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Missão Artemis II vai durar dez dias

ultimosegundo.ig.com.br By Arthur Felipe Farias 2026-04-01 603 words
Há mais de 50 anos, a presença humana nas proximidades da Lua deixou de ser realidade. Entre 1969 e 1972, missões do programa Apollo levaram astronautas até a superfície lunar, mas desde então nenhuma outra tripulação retornou ao destino. Ao longo desse período, a exploração continuou por meio de sondas e equipamentos não tripulados, responsáveis por coletar dados e mapear o terreno.

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Agora, a NASA se prepara para um novo capítulo com a missão Artemis II, que pretende recolocar astronautas em uma viagem ao redor do satélite natural. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo, que busca não apenas revisitar a região, mas também criar as bases para futuras operações tripuladas mais complexas, incluindo projetos de longo prazo voltados a Marte.

Após uma série de adiamentos, o lançamento está previsto para 1º de abril de 2026, às 19h23 (horário de Brasília), partindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A espaçonave escolhida para a missão é a Orion, que não realizará pouso, mas executará um sobrevoo em uma trajetória mais extensa do que aquelas realizadas durante o século passado.

O início da jornada será marcado pela decolagem do foguete Space Launch System (SLS), considerado o mais potente já desenvolvido. Nos primeiros instantes, ele será responsável por vencer a força gravitacional da Terra e posicionar a Orion em uma órbita inicial. Em pouco mais de um minuto, a nave já terá alcançado cerca de 12 quilômetros de altitude.

Na sequência, partes do foguete, como os propulsores e o estágio central, serão descartadas e direcionadas para áreas remotas do oceano. Durante o primeiro dia, a tripulação permanecerá em uma órbita elíptica elevada, fase crucial para a checagem dos sistemas essenciais, como controle térmico, oxigenação e comunicação.

Com a confirmação de que tudo funciona corretamente, será realizada a chamada injeção translunar, manobra que dará à nave o impulso necessário para deixar a órbita terrestre e seguir rumo ao espaço profundo. Entre o segundo e o quinto dia, a missão entra na etapa de cruzeiro, quando a Orion percorre grandes distâncias praticamente por inércia, enquanto os astronautas monitoram constantemente as condições da nave.

O ponto alto da missão acontece por volta do sexto dia, quando a espaçonave alcança a região próxima à Lua. Diferentemente das missões Apollo, a Artemis II utilizará uma trajetória conhecida como "retorno livre", passando pela face oculta do satélite a cerca de 10,3 mil quilômetros de altitude. Nesse percurso, a gravidade lunar atua como um impulso natural, redirecionando automaticamente a nave de volta à Terra.

Esse tipo de rota é considerado estratégico do ponto de vista de segurança, pois reduz a dependência de manobras complexas de propulsão para o retorno. Mesmo em caso de falhas, o próprio campo gravitacional da Lua garante o caminho de volta.

A fase final da missão ocorre entre o sétimo e o décimo dia, durante o retorno ao planeta. À medida que se aproxima da Terra, a Orion ganha velocidade, podendo atingir cerca de 40 mil km/h. A reentrada na atmosfera representa um dos momentos mais críticos, devido ao intenso aquecimento causado pelo atrito com o ar.

Para suportar as temperaturas extremas, a cápsula conta com um escudo térmico avançado, que protege os astronautas enquanto a atmosfera desacelera a nave. Nos instantes finais, paraquedas são acionados para reduzir ainda mais a velocidade, permitindo um pouso controlado no Oceano Pacífico.

A missão Artemis II

A missão Artemis II é vista como um teste decisivo para as próximas etapas do programa, que incluem o retorno de astronautas à superfície lunar, desta vez, com foco no polo sul do satélite.

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