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Epstein era visto como doador em campanhas do Partido Democrata, diz investigação

revistaoeste.com By Eugenio Goussinsky 2026-02-16 557 words
Uma investigação revelou que o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, continuou sendo considerado uma possível fonte de recursos para campanhas ligadas ao Partido Democrata mesmo depois de sua declaração de culpa na Flórida, em 2008.

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Segundo documentos recentes do Departamento de Justiça do
s Estados Unidos (EUA), revelados pelo The New York Times, uma empresa de captação de recursos com sede em Nova York, a Dynamic SRG, manteve contato com Epstein, condenado por crimes sexuais, entre 2012 e 2014 para solicitar contribuições financeiras.

A consultoria teria atuado em nome de campanhas de figuras centrais da política norte-americana, entre elas Kathy Hochul, atual governadora de Nova York; Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara dos Representantes; e Joe Crowley, então congressista influente pelo distrito do Queens.

A apuração também indica que a Dynamic SRG recebeu, naquele período, centenas de milhares de dólares em honorários de campanhas democratas, mais de US$ 100 mil provenientes de campanhas associadas a Hochul e acima de US$ 700 mil de iniciativas ligadas a Crowley.

De acordo com informações disponíveis em seu próprio site, a empresa segue prestando serviços a diversos políticos eleitos e organizações democratas. Epstein, que no passado figurou entre os grandes doadores do partido, passou a ser amplamente rejeitado no meio político depois de sua condenação em 2008.

Em 2019, ele voltou a ser acusado, desta vez por tráfico sexual de menores em âmbito federal. Morreu no mesmo ano em uma prisão de Manhattan enquanto aguardava julgamento, em um caso oficialmente tratado como suicídio.

Os registros incluem mensagens enviadas por funcionários e sócios da empresa. Segundo os documentos, eles ofereciam benefícios como participação em eventos políticos exclusivos, encontros com lideranças e presença em comitês organizadores, mediante doações. O material revela tentativas sucessivas de incluí-lo na lista de financiadores.

Democratas negam ter feito pedidos a Epstein

Em uma dessas comunicações, ligada à campanha de Hochul à reeleição para a Câmara, havia, segundo a reportagem, um link de inscrição para um evento de arrecadação em Nova York. Havia também, prossegue o jornal, uma promessa de participação em uma "recepção VIP íntima" com a senadora democrata Kirsten Gillibrand, no cargo desde 2009, mediante contribuição mínima.

Apesar das abordagens, o jornal relata não ter encontrado provas de que Epstein tenha doado recursos aos candidatos citados depois do início dos anos 2000. Também não há registros de presença dele nos eventos divulgados.

Leia mais: "Irã usa caso Epstein para liderar campanha contra os EUA"

Em declaração reproduzida pelo periódico, Walter Swett, fundador da Dynamic SRG, afirmou que os e-mails foram "desenhados para parecer pessoais", mas faziam parte de campanhas de envio em massa típicas da arrecadação eleitoral. Ele disse que a empresa não investigou Epstein porque ele nunca respondeu às mensagens e acrescentou que lamenta que "um predador" tenha sido incluído nessas solicitações.

Os políticos mencionados negaram qualquer envolvimento. A assessoria de Hochul declarou ao jornal que a governadora jamais teve contato com Epstein nem sabia que a consultoria havia pedido contribuições em seu nome, acrescentando que hoje não mantém vínculo com a empresa.

Representantes de Jeffries remeteram a declarações anteriores nas quais o parlamentar rejeita qualquer relação com Epstein. Crowley, por sua vez, afirmou ter ficado surpreso ao ver seu nome nos registros e disse que nunca autorizou pedidos de doação dirigidos ao financista.

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