seus Ministros." Nesse contexto, "o papel da Presidência do STF não é o de revisar ou hierarquicamente controlar decisões individuais", aponta o ministro.

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Em fevereiro, a CPI, que que investiga facções e milícias, aprovou as quebras de sigilo da empresa, mas o ato foi anulado pelo ministro Gilmar Mendes. No despacho, o magistrado argumenta que a quebra dos sigilos pela CPI configura desvio de finalidade e abuso de poder. "A defesa mostra que, aqui também, o requerimento aprovado pela CPI, sem qualquer filtro pelo Judiciário, pode conduzir a uma verdadeira devassa na vida dos envolvidos", escreve.

No pedido negado por Toffoli, a CPI afirma que Gilmar interferiu diretamente nas competências do Poder Legislativo no tocante à função investigativa das comissões parlamentares de inquérito, esvaziando a eficácia dos trabalhos da CPI.

A quebra de sigilo aprovada pela CPI afirma que há suspeitas de que a Maridt funcione como canal para recebimento de vantagens indevidas para o ministro do Supremo, incluindo "pagamentos milionários" sem lastro em serviços prestados. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ainda cita as supostas relações entre a empresa e operadores financeiros do escândalo do Banco Master.

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