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Guerra se intensifica: EUA atacam Teerã após Irã derrubar aviões e deixar piloto desaparecido

exame.com By Da redação; Com Agências 2026-04-04 594 words
Universidade em Teerã após ataque aéreo, enquanto o Irã afirma que mais de 30 instituições de ensino foram atingidas no conflito (AFP)

Da redação, com agências

Redação Exame

Publicado em 4 de abril de 2026 às 13h40.

Última atualização em 4 de abril de 2026 às 14h11.

Os Estados Unidos e Israel ampliaram significativamente a ofensiva contra o Irã ao lançarem ataques aéreos em larga escala sobre Teerã na noite de sexta-feira, 3, marcando uma nova escalada no conflito que já dura mais de um mês.

A ação ocorreu após a derrubada de aeronaves militares americanas, incluindo um caça F-15E. O episódio foi considerado um dos mais graves envolvendo diretamente tropas dos EUA desde o início da guerra.

Horas após as perdas, a capital iraniana foi alvo de bombardeios intensos, com explosões registradas em diferentes pontos da capital e sistemas de defesa aérea acionados.

A ofensiva também marca o mesmo dia em que o presidente Donald Trump elevou o tom e deu um ultimato ao Irã: Teerã tem 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo global. Caso contrário, segundo ele, o "inferno" pode se "abater" sobre o país.

A derrubada de pelo menos duas aeronaves americanas e danos a helicópteros Black Hawk representaram um revés relevante para os Estados Unidos.

Embora um dos pilotos tenha sido resgatado, outro segue desaparecido em território iraniano, desencadeando uma operação de busca sob alto risco e disputa entre os dois países neste sábado, 4.

Especialistas apontam que, em cenários como esse, o militar tende a se esconder enquanto aguarda resgate, uma operação considerada complexa e de alto risco.

A televisão estatal iraniana afirmou que oferecerá recompensa por informações sobre o paradeiro da vítima, aumentando a pressão geopolítica.

Em retaliação aos ataques americanos, o Irã lançou mísseis contra Israel na madrugada. Um dos projéteis atingiu um prédio em Bene Beraq, no centro do país, deixando um homem ferido.

Para analistas, a troca direta de ataques entre Irã, EUA e Israel reforça o risco de uma guerra regional aberta, com impactos já sentidos em países do Golfo que abrigam interesses de Trump.

O governo iraniano também denunciou mais cedo que mais de 30 universidades e centros de ensino superior foram atingidos por ataques atribuídos aos países rivais desde o início do conflito.

Segundo o ministro da Ciência, Pesquisa e Tecnologia do Irã, Hossein Simaei Sarraf, os bombardeios causaram a morte de ao menos 60 estudantes e cinco professores, além de danos significativos à infraestrutura acadêmica nacional.

As autoridades iranianas classificaram os ataques como violações do direito internacional e chegaram a falar em "crime contra a humanidade", ao destacar que instalações civis e científicas estariam entre os alvos atingidos.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, se tornou o principal ponto de pressão na crise. O bloqueio parcial promovido pelo Irã já afeta rotas marítimas e aumenta a volatilidade nos mercados de energia.

O ultimato de Trump eleva o risco de um choque direto sobre a infraestrutura energética iraniana, especialmente na ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país.

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Apesar das ameaças, autoridades iranianas indicaram que as exportações seguem em alta nos últimos dias, em uma tentativa de sustentar receitas em meio à guerra.

Com milhares de mortos e ataques cada vez mais diretos entre potências, o conflito já começa a gerar efeitos duradouros na economia global, especialmente no petróleo e no transporte marítimo global.

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