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Confira os detalhes do desfile da Imperatriz Leopoldinense

gente.ig.com.br By Mateus Siqueiras 2026-02-16 859 words
A Imperatriz Leopoldinense passa pela Sapucaí com muitas peles, faces e aclamando o novo. O enredo "Camaleônico", celebra o legado de Ney Matogrosso e como ele fez do seu corpo um ponto poético, enfrentando a Ditadura Militar, além de recusar rótulos.

A escola mergulhou na trajetória de Ney Matogrosso para construir um tributo à altura de sua grandeza artística no Carnaval 2026. Com o enredo Camaleônico, a escola verde e branca exalta o artista que reinventou a música, o corpo e a liberdade de expressão no Brasil, atravessando décadas com ousadia, coragem e originalidade.

Cantor, performer e símbolo de transgressão, Ney é apresentado como um ser em constante metamorfose. Da força ancestral evocada em cena à maquiagem marcante e à presença magnética, o desfile traduziu em alegorias, fantasias e samba-enredo a pluralidade de um artista que nunca se deixou aprisionar por rótulos.

A Imperatriz destacou não apenas o intérprete consagrado, mas o homem que transformou o palco em território de resistência e poesia.

Ao revisitar momentos emblemáticos de sua carreira, dos tempos revolucionários à frente dos Secos & Molhados às fases solo marcadas por liberdade estética e afirmação política, a escola propõe uma jornada sensorial e emocional. Camaleônico é, acima de tudo, uma celebração da arte como instrumento de enfrentamento, beleza e transformação, reafirmando Ney Matogrosso como um patrimônio vivo da cultura brasileira.

Ficha técnica

Enredo: CamaleônicoPresidente: Cátia DrumondCarnavalesco: Leandro VieiraIntérprete: Pitty de MenezesMestre de bateria: LoloRainha de Bateria: IzaPrimeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela TheodoroComissão de Frente: Patrick Carvalho.

Samba-enredo

(Eu juro que é melhor se entregar)(Ao jeito felino, provocador)(Minha Imperatriz)

Devoro pra ser devoradoNão vejo pecado ao sul do Equador

Se joga na festa, esquece o amanhãMinha escola na rua pra ser campeãSe joga na festa, esquece o amanhãMinha escola na rua pra ser campeã

Vem, meu amorVamos viver a vidaBota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na LeopoldinaVem, meu amorVamos viver a vidaBota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina

Sou meio homem, meio bichoO silêncio e o gritoPássaro-mulherQue pinta a verdade no rostoTraz a coragem no corpoE nunca esconde o que éPelo visível, indefinívelRessignifica o frágilO que confunde é o desbundeDo que desafia o fácil

Canto com alma de mulherArte que sabe o que querE não se esqueça

Eu sou o poema que afronta o sistemaA língua no ouvido de quem censurarLivre para ser inteiro, poisSou homem com HEu sou o poema que afronta o sistemaA língua no ouvido de quem censurarLivre para ser inteiro, poisSou homem com HE como sou

O bicho, bandido, pecado e feitiçoPavão de mistérios, rebelde, catiçoA voz que a cálida rosa deu nomeA força de Atenas que o mau não consomeO sangue latino que viraVira, vira lobisomem

Eu juro que é melhor se entregarAo jeito felino, provocadorDevoro pra ser devoradoNão vejo pecado ao sul do Equador

Se joga na festa, esquece o amanhãMinha escola na rua pra ser campeãSe joga na festa, esquece o amanhãMinha escola na rua pra ser campeã

Vem, meu amorVamos viver a vidaBota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na LeopoldinaVem, meu amorVamos viver a vidaBota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina

Sou meio homem, meio bichoO silêncio e o gritoPássaro-mulherQue pinta a verdade no rostoTraz a coragem no corpoE nunca esconde o que éPelo visível, indefinívelRessignifica o frágilO que confunde é o desbundeDo que desafia o fácil

Canto com alma de mulherArte que sabe o que querE não se esqueça

Eu sou o poema que afronta o sistemaA língua no ouvido de quem censurarLivre para ser inteiro, poisSou homem com HEu sou o poema que afronta o sistemaA língua no ouvido de quem censurarLivre para ser inteiro, poisSou homem com HE como sou

O bicho, bandido, pecado e feitiçoPavão de mistérios, rebelde, catiçoA voz que a cálida rosa deu nomeA força de Atenas que o mau não consomeO sangue latino que viraVira, vira lobisomem

Eu juro que é melhor se entregarAo jeito felino, provocadorDevoro pra ser devoradoNão vejo pecado ao sul do Equador

Se joga na festa, esquece o amanhãMinha escola na rua pra ser campeãSe joga na festa, esquece o amanhãMinha escola na rua pra ser campeã

Vem, meu amorVamos viver a vidaBota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na LeopoldinaVem, meu amorVamos viver a vidaBota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina

Detalhes

Por volta da 1h22, os portões fecharam e a escola realizou o desfile em 79 minutos.

Sobre a Imperatriz Leopoldinense

É uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro, sediada no bairro de Ramos. A escola foi fundada em 6 de março de 1959, pelo farmacêutico Amaury Jório, com alguns sambistas. Seu nome faz referência à Estrada de Ferro Leopoldina, que cortava o bairro de Ramos, e recebeu em Referência à Imperatriz Maria Leopoldina do Brasil.

No ano de 2023, a Imperatriz foi declarada como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A Imperatriz tem como cores o verde, branco e ouro. O símbolo da Imperatriz é a coroa do Primeiro Reinado, período no qual a Imperatriz Maria Leopoldina de Áustria reinou no Brasil.

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