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‘Outro Astral’: Luana Tavares transforma EP em obra visual sobre território e identidade

brasildefato.com.br By https://www.facebook.com/brasildefato 2026-04-04 368 words
A cantora e compositora pernambucana Luana Tavares transforma paisagem, corpo e memória em linguagem audiovisual no lançamento de "Outro Astral", álbum visual que reúne três canções de seu EP autoral em uma obra que articula música, dança e território. Gravado em Carne de Vaca, no município de Goiana, o trabalho mergulha nas relações entre ancestralidade, identidade negra e pertencimento, tendo como cenário a confluência entre mar, rio, mangue e mata do litoral norte do estado. Com pouco mais de dez minutos de duração e classificação livre, o projeto também amplia o acesso ao incluir recursos de Libras, audiodescrição e legenda para surdos e ensurdecidos.

A proposta de "Outro Astral" parte da expansão do universo musical da artista para o campo visual, em que as canções "Bem Me Quero", "Orí" e "Eu Sou" estruturam uma narrativa que atravessa temas como raça, gênero e espiritualidade. A obra destaca o protagonismo de mulheres negras em diversas funções da cadeia criativa, da coreografia à direção de arte, do figurino à caracterização, evidenciando uma construção coletiva que valoriza saberes, estéticas e práticas ancestrais.

No centro dessa construção está a dança. Seis bailarinas pernambucanas dão corpo ao conceito do álbum, explorando diversidade de movimentos, experiências e referências sob coordenação de Anthony Leão. Elementos como turbantes, tranças, black power, coroas de flores e objetos simbólicos dialogam com a presença da natureza e com a força ritualística que atravessa os clipes.

Um dos momentos de destaque é a faixa "Orí", que conta com a participação da artista Poli, em uma performance que reforça o sentido de conexão com o sagrado e com o destino. Já "Bem Me Quero" abre o percurso com versos de autoafeto e libertação, enquanto "Eu Sou" encerra o audiovisual como afirmação de presença e de um novo estado de espírito, mais expansivo e energético.

A direção e o roteiro são assinados por Rafael Anaroli, que também compartilha com a artista a relação afetiva com a Zona da Mata Norte. A produção executiva é de Julianna Mota, com assistência de direção de Filipe Marcena. O projeto foi viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura, além do Ministério da Cultura e Governo Federal.

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