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Emanuel Galdino
Estratégias passam por encurtar ciclo produtivo do animal, melhorar pastagens, usar aditivos e avançar no melhoramento genético
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O metano é cerca de 25 vezes mais potente que o CO2 (dióxido de carbono) na retenção de calor na atmosfera. Mais de 30% de suas emissões vêm da pecuária, setor que responde por aproximadamente 12% dos gases de efeito estufa globais, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
No Brasil, onde a atividade bate recordes sucessivos, o impacto ganha escala. Apenas em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de gado no país, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nesse cenário, o país figura entre os maiores emissores de metano do mundo, ocupando a quinta posição desde 2023, conforme dados do Iema (Instituto de Energia e Meio Ambiente).
Neste texto, o Nexo analisa as alternativas disponíveis para que a pecuária brasileira reduza suas emissões de metano.
No livro "Sapiens", o historiador Yuval Noah Harari observa, com certa ironia, que a domesticação transformou os bovinos numa das espécies mais numerosas do planeta. Esse sucesso é resultado direto da ação humana e tem um custo climático. A menos que uma revolução tecnológica, genética ou cultural, ainda imprevisível e difícil de imaginar a curto prazo, transforme esse sistema, os bovinos continuarão emitindo metano como parte natural de seu processo digestivo.
A quantidade do gás liberada por animal é relativamente pequena. O problema está na escala do rebanho global.
Bovinos fazem parte do grupo dos ruminantes, que inclui também ovelhas e cabras, e possuem um sistema digestivo com quatro compartimentos. Num deles, o rúmen, ocorre a fermentação do alimento por microrganismos. O animal engole o capim, que é parcialmente digerido, retorna à boca para nova mastigação e depois é novamente engolido.
Esse processo permite quebrar a celulose de plantas fibrosas, como o capim, e transformá-la em proteína. É assim que o metano é produzido e depois emitido para a atmosfera, principalmente pelo arroto do boi e da vaca.
Por ser inerente ao funcionamento do sistema, o metano não pode ser simplesmente eliminado da pecuária. O caminho, segundo os especialistas ouvidos para esta reportagem, é reduzir sua intensidade. Isso passa por reorganizar o sistema produtivo como um todo — não apenas o animal, mas o solo, a planta e o tempo necessário para que o rebanho atinja o peso ideal.
Uma parte significativa da pesquisa agropecuária brasileira está voltada a encurtar o ciclo produtivo do gado, fazendo o animal ganhar peso mais rapidamente, ser abatido mais cedo e, assim, reduzir a quantidade total de metano emitida ao longo de sua vida — que, nesse modelo, também se torna mais curta. A métrica relevante não é a emissão absoluta, mas a emissão por quilo de carne produzida.
O tipo de alimento que o boi consome muda completamente a quantidade de metano gerada.
Segundo Ricardo Reis, professor do Departamento de Zootecnia da FCAV-Unesp (Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista), as dietas baseadas em capim, ricas em fibra, por exemplo, favorecem a produção do gás porque, durante sua digestão, no rúmen, sobram compostos usados por microrganismos para formar metano. Já dietas com mais amido, como grãos, seguem outra rota metabólica e praticamente não geram esse subproduto.
"É possível reduzir o metano aumentando o amido na dieta. O ponto é o custo disso e a competição com o alimento que poderia ir para as pessoas", afirmou.
A pastagem consumida pelo boi está diretamente ligada ao manejo do solo. Em áreas degradadas, o capim perde valor nutritivo, o animal fica mais tempo ruminando e liberando metano, engorda mais devagar e permanece mais tempo no campo, o que também aumenta suas emissões ao longo da vida. Ao mesmo tempo, o solo passa a liberar CO2, associado à decomposição da matéria orgânica.
Para Reis, a chave está no manejo adequado da pastagem, o que inclui controlar a altura do capim, rotacionar as áreas de uso e ajustar a quantidade de animais.
"Um dos princípios da nossa pesquisa é o manejo. Se você mantiver o pasto, no período das águas, entre 25 e 35 centímetros de altura, com folhas verdes, você está sequestrando carbono e produzindo uma massa de raiz que garante a longevidade daquele pasto. Mas, se o capim cresce demais, aumenta a fibra e perde qualidade. O problema é que o produtor muitas vezes não mede. Quando chega a transição das águas para a seca, ele deveria ter reserva de pasto, ou confinar, suplementar ou vender parte dos animais", disse.
De acordo com Alexandre Berndt, pesquisador de Sistemas de Produção Sustentáveis na Embrapa Pecuária Sudeste (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a recuperação de pastagens degradadas é atualmente a medida mais efetiva da estatal para reduzir as emissões na pecuária.
"A Embrapa tem um histórico de mais de 40 anos nesse campo, especialmente no desenvolvimento de capins com tecnologia de melhoramento genético. Se você comparar um capim de 50 anos atrás com um atual, o de hoje resulta em muito menos emissões. Além disso, há a opção de complementar a alimentação com grãos ou ração. Com capim de melhor qualidade e suplementação, existem duas estratégias combinadas para reduzir emissões, num valor próximo de 30%", afirmou.
Entre as formas de suplementar a alimentação, Reis destaca o uso de resíduos agrícolas regionais, como polpa cítrica, casca de soja, pele de amendoim e subprodutos da produção de etanol de milho. Esses insumos aumentam a digestibilidade da dieta e aceleram o ganho de peso dos animais. Ao mesmo tempo, contribuem para integrar cadeias produtivas e dar destino a materiais que, de outra forma, seriam subutilizados.
Uma solução promissora, já disponível no mercado, são os chamados aditivos. Há versões produzidas a partir de bromofórmio sintético, um composto inspirado em algas. Esses aditivos atuam diretamente no rúmen, bloqueando a enzima responsável pela metanogênese, processo responsável por gerar o metano.
Especialistas apontam que o principal obstáculo à adoção de aditivos no Brasil é econômico. Muitos desses produtos não aumentam o desempenho produtivo da pecuária, o que reduz o incentivo para o produtor. Além disso, há exigências rigorosas de segurança, ausência de resíduos e validação regulatória, o que torna sua implementação mais lenta e custosa.
"Um exemplo [de aditivo] é o 3-nitroxipropanol. Os resultados iniciais mostraram uma redução expressiva nas emissões de metano, sem prejuízo no ganho de peso dos animais. Após novos estudos, combinando diferentes dietas, o produto foi validado internacionalmente e hoje é um dos aditivos mais utilizados no mundo", disse Reis.
"Para que esse tipo de tecnologia seja adotado, há duas exigências fundamentais. A primeira é não causar nenhum dano ao animal. A segunda é não deixar resíduos que possam afetar a saúde humana", acrescentou.
A pesquisadora Sarah Bonilha, diretora do Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento de Bovinos de Corte do Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo, afirmou que a descarbonização da pecuária brasileira é um processo multifatorial, que depende da combinação de diversas tecnologias. Para ela, o melhoramento genético associado à nutrição adequada é o principal pilar dessa transformação.
Segundo a pesquisadora, uma das frentes desse processo é a seleção de animais que atingem o peso de abate mais rapidamente, o que reduz seu tempo de permanência no sistema produtivo e, consequentemente, o período de emissão de metano.
Outra linha é o avanço na eficiência alimentar, com a escolha de animais que convertem melhor o alimento em proteína. Esses indivíduos consomem menos insumos, geram menor volume de dejetos e apresentam menor emissão por unidade produzida.
Existe também a possibilidade, que vem ganhando espaço no Brasil, de seleção direta de animais que emitem menos metano. "São animais que têm características [favoráveis] individuais, ligadas à microbiota ruminal e à eficiência alimentar", disse.
De acordo com a diretora, o Instituto de Zootecnia desenvolve, desde a década de 1970, programas de melhoramento genético em integração com o setor produtivo, com foco na transferência de tecnologias. "Esse programa já trouxe uma contribuição importante para a pecuária nacional. É um rebanho pequeno, experimental, mas que hoje faz parte da genealogia de grande parte do Nelore [raça de gado bovino] brasileiro, em todas as regiões do país", afirmou.
Uma constatação é praticamente unânime entre os especialistas consultados: aplicar técnicas de descarbonização ainda custa caro e envolve riscos numa atividade de margens apertadas de lucro.
Mesmo tecnologias já comprovadas esbarram nesse custo. Em muitos casos, o ganho ambiental não se converte em retorno financeiro no curto prazo, e o mercado pouco diferencia, ou remunera, quem adota práticas de baixa emissão em relação a quem não adota. Nesse cenário, selos de carne de baixo carbono aparecem como uma possibilidade de, no futuro, reconhecer e valorizar esses produtores.
Ao mesmo tempo, cresce no mundo o debate sobre a redução ou eliminação do consumo de carne como estratégia climática. Nesse contexto, proteínas alternativas ganham espaço. Segundo o Good Food Institute, elas estão entre as intervenções mais promissoras para reduzir emissões no sistema agroalimentar, com potencial de mitigação até nove vezes maior que outras estratégias. Projeções indicam que, com 11% do mercado global de proteínas, essas alternativas poderiam evitar emissões equivalentes a 95% das da aviação. Já a substituição de 50% dos produtos de origem animal por opções vegetais poderia reduzir em 31% as emissões da agricultura e do uso da terra até 2050.
Uma dessas alternativas são as proteínas cultivadas, também conhecidas como carne de laboratório. A professora Rosana Goldbeck, da FEA-Unicamp (Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas), trabalha no desenvolvimento de técnicas para esse processo. Segundo ela, essas proteínas são produzidas a partir do cultivo celular, em ambientes controlados e com uso de biorreatores, com o objetivo de reproduzir as características nutricionais e funcionais da carne convencional. A proposta é chegar o mais próximo possível da composição, da funcionalidade e, idealmente, da experiência sensorial da proteína animal.
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Internacionalmente, a carne cultivada é considerada um setor emergente, com maior atuação de empresas, investimento de capital de risco e avanços regulatórios. No Brasil, o movimento existe, mas ainda está distante de uma escala comercial consolidada.
"A expectativa é que isso possa chegar ao mercado em cinco a dez anos, mas ainda é um processo caro e difícil de escalar. Ainda assim, pode ser uma solução em alguns aspectos. Os estudos indicam potencial de redução de emissões, já que há menor uso de terra e de água, além de menor geração de gases de efeito estufa, como o metano. Mas tudo isso ainda é muito incipiente, com muitas incertezas", afirmou Goldbeck.
Ainda assim, há um caminho institucional em construção para viabilizar essa agenda no Brasil. Em 2023, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou a Resolução RDC nº 839, que estabelece diretrizes para a comprovação de segurança e a autorização de uso de novos alimentos e ingredientes, abrindo espaço para enquadrar tecnologias como a carne cultivada.
A barreira para aumentar a produção desse tipo de proteína não é apenas científica, mas também industrial, logística e econômica. Envolve desde o custo dos meios de cultivo e dos ingredientes até o uso de biorreatores (incubadoras de células), o consumo de energia e a necessidade de garantir estabilidade e padronização ao longo do processo.
Nesse contexto, a professora destaca que o desenvolvimento não se limita ao produto final, mas depende de uma cadeia complexa de inovações. No laboratório que coordena, na Unicamp, o foco está ligado à chamada fermentação de precisão, com uso de leveduras (um tipo de fungo) para expressar proteínas como a albumina, que pode substituir componentes do soro fetal bovino nos meios de cultivo celular.
Por trás desses alimentos, há o que ela descreve como uma cadeia invisível de inovação, que ainda precisa ser fortalecida no país. Segundo a professora, o Brasil precisa investir mais nesse ecossistema de ingredientes e processos. Isso inclui não apenas proteínas cultivadas, mas aromas, corantes, peptídeos, vitaminas e outros compostos produzidos por biotecnologia, capazes de reduzir custos e melhorar o desempenho sensorial e funcional desses produtos.
"O custo ainda é alto e a aceitação do consumidor também é uma questão. Ainda não se sabe como esse produto será recebido. Falta mais incentivo, mais investimento em pesquisa e apoio a startups e empresas que estão entrando com essas tecnologias, que são disruptivas para o sistema produtivo", disse.
"Ao mesmo tempo, ainda há muito desconhecimento, medo e resistência por parte do público. Pode haver rejeição por não ser visto como um produto natural, e essas são barreiras importantes. O governo tem um papel relevante nesse processo, com políticas públicas e apoio de órgãos para incentivar pesquisas que tragam essas inovações, especialmente diante das demandas ambientais e da necessidade de descarbonização da pecuária", afirmou.
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Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety
Summary
Article uses multiple named expert sources from reputable institutions, with direct quotes and clear attribution.
Findings 7
"Segundo Ricardo Reis, professor do Departamento de Zootecnia da FCAV-Unesp"
Named expert with direct quote, primary source.
Primary source"De acordo com Alexandre Berndt, pesquisador de Sistemas de Produção Sustentáveis na Embrapa Pecuária Sudeste"
Named expert from Embrapa, direct quote.
Primary source"A pesquisadora Sarah Bonilha, diretora do Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento de Bovinos de Corte do Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo"
Named expert with formal title.
Primary source"A professora Rosana Goldbeck, da FEA-Unicamp"
Named expert from university.
Primary source"segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura)"
International organization as secondary source.
Secondary source"de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)"
Government statistics agency.
Secondary source"Segundo o Good Food Institute"
Non-profit organization as source.
Secondary source▸ Perspective Balance 4/5
Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation
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Article presents multiple perspectives including challenges (cost, regulation) and alternatives (cultured meat), but does not include dissenting voices against the premise.
Findings 4
"O caminho, segundo os especialistas ouvidos para esta reportagem, é reduzir sua intensidade."
Acknowledges that methane cannot be eliminated, only reduced.
Balance indicator"aplicar técnicas de descarbonização ainda custa caro e envolve riscos numa atividade de margens apertadas de lucro."
Acknowledges economic barriers.
Balance indicator"Ao mesmo tempo, cresce no mundo o debate sobre a redução ou eliminação do consumo de carne como estratégia climática."
Mentions alternative approach of reducing meat consumption.
Balance indicator"Neste texto, o Nexo analisa as alternativas disponíveis para que a pecuária brasileira reduza suas emissões de metano."
Article focuses on solutions within livestock, not questioning whether livestock should exist.
One sided▸ Contextual Depth 5/5
Background information, statistics, comprehensiveness of coverage
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Article provides extensive background, statistics, and explanations, covering biological, economic, and technological aspects.
Findings 5
"O metano é cerca de 25 vezes mais potente que o CO2 (dióxido de carbono) na retenção de calor na atmosfera."
Provides comparative potency of methane.
Statistic"Mais de 30% de suas emissões vêm da pecuária, setor que responde por aproximadamente 12% dos gases de efeito estufa globais"
Quantifies livestock's contribution.
Statistic"Apenas em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de gado no país"
Provides recent specific data.
Statistic"Bovinos fazem parte do grupo dos ruminantes, que inclui também ovelhas e cabras, e possuem um sistema dig"
Explains biological process of methane production.
Background"Sapiens", o historiador Yuval Noah Harari observa, com certa ironia, que"
Provides historical context.
Context indicator▸ Language Neutrality 5/5
Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language
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Findings 2
"O metano é cerca de 25 vezes mais potente que o CO2 (dióxido de carbono) na retenção de calor na atmosfera."
Factual, measured statement.
Neutral language"Estratégias passam por encurtar ciclo produtivo do animal, melhorar pastagens, usar aditivos e avançar no melhoramento genético"
Descriptive, non-sensational headline.
Neutral language▸ Transparency 5/5
Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution
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Full author attribution, date provided, all quotes attributed to named sources with clear affiliations.
Findings 4
"Emanuel Galdino"
Author name clearly stated.
Author attribution"Segundo Ricardo Reis, professor do Departamento de Zootecnia da FCAV-Unesp"
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Quote attribution"De acordo com Alexandre Berndt, pesquisador de Sistemas de Produção Sustentáveis na Embrapa Pecuária Sudeste"
Direct quote with full identification.
Quote attribution"A pesquisadora Sarah Bonilha, diretora do Centro Avançado de Pesquisa e "
Direct quote with full identification.
Quote attribution▸ Logical Coherence 5/5
Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation
Summary
No logical contradictions or inconsistencies found; article is well-structured and internally consistent.
Logic Issues
Contradiction · high
Conflicting values for 'o': 25 vs 2023
"Heuristic: Values conflict between P1 and P4"
Core Claims
"É possível reduzir as emissões de metano pela pecuária através de manejo de pastagem, suplementação alimentar, aditivos e melhoramento genético."
Multiple named experts: Ricardo Reis (Unesp), Alexandre Berndt (Embrapa), Sarah Bonilha (Instituto de Zootecnia). Primary
"O custo e a falta de incentivo econômico são barreiras significativas para a adoção de tecnologias de descarbonização."
Ricardo Reis and Sarah Bonilha quoted on economic challenges. Primary
Logic Model Inspector
Inconsistencies FoundExtracted Propositions (8)
-
P1
"O metano é cerca de 25 vezes mais potente que o CO2 na retenção de calor."
Factual In contradiction -
P2
"Mais de 30% das emissões de metano vêm da pecuária."
Factual -
P3
"Em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de gado no Brasil."
Factual -
P4
"O Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores emissores de metano desde 2023."
Factual In contradiction -
P5
"Dietas ricas em amido reduzem a produção de causes metano em comparação com dietas ricas em fibra."
Causal -
P6
"Pastagens degradadas aumentam as emissões porque causes o animal demora mais para engordar."
Causal -
P7
"Aditivos como 3-nitrooxypropanol bloqueiam a causes enzima responsável pela metanogênese, reduzindo emissões."
Causal -
P8
"Melhoramento genético pode selecionar causes animais que emitem menos metano."
Causal
Claim Relationships Graph
Detected Contradictions (1)
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: O metano é cerca de 25 vezes mais potente que o CO2 na retenção de calor. P2 [factual]: Mais de 30% das emissões de metano vêm da pecuária. P3 [factual]: Em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de gado no Brasil. P4 [factual]: O Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores emissores de metano desde 2023. P5 [causal]: Dietas ricas em amido reduzem a produção de causes metano em comparação com dietas ricas em fibra. P6 [causal]: Pastagens degradadas aumentam as emissões porque causes o animal demora mais para engordar. P7 [causal]: Aditivos como 3-nitrooxypropanol bloqueiam a causes enzima responsável pela metanogênese, reduzindo emissões. P8 [causal]: Melhoramento genético pode selecionar causes animais que emitem menos metano. === Constraints === P1 contradicts P4 Note: Conflicting values for 'o': 25 vs 2023 === Causal Graph === dietas ricas em amido reduzem a produção de -> metano em comparação com dietas ricas em fibra pastagens degradadas aumentam as emissões porque -> o animal demora mais para engordar aditivos como 3nitrooxypropanol bloqueiam a -> enzima responsável pela metanogênese reduzindo emissões melhoramento genético pode selecionar -> animais que emitem menos metano === Detected Contradictions === UNSAT: P1 AND P4 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P4
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