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Plano econômico de Zema prevê privatização total do Estado

gazetadopovo.com.br · Rafael Fantin · 2026-04-14 · 1,038 words
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O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo-MG) apresenta na próxima quinta-feira (16), em São Paulo, o plano econômico liberal que pretende implantar no país, caso seja eleito em outubro. Os estudos são coordenados pelo economista Carlos Da Costa — que fez parte da equipe do Ministério da Economia durante a gestão de Paulo Guedes no governo Bolsonaro.

Em entrevista à Gazeta do Povo, o economista de Zema explicou que o ajuste fiscal deve ser um dos primeiros pontos a serem implementados devido ao descontrole das contas públicas no país, o que inviabiliza o avanço de qualquer plano econômico. "O Brasil está quebrado por conta da irresponsabilidade fiscal do governo. Sem isso, não adianta fazer nenhuma das outras coisas. É uma condição necessária, prioritária e antecedente a todas as outras", ressaltou Costa.

Ele elencou os cinco pilares do plano do presidenciável do Novo para a reforma econômica do Estado brasileiro:

acabar com o "custo Brasil"

empreender tem que ser simples

fazer o governo caber no bolso do brasileiro

reduzir os juros e a inadimplência

facilitar compra e venda com o mundo.

Segundo o coordenador econômico da campanha de Zema, a redução do Estado também passa pela modernização das relações de trabalho, com a maior flexibilização dos contratos em negociações diretas entre patrão e empregado, devido ao alto custo tributário. "O item mais caro do 'custo Brasil' é a contratação de mão de obra, porque nós temos uma mão de obra de baixa qualificação e custos acessórios muito altos, como as obrigações trabalhistas", afirmou.

VEJA TAMBÉM:

"Custo Brasil" encarece produção nacional em R$ 1,7 trilhão, calcula economista

Ex-secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade na gestão Guedes, Costa calculou que o "custo Brasil" tinha impacto de R$ 1,7 trilhão na produção nacional. "Esse valor representa quanto custa para produzir no Brasil a mais do que custaria em um país mediano da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico]. É um número insustentável, por isso a gente não consegue competir", explicou.

Assim, segundo ele, o plano de Zema pretende zerar o "custo Brasil" para colocar o país no mesmo patamar internacional de potências econômicas. "Nesse custo há uma infinidade de pesos: complexidade tributária, custo de contratação, falta de infraestrutura, segurança e logística. O custo da energia elétrica também é muito alto. Embora tenhamos uma energia barata de produzir, há tantas imperfeições no setor que a tarifa acaba sendo cara", completou.

De acordo com Costa, o segundo pilar do plano é a simplificação do empreendedorismo no país para desburocratizar o dia a dia das empresas. "Empreender tem que ser simples. Hoje, você consegue ter o CNPJ rapidamente, mas quando começa a operar, as dificuldades são enormes."

Na avaliação dele, o cenário de alto custo e burocratização acaba levando muitas empresas para a informalidade. "A pequena empresa precisa ter uma vida descomplicada, com o mínimo de obrigações possível e regras mais fáceis de cumprir, que viabilizem a pequena empresa ser formal", disse Costa, que defendeu a ampliação do teto do Simples Nacional.

VEJA TAMBÉM:

Plano econômico de Zema prevê enxugamento da máquina pública e privatização total

O economista Carlos Da Costa defende o enxugamento drástico da máquina pública com o objetivo de "fazer o Estado caber no bolso do brasileiro". Ele cita a experiência no Ministério da Economia e também as medidas durante os mandatos do ex-governador mineiro como exemplos no corte de gastos públicos.

Zema assumiu o governo de Minas Gerais com uma das maiores dívidas entre os estados brasileiros e implementou uma política de ajuste fiscal, que regularizou o pagamento de servidores e repasses aos municípios. Além disso, o estado voltou a ter capacidade de investimentos em áreas como educação e infraestrutura, em parceria com o capital privado.

"Conseguimos enxugar a máquina, reduzir secretarias, cortar 30% dos cargos comissionados e diminuir o número de servidores, fazendo mais do que antes com quase metade das pessoas. É cortar gastos com a burocracia, gastos ineficientes e, ao mesmo tempo, privatizar tudo, sem exceção", comentou Costa.

De acordo com ele, o plano econômico de Zema prevê a privatização de todas as estatais do governo federal para modernizá-las e reduzir a dívida pública. "Quando a gente diminui a dívida pública, a gente libera o mercado de crédito e os juros despencam sem causar inflação. O Banco Central pode diminuir a taxa e socorrer as pessoas, o que leva o plano para o próximo pilar: redução dos juros e da inadimplência", detalhou.

VEJA TAMBÉM:

Campanha de Zema planeja queda da taxa de juros em seis meses de eventual governo

Costa afirmou que a redução dos juros não deve ser feita de forma artificial, mas como consequência da responsabilidade fiscal. "Ninguém aguenta mais a atual taxa de juros. As empresas estão quebrando e as pessoas físicas também. O governo federal vai fazer o 'Desenrola 2', mas quando ele desenrola de um lado, enrola do outro com gastos que jogam os juros para cima", criticou o economista.

Segundo o governo federal, a primeira edição do programa "Desenrola Brasil", voltado para endividados, renegociou cerca de R$ 7,5 bilhões em 183 mil novos acordos, atendendo mais de 120 mil empresas. "Não adianta fazer programa nenhum enquanto o juro estiver nessa extorsão por conta da irresponsabilidade do governo", rebateu Costa. "Nos seis primeiros meses [de um eventual governo Zema], a taxa de juros vai cair pela metade", projetou.

Entre os programas federais, Costa revela que o governo Zema planeja a criação do "Sócios do Brasil" para que o superávit seja investido em benefício da próxima geração. "A proposta é usar parte do superávit para dar R$ 1 mil para cada criança que nascer. Esse valor seria colocado em um fundo de ações que o cidadão só poderia sacar aos 18 anos, estimulando uma mentalidade de empreendedor desde cedo", disse.

De acordo com ele, o quinto pilar será a ampliação das relações comerciais do Brasil com outros países, priorizando os negócios por meio da OCDE, em vez dos blocos econômicos, como o Brics. Costa também propõe a redução gradual de barreiras e tarifas de importação. "Nós queremos que a economia brasileira, hoje uma das mais fechadas, se torne uma das mais abertas do mundo, à medida que zerar o custo para se produzir no Brasil", afirmou.

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Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety

Summary

Good named source density with one primary source (interview) and clear expert credentials.

Findings 4

"Em entrevista à Gazeta do Povo, o economista de Zema explicou"

Direct interview with campaign economist

Primary source

"o economista Carlos Da Costa"

Named expert source with credentials

Named source

"Ex-secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade na gestão Guedes"

Clear expert credentials provided

Expert source

"Segundo o governo federal"

Secondary source citation

Secondary source
Perspective Balance 2/5
2/5 Score

Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation

Summary

Minimal effort to present other perspectives, primarily presents Zema campaign viewpoint.

Findings 3

""O Brasil está quebrado por conta da irresponsabilidade fiscal do governo. "

Uncritical presentation of campaign claims

One sided

""Não adianta fazer programa nenhum enquanto o juro estiver nessa extorsão por conta da irresponsabilidade do governo""

Only presents campaign's critical perspective

One sided

"Segundo o governo federal, a primeira edição do programa "Desenrola Brasil""

Brief mention of government program

Balance indicator
Contextual Depth 3/5
3/5 Score

Background information, statistics, comprehensiveness of coverage

Summary

Standard depth with some context about Zema's governorship and economic statistics.

Findings 3

"Zema assumiu o governo de Minas Gerais com uma das maiores dívidas entre os estados brasileiros"

Provides background on candidate's experience

Background

""custo Brasil" tinha impacto de R$ 1,7 trilhão na produção nacional"

Specific economic statistic provided

Statistic

"renegociou cerca de R$ 7,5 bilhões em 183 mil novos acordos"

Context about existing government program

Context indicator
Language Neutrality 4/5
4/5 Score

Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language

Summary

Mostly neutral language with 1-2 instances of potentially loaded terms.

Findings 4

"O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo-MG)"

Neutral reporting language

Neutral language

"Ele elencou os cinco pilares do plano"

Factual reporting

Neutral language

" enxugamento drástico da máquina pública com o obje"

Potentially dramatic language

Sensationalist

"nessa extorsão por conta da irresponsabilidade do governo"

Emotional language in quote

Sensationalist
Transparency 4/5
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Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution

Summary

Good attribution with author, date, and clear quote attribution.

Findings 1

"ressaltou Costa"

Clear attribution of quotes

Quote attribution
Logical Coherence 5/5
5/5 Score

Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation

Summary

No logical issues detected, claims are consistently presented.

Findings 2

""Nos seis primeiros meses [de um eventual governo Zema], a taxa de juros vai cair pela metade""

Future projection without supporting evidence

Unsupported cause

""Nos seis primeiros meses [de um eventual governo Zema], a taxa de juros vai cair pela metade""

Campaign makes specific future projections without providing supporting methodology or evidence

Logic unsupported cause

Logic Issues

Unsupported cause · medium

Campaign makes specific future projections without providing supporting methodology or evidence

""Nos seis primeiros meses [de um eventual governo Zema], a taxa de juros vai cair pela metade""

Core Claims

"Zema's economic plan includes five pillars: ending 'custo Brasil', simplifying entrepreneurship, reducing government size, lowering interest rates, and expanding international trade"

Carlos Da Costa, Zema's campaign economist Named secondary

"Brazil's fiscal irresponsibility has broken the country and makes economic progress impossible"

Carlos Da Costa in interview Named secondary

"Complete privatization of all federal state-owned companies is planned to modernize them and reduce public debt"

Carlos Da Costa explaining the plan Named secondary

Logic Model Inspector

Consistent

Extracted Propositions (8)

  • P1

    "Carlos Da Costa was part of Paulo Guedes' team in the Bolsonaro government"

    Factual
  • P2

    "Zema took over Minas Gerais with one of the largest debts among Brazilian states"

    Factual
  • P3

    "The first edition of 'Desenrola Brasil' renegotiated R$7.5 billion in 183,000 new agreements"

    Factual
  • P4

    ""Custo Brasil" has an impact of R$1.7 trillion on national production"

    Factual
  • P5

    "Fiscal adjustment causes enables economic plan implementation"

    Causal
  • P6

    "Reducing public debt causes liberates credit market and lowers interest rates"

    Causal
  • P7

    "High costs and bureaucracy causes leads companies to informality"

    Causal
  • P8

    "Privatization causes modernization and debt reduction"

    Causal

Claim Relationships Graph

Contradiction
Causal
Temporal
View Formal Logic Representation
=== Propositions ===
P1 [factual]: Carlos Da Costa was part of Paulo Guedes' team in the Bolsonaro government
P2 [factual]: Zema took over Minas Gerais with one of the largest debts among Brazilian states
P3 [factual]: The first edition of 'Desenrola Brasil' renegotiated R$7.5 billion in 183,000 new agreements
P4 [factual]: "Custo Brasil" has an impact of R$1.7 trillion on national production
P5 [causal]: Fiscal adjustment causes enables economic plan implementation
P6 [causal]: Reducing public debt causes liberates credit market and lowers interest rates
P7 [causal]: High costs and bureaucracy causes leads companies to informality
P8 [causal]: Privatization causes modernization and debt reduction

=== Causal Graph ===
fiscal adjustment -> enables economic plan implementation
reducing public debt -> liberates credit market and lowers interest rates
high costs and bureaucracy -> leads companies to informality
privatization -> modernization and debt reduction

All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.

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