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Comando militar do Irã rejeita novo ultimato de Trump sobre Estreito de Ormuz

otempo.com.br By AFP 2026-04-04 293 words
O comando militar do Irã rejeitou, neste sábado (4), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de destruir a infraestrutura vital do país se não aceitar um acordo para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz em 48 horas.

Num comunicado do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o general Ali Abdollahi Aliabadi qualificou o ultimato de Trump como uma "ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida".

E, em alusão à mensagem publicada mais cedo por Trump em sua plataforma, Truth Social, na qual anunciou o Irã que desatará "o inferno" se não reabrir o estreito em 48 horas, o general alertou que "o significado simples desta mensagem é que as portas do inferno se abrirão para vocês".

Histórico

A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, que mataram o guia supremo Ali Khamenei e acarretaram uma campanha de bombardeios da República Islâmica no Oriente Médio, com repercussões na economia global.

O Irã respondeu com ataques contra infraestruturas de aliados dos Estados Unidos no Golfo, além de bloquear parcialmente o Estreito de Ormuz, por onde costumavam transitar 20% dos hidrocarbonetos consumidos em nível global.

Neste sábado, Trump disse que o Irã tem 48 horas para chegar a um acordo sobre a reabertura do estreito ou enfrentará um "inferno".

"Lembrem de quando dei ao Irã dez dias para FECHAR UM ACORDO OU ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ", escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social, em alusão ao ultimato feito em 26 de março.

"O tempo está acabando: 48 horas antes de todo o inferno desate sobre eles", disse o presidente, acrescentando: "Glória a DEUS!".

Horas depois, o Irã anunciou que os navios do Iraque, um "país irmão", podem navegar pelo Estreito e que as restrições se aplicam apenas aos "inimigos".

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