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Angola Janga reforça identidade negra em BH: 'representa meu povo'

otempo.com.br By Érika Giovannini 2026-02-15 436 words
O Angola Janga ocupou a Avenida Amazonas, neste domingo (15/2), com ala de dança, cores e referências à ancestralidade negra. Criado em 2015, o bloco afro tem como proposta ampliar a presença e a valorização de espaços negros em Belo Horizonte por meio da cultura do Carnaval.

Entre fantasias coloridas e símbolos do axé, a auxiliar administrativa Rosana, de 33 anos, escolheu o bloco como destino da folia. Baiana e moradora de Belo Horizonte há 15 anos, ela afirma que estar no Angola Janga é um ato de identidade. "Hoje eu escolhi estar nesse bloco que representa a minha ancestralidade. O axé pra mim é tudo, representa meu povo. Estar aqui é um momento muito bom."

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Natural de Nova Viçosa, no sul da Bahia, Rosana diz que, mesmo tendo a opção de passar o Carnaval na cidade natal, prefere a capital mineira. "Às vezes eu passo na minha cidade, no sul da Bahia, que é Nova Viçosa. Eu prefiro aqui. Porque aqui é muito bom, fica à vontade cada um com o estilo de fantasia. Aqui não tem lugar nenhum no mundo que é Belo Horizonte. Cada um está colorido, cada um está com um jeito de folia."

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No meio do público, o professor Guilherme Henrique, de 23 anos, e Henrique da Ilha, de 30 anos, também destacaram o significado do bloco. O casal associa o Carnaval de Belo Horizonte à diversidade e ao acolhimento. "Aqui é o bloco do amor. BH é a cidade do amor", afirmou Guilherme. "Eu sou de BH e a cidade do amor é BH. Meu namorado é do Nordeste e todo ano ele vem me ver."

Henrique, baiano, participa do Carnaval da capital pelo terceiro ou quarto ano e diz perceber crescimento na festa. "Sou da Bahia e BH é um carnaval que está cada vez se multiplicando. Cada vez melhora. Eu vejo muitas melhorias no carnaval desde os anos anteriores. Agora está cada vez melhor."

Para ele, a diversidade de blocos é um diferencial. "Belo Horizonte é um carnaval amplo, que dá amplitude para você direcionar para o que você quiser, de acordo com a diversidade de blocos." Henrique também relaciona o Angola Janga à própria identidade. "Nesse bloco que estamos, ele me representa, até porque eu sou negro. Então representa a minha identidade."

Ao falar sobre a experiência na cidade, ele destaca o acolhimento. "Saiu nas pesquisas que o mineiro é muito acolhedor. De fato eu sinto essa acolhida do mineiro."

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