B
23/30
Good

'Legítima defesa', diz secretário sobre mulher trans morta por guarda em Vitória

agazeta.com.br By Redação de A Gazeta 2026-02-16 529 words
Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 14:33

O secretá
rio municipal da Segurança Urbana de Vitória, Amarilio Boni, comentou sobre o caso da mulher trans que morreu após ser baleada por um guarda municipal, no Centro da Capital, depois de ter esfaqueado outra mulher. Ele afirmou que a morte ocorreu em legítima defesa.

Boni deta
lhou que a Guarda Municipal foi acionada por duas pessoas, durante uma briga generalizada, porque outras duas — entre elas Natasha Lucas do Nascimento, que morreu — estavam armadas com uma faca.

"Os agentes deram ordem para que largassem a faca, momento em que a pessoa que veio a óbito desferiu mais dois golpes de faca e atingiu outra pessoa. O agente deu ordem para que ela largasse, mas ela foi tentar mais uma vez desferir outro golpe e o agente efetuou um único disparo", disse o secretário durante entrevista à Rádio CBN Vitória.

O disparo
atingiu a região torácica de Natasha Lucas. "Não existe, na atividade de segurança pública, essa questão de atirar no joelho ou no pé, tendo em vista a dificuldade de você realizar um disparo de arma de fogo. Então, o agente agiu dentro da legalidade, que é poder salvar uma vítima de terceiro. Não existia outro meio, senão efetuar esse disparo, senão acabaria atingindo outras pessoas. A guarda agiu em legítima defesa para salvar a vítima de outros", acrescentou.

Questionado se o agente poderia ter usado uma arma não-letal, Boni resp
ondeu que não. "Naquele momento, a agressão que ela poderia realizar poderia ceifar a vida da pessoa que estava sendo agredida pela faca", apontou. Quatro guardas municipais atuaram na ocorrência.

O secretário afirmou que um procedimento será aberto para apurar a conduta dos agentes, como acontece em todos os casos semelhantes a esse. "A Guarda Municipal foi proteger as pessoas, mas infelizmente tivemos que realizar uma forma letal para cessar a agressão. O agente efetuou um único disparo, então a gente entende que o trabalho do guarda municipal foi feito de acordo com a legislação penal", finalizou.

Conforme apuração da TV Gazeta, tudo come
çou durante uma briga entre Natasha, que estava com uma faca, e outra mulher. As duas já teriam um desentendimento antigo.

"Ela (Nat
asha) bateu na minha amiga. Eu corri para perto de uma viatura e chamei os guardas. Ela queria me furar. Comecei a me esconder atrás do agente da Guarda. Ela foi para cima de mim e me deu uma facada do lado do agente. Ele falou para ela parar, senão ele ia ter que atirar, e mesmo assim ela não parou", contou a mulher esfaqueada por Natasha, em entrevista à TV Gazeta.

Foi nesse
momento, após a facada, que o agente atirou. Natasha chegou a ser socorrida para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (Heue), mas não resistiu aos ferimentos. Duas mulheres que estavam com ela foram levadas para a delegacia para prestar esclarecimentos.

Viu algum erro?

Fale com a redação

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic