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Quem é o advogado amigo de Flávio que voou com ele em jatinho de empresário da vacina superfaturada - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Ivan Longo 2026-04-04 1059 words
Bolsonarismo

Quem é o advogado amigo de Flávio que voou com ele em jatinho de empresário da vacina superfaturada

Willer Tomaz acompanhou o senador em viagem nos EUA em aeronave de empresário ligado a contrato suspeito da Sputnik e aparece em escândalo bilionário do INSS, além de movimentações milionárias sob investigação

Quem é o advogado amigo de Flávio que voou com ele em jatinho de empresário da vacina superfaturada

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou aos Estados Unidos no feriado de 1º de maio de 2025 em um jatinho da União Química, empresa do empresário Fernando Marques. A aeronave também transportava a esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, e o advogado Willer Tomaz, amigo de longa data de Flávio. A União Química esteve no centro de negociações para a compra de 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik V pelo Ministério da Saúde, durante a gestão do general Eduardo Pazuello, em 2021. O contrato previa o pagamento de US$ 11,95 por dose. No mesmo período, governos estaduais como Bahia e Mato Grosso negociavam diretamente com o fundo russo responsável pela vacina por US$ 9,95. A diferença de US$ 2 por unidade representaria um ganho potencial de US$ 20 milhões para a empresa como intermediária. A operação não foi concluída após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negar autorização para o uso da vacina, alegando falta de dados e questões de segurança. Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que a viagem teve caráter privado e não envolveu contrapartidas. Willer Tomaz deu declaração no mesmo sentido. Relação com Flávio Bolsonaro

Willer Tomaz mantém relação próxima com Flávio Bolsonaro há anos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou aos Estados Unidos no feriado de 1º de maio de 2025 em um jatinho da União Química, empresa do empresário Fernando Marques. A aeronave também transportava a esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, e o advogado Willer Tomaz, amigo de longa data de Flávio.

A União Química esteve no centro de negociações para a compra de 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik V pelo Ministério da Saúde, durante a gestão do general Eduardo Pazuello, em 2021.

O contrato previa o pagamento de US$ 11,95 por dose. No mesmo período, governos estaduais como Bahia e Mato Grosso negociavam diretamente com o fundo russo responsável pela vacina por US$ 9,95. A diferença de US$ 2 por unidade representaria um ganho potencial de US$ 20 milhões para a empresa como intermediária.

A operação não foi concluída após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negar autorização para o uso da vacina, alegando falta de dados e questões de segurança.

Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que a viagem teve caráter privado e não envolveu contrapartidas. Willer Tomaz deu declaração no mesmo sentido.

Relação com Flávio Bolsonaro

Willer Tomaz mantém relação próxima com Flávio Bolsonaro há anos. O advogado já acompanhou o senador em viagens internacionais e atua como aliado político e pessoal.

Ele também é dono de uma aeronave já utilizada por Flávio em outros deslocamentos.

Ligação com investigação do INSS

O nome de Willer Tomaz aparece em investigações relacionadas ao esquema de fraudes no INSS, que, segundo a Polícia Federal, provocou prejuízo superior a R$ 6 bilhões entre 2019 e 2022.

De acordo com informações reunidas na CPMI do INSS em 2026:

Tomaz indicou Letícia Caetano dos Reis para a administração do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro

Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela PF como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", em empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas

Tomaz atuou como advogado de Alexandre em processo judicial

Relatórios de inteligência financeira do Coaf apontam que o advogado movimentou R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021.

Também foi identificado pagamento de R$ 120 mil, no mesmo período, a Milton Salvador de Almeida Júnior, citado como operador financeiro ligado ao grupo investigado.

As conexões entre integrantes do escritório de Flávio e o núcleo do esquema são apontadas na CPMI como um dos elementos que embasam o pedido de indiciamento do senador feito por parlamentares da base do governo.

Saque de US$ 236 mil em 2025

Em janeiro de 2025, Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz estiveram em Miami, nos Estados Unidos.

Na ocasião, segundo informação publicada na imprensa, o advogado sacou US$ 236 mil em dinheiro vivo — cerca de R$ 1,5 milhão — em um caixa eletrônico localizado em um cassino.

Não há informações públicas detalhadas sobre a origem ou a finalidade dos valores.

Prisão em 2017 no caso JBS

Willer Tomaz foi preso pela Polícia Federal em maio de 2017, no âmbito das investigações da Operação Patmos, derivada das delações da JBS.

Ele era suspeito de intermediar pagamento de propina ao procurador da República Angelo Goulart Villela.

Em junho de 2021, a denúncia foi rejeitada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, após mudanças nos depoimentos dos delatores e ausência de provas documentais.

Disputa por mansão em Angra em 2022

Em 2022, Tomaz esteve envolvido em disputa judicial pela posse de um imóvel em Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), avaliado em cerca de R$ 10 milhões.

A ação foi movida por empresa ligada ao advogado contra a empresa do jogador Richarlison. O imóvel é localizado em terreno de marinha, cuja propriedade pertence à União.

Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha no processo.

Decisões liminares sucessivas chegaram a transferir a posse do imóvel entre as partes ao longo do andamento da ação.

Histórico recente

A presença de Willer Tomaz no voo com Flávio Bolsonaro ocorre em meio a investigações e question
amentos sobre a relação do senador com aliados, operadores financeiros e empresários com contratos junto ao poder público.

A viagem no jatinho da União Química, empresa que participou de negociação de vacina com sobrepreço durante a pandemia, se soma a esse conjunto de episódios.

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