Em Munique, Rubio afirma que EUA querem 'uma Europa mais forte'
Repórter
Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 15h55.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado que Washington deseja ver "uma Europa mais forte", durante discurso aguardado na Conferência de Segurança de Munique, o principal evento anual sobre questões estratégicas da Europa.
Em meio a recentes tensões com aliados — que vão da unidade da Otan à questão da Groenlândia —, o chefe da diplomacia do governo Donald Trump destacou a "herança europeia" dos EUA e foi bem recebido pela plateia, apesar de repetir críticas da Casa Branca à política migratória europeia e mencionar o risco de "apagamento da civilização", tema recorrente na extrema direita do continente.
"Não buscamos a separação, mas sim revigorar uma antiga amizade e renovar a maior civilização da história da humanidade. Queremos uma aliança revitalizada e queremos que a Europa seja forte", afirmou Rubio no principal painel da conferência.
A fala combinou acenos e condicionamentos. Rubio afirmou que as guerras mundiais lembram que "o destino da Europa e dos EUA está e sempre estará entrelaçado" e destacou conexões "espirituais" e "culturais" entre os aliados. Ao mesmo tempo, disse que Washington atuará "guiado por uma visão de um futuro tão orgulhoso, soberano e vital quanto o passado da nossa civilização", deixando claro que os EUA estão preparados para agir sozinhos, ainda que "prefiram fazê-lo em conjunto".
A fala de Rubio foi recebida com alívio por líderes europeus, que aguardavam o pronunciamento com tensão após o discurso do vice-presidente JD Vance no ano anterior, marcado por críticas duras à Europa e por um apelo à normalização da extrema direita no continente.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou ter ficado "muito mais tranquila" após ouvir o secretário de Estado, enquanto o presidente da conferência, Wolfgang Ischinger, mencionou um "suspiro de alívio" da plateia. No início da semana, Ischinger havia divulgado um relatório classificando a política externa americana como uma "política de demolição".
Integrantes do Partido Democrata também presentes em Munique — numa tentativa de mostrar à Europa que posições mais radicais do governo Trump não representam consenso nos EUA — afirmaram que o discurso melhorou "o clima" entre os participantes.
O deputado Jim Himes, membro da Comissão de Inteligência da Câmara, disse que a fala de Rubio "facilitou o trabalho" com os europeus. Já a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi considerou o discurso "muito melhor" do que o do ano anterior, embora o tenha classificado como "um pouco condescendente" com os aliados.
Apesar dos acenos, Rubio fez ataques diretos às políticas climáticas europeias — que, segundo ele, "empobrecem nosso povo" — e ao livre comércio, responsabilizado por desindustrializar tanto a Europa quanto os EUA.
Também criticou as políticas migratórias, alinhando-se ao discurso defendido pela extrema direita europeia. Filho de pais cubanos e de ascendência espanhola, Rubio exaltou sua herança, mas condenou de forma contundente a imigração.
"A imigração em massa é uma crise que está transformando e desestabilizando sociedades em todo o Ocidente. Devemos retomar o controle de nossas fronteiras. Não é xenofobia, não é ódio, é um exercício fundamental de soberania", afirmou.
Rubio também criticou a ONU, dizendo que a instituição não foi capaz de deter conflitos em Gaza e na Ucrânia, nem frear o programa nuclear iraniano ou o tráfico internacional de drogas. "Nós, nos EUA, não temos interesse em sermos zeladores educados e ordeiros do declínio controlado do Ocidente", disse.
Embora o discurso tenha sido visto com alívio, autoridades europeias afirmaram que não muda a percepção de que o continente precisa reequilibrar sua relação com os EUA. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, alertou que seria um erro "entrar na banheira da complacência", defendendo que a Europa deve aprender a "se sustentar por conta própria".
Na sequência de Rubio, Ursula von der Leyen reforçou a necessidade de autonomia europeia. "O modo de vida europeu, nossas democracias, os fundamentos democráticos e a confiança de nossos cidadãos estão sendo desafiados de novas maneiras, em tudo, desde territórios a tarifas e regulamentações tecnológicas", disse, em referência às tensões sobre regras digitais e às ameaças de Trump de anexar a Groenlândia. "A Europa precisa se tornar mais independente — não há outra escolha."
Com informações de NYT e AFP
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