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Banda de Ipanema celebra 60º desfile e arrasta multidão

gente.ig.com.br By Cadu Barbosa 2026-02-17 374 words
O iG acompanhou nesta terça-feira (17) o desfile da Banda de Ipanema, que celebrou seu 60º cortejo reunindo milhares de foliões pela orla da Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade, o bloco manteve a tradição e levou música e irreverência ao público.

A concentração começou às 15h (horário de Brasília) na Rua Gomes Carneiro, nas proximidades da Praça General Osório, na altura do posto 8. O esquenta ganhou força por volta das 16h15, e o cortejo seguiu pela orla às 17h.

Neste ano, o desfile prestou homenagens ao escritor Ruy Castro, integrante da Academia Brasileira de Letras, e à cantora e matriarca da Portela, Tia Surica, uma das figuras mais emblemáticas da história do carnaval carioca.

Na contramão dos megablocos com grandes palcos e trios elétricos, a Banda de Ipanema mantém o seu formato tradicional. O desfile aconteceu no chão, com cerca de 50 músicos tocando instrumentos de sopro e percussão, embalando o público ao som de marchinhas, sambas-enredo e clássicos do samba e da MPB.

Carregado pelo coro dos foliões, o cortejo seguiu até o final do posto 9, onde foi encerrado por volta das 18h15.

Origem em meio à ditadura

Criada em 1964, a Banda de Ipanema nasceu no mesmo ano do golpe militar e foi idealizada por Albino Pinheiro. O bloco ganhou forma com Ferdy Carneiro e teve entre seus apoiadores nomes ligados ao jornal O Pasquim, como Jaguar e Ziraldo. A proposta inicial era inovar o carnaval de rua e, ao mesmo tempo, ironizar as restrições impostas pelo regime.

O primeiro desfile saiu do bar Jangadeiros, reduto da boemia ipanemense e ponto de encontro de artistas da bossa nova e do cinema novo. Ao longo das décadas, a banda se consolidou como um dos blocos mais democráticos da cidade, reunindo foliões de diferentes gerações e estilos.

Entre as curiosidades históricas, estão os primeiros mestre-salas e porta-bandeiras do bloco: Chico Buarque, Maria Vasco e Leila Diniz. As gêmeas Laura e Delia Carvalho também atuaram como madrinhas nos primeiros anos.

Atualmente, o trajeto parte da Praça General Osório, segue pela Rua Teixeira de Melo (na contramão), Avenida Vieira Souto, Rua Joana Angélica e Rua Visconde de Pirajá, retornando ao ponto inicial.

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