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Defesa de Bolsonaro envia ao STF laudo médico reforçando indicação para cirurgia no ombro do ex-presidente

oglobo.globo.com 2026-04-03 398 words
Defesa de Bolsonaro envia ao STF laudo médico reforçando indicação para cirurgia no ombro do ex-presidente

Documento aponta para um quadro de dor intensa no ombro, associada à limitação funcional e movimento reduzido

Por O Globo — Brasília

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GERADO EM: 03/04/2026 - 21:27

Bolsonaro pede cirurgia no ombro e acompanhante em prisão domiciliar

A defesa de Jair Bolsonaro enviou ao STF um laudo médico indicando a necessidade de cirurgia no ombro direito do ex-presidente, que enfrenta dor intensa e limitação funcional. Em prisão domiciliar temporária, Bolsonaro já havia recebido recomendação cirúrgica durante internação anterior. O ministro Alexandre de Moraes exigiu laudos médicos contínuos. A defesa também solicitou a presença de Carlos Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, como acompanhante. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Jair Bolsonaro enviou um laudo médico ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual indica a necessidade de uma cirurgia no ombro direito do ex-presidente.

Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária, de 90 dias, após ficar internado no fim de março— antes, ele estava cumprindo pena na Papudinha. Na internação, já havia sido apontada a necessidade do procedimento cirúrgico.

O documento aponta para um quadro de dor intensa no ombro, associada à limitação funcional e movimento reduzido.

O médico relata ainda que identificou-se redução do condicionamento físico geral e dificuldade na execução de exercícios fisioterapêuticos por conta da internação.

Foi uma exigência do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o envio contínuo de laudos médicos durante a internação.

Na quinta-feira, a defesa já havia solicitado a Moraes permissão que Carlos Eduardo Antunes Torres frequente livremente a casa do ex-presidente, em Brasília. Torres é irmão de criação de Michelle Bolsonaro e, segundo a defesa, irá atuar como acompanhante de Bolsonaro durante o seu período na prisão domiciliar, sobretudo nos momentos em que a ex-primeira-dama esteja ausente.

No pedido, os advogados destacaram que a situação de saúde de Bolsonaro ainda é delicada, diante do quadro de múltiplas comorbidades e do risco de mal súbitos. Além disso, segundo a defesa de Bolsonaro, Michele tem compromissos que demandam sua presença e a filha e a enteada de Bolsonaro, que também moram na residência, possuem atividades escolares e profissionais que ocupam parte do seu tempo.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

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