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Após 12 anos de promessas, Linha 17-Ouro do Monotrilho é inaugurada por Tarcísio com tom de palanque - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Ivan Longo; Leandro Chemalle 2026-04-04 932 words
SP

Após 12 anos de promessas, Linha 17-Ouro do Monotrilho é inaugurada por Tarcísio com tom de palanque

A inauguração é vista por opositores como um "aproveitamento político" de uma est
rutura que já estava com mais de 80% das obras civis prontas quando a atual gestão assumiu

Após 12 anos de promessas, Linha 17-Ouro do Monotrilho é inaugurada por Tarcísio com tom de palanque

O que era para ser o legado de mobilidade da Copa do Mundo de 2014 finalmente
saiu do papel — ou melhor, subiu aos trilhos. Na última terça-feira (31), o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes entregaram o primeiro trecho da Linha 17-Ouro do monotrilho. A cerimônia, no entanto, foi marcada por um forte tom político, críticas à herança de gestões tucanas e referências aos escândalos que paralisaram o projeto por mais de uma década. A obra, que deveria ter custado R$ 1,7 bilhão e estar pronta há 12 anos, chega ao público com um custo atualizado de quase R$ 6 bilhões. O atraso hercúleo não foi poupado nos discursos, servindo de munição para Tarcísio reforçar sua imagem de "tocador de obras" sobre o espólio de seus antecessores. [caption id="attachment_328553" align="aligncenter" width="1024"] Foto: Leandro Chemalle/Thenews2/Folhapress[/caption]

Falas e conflitos políticos

Em seu discurso na Estação Aeroporto de Congonhas, o governador Tarcísio de Freitas não hesitou em ligar a paralisia da obra aos esquemas de corrupção do passado. "Estamos enterrando hoje um dos maiores símbolos da ineficiência e do descaso com o dinheiro público. Essa obra ficou estigmatizada pelas lições amargas da Lava Jato e por contratos mal feitos que puniram o cidadão paulistano. Assumimos o compromisso de destravar o que parecia impossível e tirar São Paulo desse cemitério de obras inacabadas", afirmou o governador. Embora o projeto tenha sido concebido e executado majoritariamente durante as gestões de Geraldo Alckmin e João Doria, Tarcísio capitalizou a entrega como um triunfo pessoal de sua gestão.

O que era para ser o legado de mobilidade da Copa do Mundo de 2014 finalmente saiu do papel — ou melhor, subiu aos trilhos. Na última terça-feira (31), o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes entregaram o primeiro trecho da Linha 17-Ouro do monotrilho. A cerimônia, no entanto, foi marcada por um forte tom político, críticas à herança de gestões tucanas e referências aos escândalos que paralisaram o projeto por mais de uma década.

A obra, que deveria ter custado R$ 1,7 bilhão e estar pronta há 12 anos, chega ao público com um custo atualizado de quase R$ 6 bilhões. O atraso hercúleo não foi poupado nos discursos, servindo de munição para Tarcísio reforçar sua imagem de "tocador de obras" sobre o espólio de seus antecessores.

Falas e conflitos políticos

Em seu discurso na Estação Aeroporto de Congonhas, o governador Tarcísio de Freitas não hesitou em ligar a paralisia da obra aos esquemas de corrupção do passado.

"Estamos enterrando hoje um dos maiores símbolos da ineficiência e do descaso com o dinheiro público. Essa obra ficou estigmatizada pelas lições amargas da Lava Jato e por contratos mal feitos que puniram o cidadão paulistano. Assumimos o compromisso de destravar o que parecia impossível e tirar São Paulo desse cemitério de obras inacabadas", afirmou o governador.

Embora o projeto tenha sido concebido e executado majoritariamente durante as gestões de Geraldo Alckmin e João Doria, Tarcísio capitalizou a entrega como um triunfo pessoal de sua gestão. Analistas apontam que a pressa na entrega, mesmo com operação reduzida, visa consolidar sua influência na capital em um ano de movimentos políticos estratégicos.

O prefeito Ricardo Nunes, aliado de primeira hora, seguiu o coro:

"É um dia
histórico para a zona sul. São Paulo não pode mais aceitar cronogramas que não são cumpridos. A prefeitura é parceira do estado para garantir que o entorno dessas estações seja revitalizado e que o paulistano recupere o tempo perdido no trânsito".

Apesar da festa, a sensação entre especialistas e usuários é de um "alívio tardio". A Linha 1
7-Ouro tornou-se um monumento à desorganização administrativa. O envolvimento de empreiteiras citadas na Operação Lava Jato, como a Andrade Gutierrez, e as sucessivas quebras de contrato com consórcios internacionais deixaram esqueletos de concreto na Avenida Roberto Marinho por anos.

A inauguração é vista por opositores como um "aproveitamento político" de uma estrutura que já estava com mais de 80% das obras civis prontas quando a atual gestão assumiu, restando apenas a complexa finalização dos sistemas e trens da chinesa BYD — chineses esses que também estiveram presentes na inauguração.

Funcionamento na operação temporária:

Horário: De segunda a sexta-feira, das 10h às 15h (Operação Assistida).Tarifa: será gratuita por 6 meses.Intervalo: Os trens circulam com tempo de espera entre 7 e 14 minutos.

Estações e conexões:

O trecho inaugurado conta com 7 estações em operação (a estação Washington Luís permanece em finalização):

Aeroporto de Congonhas: Acesso direto ao terminal aeroportuário.

Brooklin Paulista

Vereador José Diniz

Campo Belo: Integração com a Linha 5-Lilás do Metrô.

Vila Cordeiro

Chucri Zaidan: Integração com o terminal de ônibus Água Espraiada.

Morumbi: Integração com a Linha 9-Esmeralda da ViaMobilidade.

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