Apesar da guerra, Bolsa deve ter melhor 1º trimestre em capital externo desde 2022 – Money Times
A incerteza gerada nos mercados mundiais pela guerra no Oriente Médio não foi suficiente para afastar o investidor estrangeiro da B3 em março e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue.
Apesar de algumas saídas desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã em 28 de fevereiro, o saldo no mês caminha para ficar positivo, acumulado em R$ 7,05 bilhões até o dia 24 de março, contra R$ 3,1 bilhões em março de 2025.
Além disso, o primeiro trimestre de 2026 – que acumula, até então, R$ 48,7 bilhões de entrada de capital – deve terminar com a melhor marca de capital externo na Bolsa desde 2022, quando os três primeiros meses do ano totalizaram entrada de R$ 65,3 bilhões de recursos internacionais.
O movimento de 2022 foi respaldado no elevado preço das commodities, em meio à guerra entre Ucrânia e Rússia, e juros elevados abrindo espaço para arbitragem com taxas básicas muito menores em países desenvolvidos.
Já em 2026, a perspectiva de novas entradas está associada principalmente ao fato de algumas ações no índice estarem com preços convidativos em relação a papéis de mercados como os Estados Unidos e a média dos países emergentes. Outros fatores se juntam a este quadro, como o afrouxamento monetário, iniciado em março, e a disputa presidencial na eleição deste ano.
O head de Research da Eleven Financial, Fernando Siqueira, aponta que o fluxo estrangeiro para o Brasil tem vindo da saída do mercado norte-americano. A tendência ainda é negativa para a bolsa dos Estados Unidos, em meio ao encarecimento das ações, a alguns resultados de empresas piores do que o esperado na margem, e à política imprevisível de Donald Trump, acrescenta.
Na contramão, a Bolsa brasileira é considerada uma das mais descontadas, segundo Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital. "A ideia de valuation atrativo segue valendo e o diferencial de juros é bom, com juro real elevado" e deve continuar influenciando o fluxo estrangeiro para o Brasil, avalia. A exceção é caso haja uma piora da guerra que eleve o risco inflacionário.
Na mesma linha, como o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. mostrou, o estrategista-chefe de ações do Itaú BBA, Daniel Gewehr, considera que o fluxo externo para o Brasil deve continuar, a não ser que o Federal Reserve (Fed) comece a subir juros caso haja risco inflacionário elevado – o que não é o cenário base. Nos cálculos do BBA, a Bolsa brasileira negocia com um desconto de 5% em relação à média histórica.
Já se houver um acordo para cessar-fogo, como começou a ser ventilado pelos Estados Unidos nesta semana, a tendência é de que a busca por ativos como dólar e Treasuries diminua, avalia João Daronco, analista da Suno Research. "Uma parte do dinheiro pode ir para emergentes como o Brasil. Isso porque diminui o risco global."
Ainda que uma Selic menor reduza o diferencial em relação às taxas norte-americanas, que estão entre 3,50% e 3,75%, a taxa brasileira ainda seguirá elevada. No último Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic passou de 15% para 14,75% ao ano. Conforme o último boletim Focus, deve fechar 2026 em 12,50%.
Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, há uma certa resistência do investidor estrangeiro em deixar de aportar no Brasil, mesmo num ambiente incerto como o atual, em razão da atratividade. "Os ativos brasileiros são atrativos nessa diversificação geográfica porque estão baratos, o Brasil tem um orçamento de corte de juro e ainda pode ter um rali eleitoral", diz.
Para Siqueira, da Eleven, a queda da Selic e as eleições serão os principais drivers do mercado brasileiro. "Esses fatores podem atrair investidores estrangeiros, mas também os locais", afirma.
A ideia de alternância de poder em 2027 pode ser um motivador para novos fluxos dado que muitos apostam que uma mudança poderia dar um norte diferente às contas públicas do País em relação à atual, vista como expansionista.
"Tem muito estrangeiro querendo pegar carona no rali eleitoral brasileiro, nos moldes do que foi a eleição do Javier Milei, na Argentina", conta Spiess.
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Multiple named expert sources from financial firms are quoted, providing secondary analysis, but no primary sources like direct interviews with officials.
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"O head de Research da Eleven Financial, Fernando Siqueira, aponta que"
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Named source"segundo Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital."
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Named source"Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research,"
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Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation
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The article presents a generally positive outlook but acknowledges potential risks and counter-scenarios.
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"A exceção é caso haja uma piora da guerra que eleve o risco inflacionário."
Acknowledges a condition that could reverse the positive trend.
Balance indicator"a não ser que o Federal Reserve (Fed) comece a subir juros caso haja risco inflacionário elevado – o que não é o cenário base."
Presents a counter-scenario, though downplayed as not the base case.
Balance indicator"Já se houver um acordo para cessar-fogo, como começou a ser ventilado pelos Estados Unidos nesta semana, a tendência é de que a busca por ativos como dólar e Treasuries diminua"
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Balance indicator"Apesar da guerra, Bolsa deve ter melhor 1º trimestre em capital externo desde 2022"
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"acumulado em R$ 7,05 bilhões até o dia 24 de março, contra R$ 3,1 bilhões em março de 2025."
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Statistic"O movimento de 2022 foi respaldado no elevado preço das commodities, em meio à guerra entre Ucrânia e Rússia"
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""A ideia de valuation atrativo segue valendo e o diferencial de juros é bom, com juro"
Quote is clearly attributed to Bruno Takeo.
Quote attribution""Tem muito estrangeiro querendo pegar carona no rali eleitoral brasileiro, nos moldes do "
Quote is clearly attributed to Matheus Spiess.
Quote attributionLogical Coherence
Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation
Summary
No logical inconsistencies detected; arguments flow from data and expert analysis to a coherent conclusion.
Logic Issues Detected
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Contradiction (high)
Conflicting values for 'the': 2026 vs 15%
"Heuristic: Values conflict between P2 and P3"
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Contradiction (high)
Conflicting values for 'the': 15% vs 2026
"Heuristic: Values conflict between P3 and P4"
Core Claims & Their Sources
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"The Brazilian stock exchange (B3) is expected to have its best first quarter for foreign capital inflow since 2022, despite Middle East war uncertainty."
Source: Supported by aggregated financial data (R$ 48.7 billion inflow) and analysis from multiple named financial experts (Fernando Siqueira, Bruno Takeo, Daniel Gewehr, etc.). Named secondary
Logic Model Inspector
Inconsistencies FoundExtracted Propositions (7)
-
P1
"Foreign capital inflow to B3 accumulated R$ 7.05 billion by March 24, 2026."
Factual -
P2
"The first quarter of 2026 has accumulated R$ 48.7 billion in foreign capital inflow."
Factual In contradiction -
P3
"The Selic rate was reduced from 15% to 14.75% per year in the last Copom meeting."
Factual In contradiction -
P4
"The Focus bulletin projects the Selic rate to close 2026 at 12.50%."
Factual In contradiction -
P5
"Attractive stock valuations and high real interest causes rates are causing foreign capital inflow to Brazil."
Causal -
P6
"A potential ceasefire in the Middle East could causes money to flow to emerging markets like Brazil by reducing global risk."
Causal -
P7
"The fall of the Selic rate and the upcoming causes elections will be the main drivers of the Brazilian market."
Causal
Claim Relationships Graph
Detected Contradictions (2)
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: Foreign capital inflow to B3 accumulated R$ 7.05 billion by March 24, 2026. P2 [factual]: The first quarter of 2026 has accumulated R$ 48.7 billion in foreign capital inflow. P3 [factual]: The Selic rate was reduced from 15% to 14.75% per year in the last Copom meeting. P4 [factual]: The Focus bulletin projects the Selic rate to close 2026 at 12.50%. P5 [causal]: Attractive stock valuations and high real interest causes rates are causing foreign capital inflow to Brazil. P6 [causal]: A potential ceasefire in the Middle East could causes money to flow to emerging markets like Brazil by reducing global risk. P7 [causal]: The fall of the Selic rate and the upcoming causes elections will be the main drivers of the Brazilian market. === Constraints === P2 contradicts P3 Note: Conflicting values for 'the': 2026 vs 15% P3 contradicts P4 Note: Conflicting values for 'the': 15% vs 2026 === Causal Graph === attractive stock valuations and high real interest -> rates are causing foreign capital inflow to brazil a potential ceasefire in the middle east could -> money to flow to emerging markets like brazil by reducing global risk the fall of the selic rate and the upcoming -> elections will be the main drivers of the brazilian market === Detected Contradictions === UNSAT: P2 AND P3 Proof: Heuristic: Values conflict between P2 and P3 UNSAT: P3 AND P4 Proof: Heuristic: Values conflict between P3 and P4