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A pesquisa integra o programa Artemis, o mesmo que encerrou sua segunda missão de viagem tripulada à Lua, nesta sexta-feira, 10 de abril, com o retorno de quatro astronautas à Terra.
O Brasil pretende criar as bases para a produção de alimentos em "fazendas" extraterrestres para alimentar astronautas em missões. Chamada Rede Space Farming Brazil, a pesquisa é liderada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e cientistas de 22 instituições.
A ideia é criar "superplantas" por meio da variabilidade genética, que tenham maior produtividade, resistência e valor nutricional, além de maior eficiência no uso de água e energia.
A batata-doce e o grão-de-bico foram escolhidos para os testes na primeira fase do projeto, por precisarem de menos água e calor do que outras culturas. Outras plantas devem ser inseridas gradativamente, como as utilizadas na produção de remédios e fibras.
"A adaptação dessas plantas possibilitará a seleção de novos genótipos mais adaptados às condições climáticas a serem enfrentadas nas próximas décadas, simulando artificialmente o que se prevê para temperatura e outros fatores ambientais no futuro", afirma Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa que coordena a pesquisa.
Fávero destaca que os protótipos poderão ser usados em áreas vulneráveis à crise do clima, seja em grandes centros urbanos ou em áreas rurais remotas. "É uma estratégia para auxiliar na segurança alimentar das populações locais", continua.
O desafio de cultivar vida no "vazio" cósmico
Um dos maiores desafios para os pesquisadores é a construção de um invólucro que consiga proteger as plantas da radiação ionizante cósmica. Apesar de parecer um grande vazio escuro, o espaço é repleto de partículas minúsculas que viajam a velocidades altíssimas e, quando entram em contato com matéria, podem arrancar elétrons dos átomos, inviabilizando qualquer forma de vida como a conhecemos.
Essas condições extremas estão sendo simuladas em laboratórios no Brasil. No ano passado, houve um primeiro teste em uma missão espacial análoga, ambiente terrestre com condições parecidas às de uma estação espacial.
O experimento, bem-sucedido, ocorreu no Habitat Marte, espaço da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que reproduz o planeta vermelho, com mudas de tomate que utilizam sistemas hidropônicos e aeropônicos – ambos sem uso de solo.
Em abril de 2025, a Rede Space Farming Brazil enviou sementes de grão-de-bico e batata-doce em um foguete da Blue Origin, empresa comercial do bilionário norte-americano Jeff Bezos. Os alimentos ficaram expostos à microgravidade por cinco minutos, para depois passarem por uma análise genética. Em agosto, o grupo enviou outras plantas brasileiras, como morango e orquídeas, para a Estação Espacial Internacional (ISS).
Segundo Fávero, a primeira fase do programa tem duração prevista de cinco anos, com simulações na Terra. A segunda fase prevê testes em órbita terrestre e, na terceira fase, experimentos em espaço profundo, como na Lua.
Da órbita lunar à floresta tropical
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▸ Source Quality 4/5
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"Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa que coordena a pesquisa"
Primary source named with institutional affiliation.
Named source""A adaptação dessas plantas possibilitará a seleção de novos genótipos mais adaptados às condições c"
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Primary source"Fávero destaca que os protótipos poderão ser usados em áreas vulneráveis à "
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"O Brasil pretende criar as bases para a produção de alimentos em "fazendas" extraterrestres"
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"A pesquisa integra o programa Artemis, o mesmo que encerrou sua segunda missão de"
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"Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo plantas que podem crescer no espaço"
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"afirma Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa que coordena a pesquisa"
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Core Claims
"Brazilian researchers are developing plants that can grow in space to address food security challenges from climate change."
Attributed to the article's reporting and quotes from researcher Alessandra Fávero. Named secondary
"The Space Farming Brazil network, led by Embrapa with support from 22 institutions, aims to create "superplants" through genetic variability."
Based on institutional information and researcher statements. Named secondary
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (6)
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P1
"The research is part of the Artemis program."
Factual -
P2
"Sweet potato and chickpea were chosen for initial tests."
Factual -
P3
"In April 2025, chickpea and sweet potato seeds were sent on a Blue Origin rocket."
Factual -
P4
"The first phase of the program is planned to last five years."
Factual -
P5
"Climate change causes adverse conditions for food production causes Space farming research could help address this"
Causal -
P6
"Genetic variability causes Creates plants with higher productivity, resistance, and nutritional value"
Causal
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=== Propositions === P1 [factual]: The research is part of the Artemis program. P2 [factual]: Sweet potato and chickpea were chosen for initial tests. P3 [factual]: In April 2025, chickpea and sweet potato seeds were sent on a Blue Origin rocket. P4 [factual]: The first phase of the program is planned to last five years. P5 [causal]: Climate change causes adverse conditions for food production causes Space farming research could help address this P6 [causal]: Genetic variability causes Creates plants with higher productivity, resistance, and nutritional value === Causal Graph === climate change causes adverse conditions for food production -> space farming research could help address this genetic variability -> creates plants with higher productivity resistance and nutritional value
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.
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