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IA no turismo: como a Inteligência Artificial está transformando a jornada do viajante
Agentes de viagem se adaptam à nova era da IA e usam ferramenta como aliada
A inteligência artificial já deixou de ser promessa para se tornar protagonista na forma como viajamos - da inspiração à reserva. Especialistas do setor apontam que o impacto da tecnologia não é apenas um incremento, mas, sim estrutural.
Eles afirmam que se trata de uma mudança profunda na forma como consumidores planejam, escolhem e compram suas experiências.
Para Ricardo Souza, líder da Lighthouse para a América Latina, o momento atual representa uma ruptura comparável ao surgimento da internet e dos smartphones. Ele explica que, se antes o viajante dependia totalmente de uma agência para pesquisar e reservar, hoje a inteligência artificial permite uma interação muito mais dinâmica e personalizada ao longo de toda a jornada.
"Isso faz com que o viajante tenha uma participação muito mais proativa e imersiva nessa jornada, porque ele pode sugerir um roteiro - por exemplo, para Salvador - e, a partir disso, buscar informações detalhadas: qual é o melhor bairro, o que fazer na região, em que hotel se hospedar, se há piscina, se tem vista para o mar ou não", afirmou Souza
Ricardo destaca ainda que esse novo cenário coloca o conteúdo no centro da estratégia. Segundo ele, "a principal mudança de paradigma é uma disposição de conteúdo muito maior para essas inteligências artificiais", reforçando que a qualidade e a quantidade de informações disponíveis serão determinantes para a experiência do usuário.
Ele é categórico ao dizer que "esse cenário não tem volta", apontando para um ritmo acelerado de transformação que exige adaptação rápida das empresas.
Clientes no controle: viagens mais interativas
Ricardo reafirma que, com o avanço da IA, o viajante deixa de ser um espectador para se tornar protagonista da própria jornada. Ferramentas inteligentes já conseguem sugerir destinos, montar roteiros completos, comparar preços e indicar experiências com base em preferências individuais.
"Antes, ele precisaria pesquisar tudo isso separadamente. Hoje, consegue interagir e obter respostas de forma integrada e dinâmica", explicou Ricardo.
Para ele, na prática, isso significa uma experiência mais fluida e personalizada. "A inteligência artificial foi programada para resolver tarefas. Qual é a tarefa de um viajante? Entender o destino a que ele está indo, selecionar um hotel, decidir se ele quer ir para aquele destino ou não, selecionar uma passagem aérea, se for um destino aéreo ou rodoviário, e ter a inspiração para ir para aquele lugar", completa o líder.
Agentes e agências
Apesar do avanço, nem todos os players estão no mesmo estágio. Enquanto redes hoteleiras começam a integrar seus inventários diretamente a sistemas de IA, muitas agências ainda buscam entender como incorporar a tecnologia de forma estratégica.
Há, segundo Ricardo, uma oportunidade relevante para essas empresas utilizarem o próprio acervo de informações como diferencial competitivo, desde que consigam estruturá-lo de forma eficiente.
Entre a adaptação e a oportunidade
Na prática, essa transformação já impacta o cotidiano das operações. Igor Correia, executivo da Europamundo Brasil Norte/Nordeste, observa que a inteligência artificial vem ganhando espaço dentro das agências ao facilitar processos como pesquisa, desenvolvimento de roteiros e atendimento.
"A gente acabou de fazer o lançamento da Bianca Europamundo, onde desenvolvemos um personagem para ser inserido nas redes sociais da Europamundo. Ali, fazemos postagens com dicas de viagem e sugestões de destinos", contou o executivo.
"E aí todos os agentes de viagem podem usufruir desse conteúdo que a gente disponibiliza e colocar, até mesmo, dentro da sua própria operação de divulgação de marketing", pontua Correia.
Para Igor, a tecnologia deve ser vista como aliada, não como ameaça. "A inteligência artificial veio e vai ficar", afirma ele, comparando o momento atual à popularização dos computadores nas décadas de 1990 e 2000.
Ele reconhece que ainda existe receio, mas pondera que a tendência é de adaptação. Ao mesmo tempo, faz um ponto essencial: a experiência humana continua sendo decisiva. Mesmo com sugestões automatizadas, cabe ao profissional avaliar o que realmente faz sentido para cada cliente.
"O olhar humano vai sempre permanecer mais em destaque do que a própria inteligência artificial. Compete ao agente de viagem ter o conhecimento e ter o estudo prévio daquilo que vai ofertar. Ela é uma ferramenta, mas o que ainda vai fazer o fechamento é ser humano", finaliza.
IA como aliada no atendimento
Débora Viana, agente de viagens com 12 anos de experiência, também enxerga a tecnologia como aliada. Para ela, a IA tem sido especialmente útil para esclarecer dúvidas específicas e agilizar o atendimento.
"Não dá para a gente conhecer tudo em detalhes, distância de alguns locais, de um hotel para o outro, ou se aquele hotel tem estacionamento pago ou não. Então, esses tipos de detalhes, a IA ajuda bastante", explicou a agente.
Débora enfatiza o ganho de produtividade ao afirmar que a ferramenta "otimiza o tempo" e oferece mais clareza na tomada de decisão. Ainda assim, reforça que a tecnologia funciona como um ponto de partida.
"A IA me dá uma diretriz e aí eu consigo, em cima disso, filtrar melhor o assunto e passar exatamente para o meu atendimento", esclarece Débora.
Diante do que foi falado, o resultado é um novo perfil de viajante: mais informado, mais exigente e mais participativo. Nesse contexto, os profissionais do turismo assumem um papel cada vez mais estratégico, atuando como curadores de experiências apoiados por ferramentas inteligentes.
A inteligência artificial esteve entre os temas debatidos em painéis da WTM Latin America, realizada em São Paulo, no Expo Center Norte, entre a terça-feira, 14, e quinta-feira, 16.
WTM Latin America reforça papel estratégico no setor
A WTM Latin America, realizada em São Paulo, no Expo Center Norte, entre 14 e 16 de abril, registrou crescimento em 2026, reunindo 35 mil participantes - alta de cerca de 10% em relação ao ano anterior -, segundo apontou a diretora Bianca Pizzolito.
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Segundo ela, o foco esteve na qualificação do público e na geração de negócios, com destaque para o aumento de 115% na presença de agentes de viagem e mais de 9 mil reuniões realizadas na plataforma oficial. "Posso dizer com toda segurança que foi um grande sucesso", afirmou.
O evento também alcançou 936 marcas expositoras (+13%) e representantes de 153 países (+8%), reforçando seu papel estratégico como um dos principais encontros do turismo na América Latina", conforme reafirmou Pizzolito.
Serviço
A repórter Andrêzza Moura participou do evento a convite da WTM Latin America e assegurada pela Vital Card, empresa de seguro de viagens.
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▸ Source Quality 4/5
Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety
Summary
Multiple named industry experts provide primary insights, though lacking independent verification sources.
Findings 4
"Para Ricardo Souza, líder da Lighthouse para a América Latina"
Named industry expert with organizational affiliation
Named source"Igor Correia, executivo da Europamundo Brasil Norte/Nordeste"
Named executive from tourism company
Named source"Débora Viana, agente de viagens com 12 anos de experiência"
Named travel agent with experience credentials
Named source"a diretora Bianca Pizzolito"
Named event director providing statistics
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Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation
Summary
Primarily presents positive perspectives on AI in tourism with some acknowledgment of adaptation challenges.
Findings 3
"Apesar do avanço, nem todos os players estão no mesmo estágio"
Acknowledges uneven adoption across industry
Balance indicator"Ele reconhece que ainda existe receio, mas pondera que a tendência é de adaptação"
Acknowledges fear but suggests adaptation trend
Balance indicator"Para ele, na prática, isso significa uma experiência mais fluida e personalizada"
Presents only positive interpretation of AI impact
One sided▸ Contextual Depth 4/5
Background information, statistics, comprehensiveness of coverage
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Provides historical comparison, statistical data, and practical examples of AI implementation.
Findings 3
"o momento atual representa uma ruptura comparável ao surgimento da internet e dos smartphones"
Historical context comparing AI to previous technological shifts
Background"reunindo 35 mil participantes - alta de cerca de 10% em relação ao ano anterior"
Specific growth statistics for industry event
Statistic"comparando o momento atual à popularização dos computadores nas décadas de 1990 e 2000"
Additional historical comparison for context
Context indicator▸ Language Neutrality 5/5
Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language
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Uses neutral, descriptive language throughout without sensationalism or political bias.
Findings 3
"Agentes de viagem se adaptam à nova era da IA e usam ferramenta como aliada"
Neutral description of adaptation process
Neutral language"Para Igor, a tecnologia deve ser vista como aliada, não como ameaça"
Balanced perspective presented neutrally
Neutral language"Débora enfatiza o ganho de produtividade ao afirmar que a ferramenta "otimiza o tempo""
Neutral reporting of productivity claims
Neutral language▸ Transparency 5/5
Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution
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Full author attribution, date, event context, and disclosure of reporter's participation.
Findings 2
""Isso faz com que o viajante tenha uma participação muito mais proativa "
Clear attribution to Ricardo Souza
Quote attribution"A repórter Andrêzza Moura participou do evento a convite da WTM Latin America"
Disclosure of reporter's event participation
Methodology▸ Logical Coherence 5/5
Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation
Summary
No logical contradictions detected; claims are consistent and supported by sources.
Core Claims
"AI is transforming tourism by making travelers more proactive and creating personalized experiences"
Ricardo Souza, Latin America leader at Lighthouse consulting firm Named secondary
"AI should be seen as an ally rather than a threat to travel agents"
Igor Correia, executive at Europamundo Brazil North/Northeast Named secondary
"WTM Latin America event showed 10% growth in participants and strategic importance for tourism"
Bianca Pizzolito, event director Named secondary
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (6)
-
P1
"WTM Latin America had 35,000 participants in 2026, a 10% increase from previous year"
Factual -
P2
"The event featured 936 exhibitor brands, a 13% increase"
Factual -
P3
"Travel agent presence increased by 115% at the event"
Factual -
P4
"AI enables more dynamic interaction causes travelers become more proactive participants"
Causal -
P5
"Quality and quantity of available information causes determines user experience"
Causal -
P6
"AI tools suggest destinations and compare prices causes creates more fluid and personalized experiences"
Causal
Claim Relationships Graph
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: WTM Latin America had 35,000 participants in 2026, a 10% increase from previous year P2 [factual]: The event featured 936 exhibitor brands, a 13% increase P3 [factual]: Travel agent presence increased by 115% at the event P4 [causal]: AI enables more dynamic interaction causes travelers become more proactive participants P5 [causal]: Quality and quantity of available information causes determines user experience P6 [causal]: AI tools suggest destinations and compare prices causes creates more fluid and personalized experiences === Causal Graph === ai enables more dynamic interaction -> travelers become more proactive participants quality and quantity of available information -> determines user experience ai tools suggest destinations and compare prices -> creates more fluid and personalized experiences
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.
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