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Caso Vanessa: assassino confesso foi visto ferido, passou por BH e invadiu trem; veja linha do tempo

otempo.com.br By Isabela Abalen 2026-02-13 955 words
O assassino confesso da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, fugiu para Belo Horizonte horas após matar a jovem em Juatuba, na Região Metropolitana. Ao saber que estava sendo procurado, tentou escapar por diferentes cidades. Passou por Esmeraldas e Betim, onde chegou a subir em um trem de carga para tentar viajar sem ser visto, mas acabou preso nessa quinta-feira (12/2).

Vanessa foi encontrada morta na terça (10) com sinais de violência às margens da BR-262, em Juatuba. A universitária, que cursava o último ano de psicologia, desapareceu logo após deixar o trabalho no Sistema Nacional de Emprego (Sine) da cidade. Nesta sexta-feira (13), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) detalhou, em coletiva de imprensa, os passos do investigado após o assassinato. Confira a linha do tempo abaixo.

Caso Vanessa: linha do tempo

Segunda-feira (9/2): desaparecimento

Segundo o irmão da vítima, o empresário Matheus Henrique Silva, de 31 anos, Vanessa prestava serviços de recrutamento e seleção e havia ido a Juatuba a trabalho na segunda-feira (9/2). Ela saiu de casa às 6h e, por volta das 14h, encerrou o expediente para pegar o ônibus de volta para casa, em um ponto às margens da BR-262, mas não retornou. A família acionou a polícia no mesmo dia, por volta das 16h.

Suspeito inventa história para família e foge

A investigação da Polícia Civil de Minas Gerais aponta que, após o crime, o homem de 43 anos chegou à casa onde vivia com a família, em Juatuba, ofegante, sem camisa e com diversos sangramentos. Ao ser questionado, teria inventado que estava sendo perseguido por antigos rivais e que fugiria para Belo Horizonte, onde passaria a viver em situação de rua. Diante da justificativa, familiares lhe deram R$ 200 para que ele deixasse a cidade.

Terça-feira (10/2): corpo de Vanessa é encontrado

O corpo da jovem foi localizado em uma área de matagal às margens da BR-262, próximo à guarita onde ela aguardava o transporte. De acordo com os militares, a vítima estava nua, de bruços e com um dos braços amarrado. O chamado inicial chegou ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) por volta das 13h30 dessa terça-feira (10/2), informando o encontro de um cadáver. Uma segunda ligação ao 190 detalhou as características da ocorrência.

Família desconfia de suspeito e o pressiona por resposta

Conforme a Polícia Civil, assim que a notícia da morte de Vanessa começou a circular na cidade, a família do suspeito passou a desconfiar dele, já que ele tinha histórico de abuso sexual.

Os parentes ligaram para o homem, que confessou no telefonema ter matado a universitária. Após esse momento, a família passou a colaborar com a polícia para localizá-lo.

Entre terça e quinta-feira (10 e 12/2): fuga do assassino

A investigação apontou que o homem de 43 anos chegou à rodoviária de Belo Horizonte e permaneceu por pouco tempo na região Central da cidade, onde passou a circular como usuário de crack. Ao perceber que estava sendo procurado, teria se desfeito do celular, possivelmente para conseguir dinheiro e continuar a fuga. Com isso, o rastreamento do aparelho foi interrompido na capital.

Em seguida, passou por Esmeraldas e Betim, na Região Metropolitana, onde subiu em um trem de carga para tentar escapar sem ser visto. A fuga terminou após uma denúncia anônima indicar o paradeiro do suspeito. Ele foi abordado e preso em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais, na quinta-feira (12).

A frieza do investigado chamou a atenção dos militares. "Sem arrependimento, apenas demonstrou que sabia que, uma hora ou outra, seria preso. Inclusive confessou o delito à Polícia Militar", afirmou a capitã Lorena Azevedo, da Polícia Militar de Minas Gerais.

Caso Vanessa: O homem de 43 anos que confessou ter matado a estudante de psicologia Vanessa Lara, de 23, negou, em depoimento à Polícia Civil (PCMG), ter cometido qualquer tipo de violência sexual contra a jovem. A versão, no entanto, é vista com desconfiança pelos… pic.twitter.com/7AMuU8uB6g— O TEMPO (@otempo) February 13, 2026

Caso Vanessa: O homem de 43 anos que confessou ter matado a estudante de psicologia Vanessa Lara, de 23, negou, em depoimento à Polícia Civil (PCMG), ter cometido qualquer tipo de violência sexual contra a jovem. A versão, no entanto, é vista com desconfiança pelos… pic.twitter.com/7AMuU8uB6g

Sexta-feira (13/2): coletiva da PCMG diz que próximo passo é confirmar ou descartar a hipótese de abuso

O homem de 43 anos que confessou ter matado a estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23, negou, em depoimento à Polícia Civil (PCMG), ter cometido qualquer tipo de violência sexual contra a jovem. A versão, no entanto, é vista com desconfiança pelos investigadores. O suspeito tem histórico de abuso sexual e já cumpriu mais de 20 anos de prisão por esse tipo de crime.

Além disso, Vanessa foi encontrada sem roupas e com um dos braços amarrado. Na inspeção preliminar do corpo, foram identificadas marcas que podem indicar violência sexual. Segundo o delegado de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, André Luiz Cândido, a investigação busca agora confirmar ou descartar a hipótese de abuso.

"A versão do suspeito está totalmente descartada. A vítima apresenta lesões na região íntima, infelizmente. Inclusive, ele [o investigado] também passará por exame de corpo de delito, já que tem lesões nas pernas", explicou o delegado em coletiva de imprensa sobre o caso nesta sexta-feira (13/2).

Segundo ele, o primeiro exame, ainda preliminar, feito pelo médico legista, indica possibilidade de abuso sexual. Além das marcas na região íntima, Vanessa também apresentava lesões no rosto. A confirmação da hipótese, no entanto, ainda depende da conclusão dos laudos oficiais. "Esses laudos serão encaminhados à delegacia para termos a certeza da prática de violência sexual", afirmou o delegado André Luiz Cândido
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