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Foliões investem mais de R$ 5 mil em fantasias e perdem até 4 kg em cortejo: ‘Calorão’

otempo.com.br By Gabriel Rezende 2026-02-14 536 words
No Unidos da Estrela da Morte, o Carnaval de Belo Horizonte ganha clima de cinema a céu aberto. Personagens que antes estavam apenas nas telas ganham corpo, textura e suor nas ruas do bairro Floresta. Darth Vader, stormtroopers coloridos, heroínas de animações e figuras da ficção científica caminham lado a lado, misturando cultura pop e folia em um desfile que completa dez anos em 2026.

Criado pelo Conselho Jedi Minas, o bloco nasceu com cerca de 80 pessoas e hoje reúne milhares de foliões. A proposta é clara: provar que o Carnaval também é espaço para o público nerd — e que diversidade e fantasia combinam com batuque.

Entre os destaques do cortejo está o jornalista Renato Parise Perdizotti, de 44 anos, que veste uma armadura inspirada em Darth Vader. O investimento ultrapassou R$ 5 mil. Mas o custo financeiro não é o único.

O bloco Unidos da Estrela da Morte, no bairro Floresta, em Belo Horizonte, já está pronto para o desfile neste sábado de Carnaval. Com fantasias inspiradas na saga Star Wars e em outros filmes estilo nerd, é um dos cortejos mais emblemáticos da capital. pic.twitter.com/Me0grHTYtL— O TEMPO (@otempo) February 14, 2026

O bloco Unidos da Estrela da Morte, no bairro Floresta, em Belo Horizonte, já está pronto para o desfile neste sábado de Carnaval. Com fantasias inspiradas na saga Star Wars e em outros filmes estilo nerd, é um dos cortejos mais emblemáticos da capital. pic.twitter.com/Me0grHTYtL

"Eu gasto em média seis semanas para me preparar, com musculação e atividade aeróbica. Perco de três a quatro quilos por desidrataçatão com a roupa", conta. Sob temperatura próxima dos 30 °C, ele reforça os cuidados. "Todo mundo tem que se hidratar bastante. Eu uso água, água de coco e isotônico. Não consigo tirar a roupa durante o cortejo, então preciso me preparar."

Para ele, o bloco representa inclusão. "A gente c
onseguiu trazer pessoas que ficavam em casa no Carnaval porque não gostavam de muvuca. Virou uma comunidade."

A diversidade também aparece nas cores. O inspetor escolar Laércio Hernando Nemorim Gonçalves, 41, veste um "Rainbow Trooper", versião que simboliza acolhimento à comunidade LGBTQIAPN+. A fantasia custou mais de R$ 2 mil.

"Você pode ser nerd, pode ser colorido e está tudo bem. Aqui a gente ama todo mundo do jeito que vier", afirma. A roupa é própria, já no terceiro ano de uso. "Vale muito a pena."

Professor de História da rede municipal, Israel Rodrigo Felipe Brasiel, 52, é cofundador do bloco. Para ele, o crescimento do desfile mostra que havia demanda reprimida.

"A gente pensou em um tema que agradasse o pessoal nerd, geek e de ficção científica. Hoje vemos essa identificação, pessoas da mesma tribo juntas no Carnaval", diz. Mesmo sob calor intenso, ele garante: "A alegria de estar aqui supera."

O investimento também pode ser mais delicado e artesanal. A programadora Priscila Pereira Lima, 34, vestiu a personagem Rose Quartz, do desenho "Steven Universe". O figurino custou R$ 1 mil.

"É um desenho que fala sobre amor e conexão. O Carnaval para mim é isso: estar com amigos, se divertir e encontrar pessoas que pensam parecido", afirma. Para ela, o bloco ajuda a quebrar estereótipos. "Mostra que nerd não fica só em casa."

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