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Confira os detalhes do desfile da Vila Isabel

gente.ig.com.br By Mateus Siqueiras 2026-02-18 926 words
A Unidos de Vila Isabel chegou à Marquês de Sapucaí em 2026 para contar uma história que pulsa no coração do samba e da cultura brasileira.

Com o enredo "O Sonho Africano de um Gênio Brasileiro", a escola celebrou a força criadora de Heitor dos Prazeres, sambista, compositor e pintor que ajudou a desenhar a alma do Rio de Janeiro e a identidade do próprio Carnaval.

A narrativa conduziu o público por um caminho que mistura sonho, memória e espiritualidade. Inspirado no enredo "Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África", o desfile transforma a Avenida em território simbólico da Pequena África carioca, evocando espaços como a Pedra do Sal, a Praça Onze e o legado do povo baiano, cenários centrais de encontros, fé, festa e resistência.

A história começa com o menino conhecido como Príncipe Lino, criado entre ranchos e cortejos, que aprende no terreiro a gramática dos tambores. O desfile avança para o Heitor que canta, pinta e toca, representado como Ogã Alabê Nilu, guardião do fundamento que faz o samba girar. Em seguida, surge o boêmio elegante das rodas e gafieiras, o Mano Heitor do Cavaco, artista que costura a cidade com música e cor.

O ápice da narrativa apresenta Heitor como o Afro Rei Pierrot, figura decisiva na consolidação das primeiras escolas de samba e na invenção de um modo de desfilar que hoje ecoa pelo mundo. No desfecho, a consagração do Embaixador: o sambista que leva sua arte além do Rio e reencontra a África sonhada, como se a memória da cidade apontasse o caminho de volta ao continente-mãe.

Mais do que um desfile, a Vila Isabel trouxe um cortejo cantado, dançado e sentido como um grande sonho coletivo, onde tradição, ancestralidade e criação caminham juntas para reafirmar o samba como expressão viva da identidade brasileira.

Samba-enredo

Ora yê yê ô, OxumKabecilê XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe OxumKabecilê, meu pai XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

De todos os tons, a Vila, negra éDe todos os sons, a negra Vila éDe China e FerreiraMocambo Macacos e Pau da BandeiraDa nossa favela, branca e azul do céuNo branco da tela, no azul do pincelVem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel

Ora yê yê ô, OxumKabecilê XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe OxumKabecilê, meu pai XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

Sonhei Macumbembê, sonho SamborembáMacumba é samba e o samba é macumbaPode até fazer quizumba, só não pode é separarSonho Samborembá, MacumbembêVem da Mãe Terra, firmou ponto na BahiaE na África Pequena germinou pra florescer

Ê, quilombo é a Pedra do SalArraigou em terreiro e quintalNo chão batido, assentou o fundamentoFoi o Lino de madrinhaDe padrinho, espelhamentoFlutuou na capoeira ao perfume de CiataNegro príncipe de ouroO anjo de asas de prata

Um ogã-alabê, macumbeiroA fumaça do cachimbo, Preto Velho soprouEncanto da gira e da roda de bambaPoesia da curimba, batuqueiro e cantadorUm ogã-alabê, macumbeiroA fumaça do cachimbo, Preto Velho soprouEncanto da gira e da roda de bambaPoesia da curimba, batuqueiro e cantador

Foi do lundu e do cateterêAlinhou no linho santo, cavaquinho na mãoApaixonado Pierrot, afro reiA flecha certeira de Oxóssi na cançãoReluz nas escolas de Noel e CartolaGanhou o mundoCom o mundo de Paulo Brazão

De todos os tons, a Vila, negra éDe todos os sons, a negra Vila éDe China e FerreiraMocambo Macacos e Pau da BandeiraDa nossa favela (branca e azul do céu)No branco da tela (no azul do pincel)Vem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel

Ora yê yê ô, OxumKabecilê XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe OxumKabecilê, meu pai XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

Sonhei Macumbembê, sonho SamborembáMacumba é samba e o samba é macumbaPode até fazer quizumba, só não pode é separarSonho Samborembá, MacumbembêVem da Mãe Terra, firmou ponto na BahiaE na África Pequena germinou pra florescer

Ê, quilombo é a Pedra do SalArraigou em terreiro e quintalNo chão batido, assentou o fundamentoFoi o Lino de madrinhaDe padrinho, espelhamentoFlutuou na capoeira ao perfume de CiataNegro príncipe de ouroO anjo de asas de prata

Um ogã-alabê, macumbeiroA fumaça do cachimbo, Preto Velho soprouEncanto da gira e da roda de bambaPoesia da curimba, batuqueiro e cantadorUm ogã-alabê, macumbeiroA fumaça do cachimbo, Preto Velho soprouEncanto da gira e da roda de bambaPoesia da curimba, batuqueiro e cantador

Foi do lundu e do cateterêAlinhou no linho santo, cavaquinho na mãoApaixonado Pierrot, afro reiA flecha certeira de Oxóssi na cançãoReluz nas escolas de Noel e CartolaGanhou o mundoCom o mundo de Paulo Brazão

De todos os tons, a Vila, negra éDe todos os sons, a negra Vila éDe China e FerreiraMocambo Macacos e Pau da BandeiraDa nossa favela, branca e azul do céuNo branco da tela, no azul do pincelVem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel

Ora yê yê ô, OxumKabecilê XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

Ora yê yê ô, Mamãe OxumKabecilê, meu pai XangôMeus sonhos e tamboresTintas e prazeres pra você, Heitor

Só pra você, Heitor, só pra vocêÉ pra você, Heitor

Sobre a Unidos de Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel é uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro, sediada no bairro de Vila Isabel. Foi fundada em 1946. A Vila possui três títulos de campeã do carnaval carioca, conquistados em 1988, 2006 e 2013.

A Velha Guarda da escola foi considerada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Rio de Janeiro.

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