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“É uma vergonha”: moradores de prédio da Capital estão sem luz desde quarta-feira

correiodopovo.com.br By Correio do Povo; Renê Almeida 2026-02-13 435 words
Imagine ficar mais de dois dias sem energia elétrica em pleno calor de fevereiro, em Porto Alegre. É essa a situação enfrentada por moradores de um prédio na rua General Neto, 29, no bairro Moinhos de Vento. Desde a última quarta-feira, por volta das 13h30min, os cerca de 20 residentes estão sem luz após a queima de um transformador na rua. Além do edifício, outros dois imóveis até a esquina com a rua Ramiro Barcelos também permanecem às escuras.

Os moradores relatam que já registraram diversos protocolos junto à CEEE Equatorial, inclusive na ouvidoria. Segundo eles, equipes da concessionária estiveram no local pelo menos cinco vezes desde quarta-feira, mas o problema não foi solucionado.

A síndica do prédio, Juliana Trage, 50 anos, demonstra indignação com a situação. "Nós comunicamos a CEEE sobre a falta de luz. Foram abertos vários protocolos e ninguém fez nada. Já liguei para a ouvidoria. Liguei ontem à noite, era uma e pouco da manhã. A moça me disse: 'equipe no local'. Eu respondi: 'equipe não está no local. Eu enxergo da janela da minha casa'. Isso é uma vergonha", reclama.

Segundo os moradores, alimentos congelados precisaram ser descartados, e algumas pessoas com necessidades especiais foram para a casa de familiares devido à falta de energia. "Nós temos dois autistas no prédio, gente com diabetes que precisa de medicação refrigerada, tem criança pequena, bebê de colo, recém-nascido, idoso, pessoa com dificuldade de mobilidade. Como é que fica essa situação?", questiona Juliana.

Fabiano
Barison, 39 anos, também mora no prédio. Ele enfrenta dificuldades de locomoção, pois está em reabilitação após uma meningite. "Eu faço fisioterapia de quarta a sexta. Não pude ir porque não tem luz, não tinha como carregar o celular. A gente fez rancho no supermercado, colocou tudo no congelador, mas está tudo derretendo de novo. São praticamente três dias e nada se resolve", relata.

A mãe dele, Marilu Barison, de 84 anos, é moradora antiga do prédio. "Eu moro aqui há 50 anos e nunca tive um problema desses. Ficar três dias sem luz", afirma.

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O que diz a concessionária

Procurada, a CEEE Equatorial não retornou até a publicação desta reportagem
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