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A incrível falta de visão geopolítica da FAB

jornalggn.com.br By Luis Nassif 2026-02-06 987 words
FAB assinou acordo técnico com GE Aerospace para suporte aos motores dos caças F-39 Gripen E em 26/01/2026. Brasil perdeu programa de submarino nuclear com França após GE e MPF atuarem contra a Alstom, vendendo turbinas à GE. Escolha do Gripen, influenciada pelos EUA, pode comprometer soberania, pois sistema pode ser desligado remotamente.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

É incrível a ausência de uma estratégia geopolítica na política de defesa. Desde que se foi Marco Aurélio Garcia – o grande estrategista geopolítico, ao lado de Celso Amorim – a política de defesa perdeu o rumo.

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A última notícia é que a Força Aérea Brasileira (FAB) assinou, no dia 26 de janeiro de 2026, um acordo técnico com a americana GE Aerospace. O objetivo é garantir suporte contínuo aos motores dos caças F-39 Gripen E.

Ora, tem-se o seguinte quadro.

O Brasil tinha um programa de submarino nuclear em parceria com a França. Tudo devido à excelência das turbinas Arabelle, da francesa Alstom.

Em função desse acordo, a GE lançou uma campanha mundial contra a Alstom e conseguiu a parceria do Ministério Público Federal brasileiro. Uma investigação sobre a compra de equipamentos para o metrô paulista resultou em um processo contra o próprio governo da França.

A Alstom acabou vendendo a turbina para a GE. E, com isso, liquidou com uma das grandes indústrias nacionais, a Mecânica Pesada.

Nada disso foi considerado pela FAB, sequer a ofensiva da Lava Jato contra o Almirante Othon, pai do programa atômico brasileiro. Parte da tecnologia da Alstom foi fornecida pelo próprio Othon, autorizado pelo governo brasileiro, e em contato direto com o gabinete do presidente Sarkozy. Othon desenvolveu o método das ultracentrífugas, glória da tecnologia militar brasileira.

A própria escolha da Gripen foi resultado do enorme lobby dos EUA sobre a FAB. Na ocasião, a president
e Dilma Rousseff recusou os F15 dos Estados Unidos, devido à espionagem praticada pelo DHS em seus celulares.

Havia alternativas, mas o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, escolheu o Gripen, cuja aviônica dependia dos Estados Unidos.

Agora, em um momento em que a Política de Segurança Nacional dos EUA acena até com a possibilidade de invasão de países, em que amplia a cooperação militar com Argentina e com o Paraguai, a FAB opta por um sistema que poderá ser desligado em um apertar de botão.

Como foi o caso dos torpedos da Argentina, na guerra das Malvinas.

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Continuaremos mandando pães de açúcar e café in natura. QUER O QUE MAIS? "O dólar deles paga o nosso mingau". Quer ver desgraça, vai ser quando essas prostitutas (com todo o respeito pelas trabalhadoras do sexo) resolverem, dessa vez se/nos entregar ao chinas.

A alma d
o seu artigo está correta, e a coisa vai muito além do motor. Mas há imprecisões várias sobre detalhes técnicos. Entretanto, já é um feito enorme tocar nessa ferida podre das nossas Forças Armadas, que é a eterna dependência dos EUA.

Nassif, Inês é morta neste caso. Os Gripen usam motores GE. Seria muito difícil achar uma outra empresa para dar manutenção nestes motores, e mesmo que a FAB tentasse outro fornecedor ou fazer por conta própria, a GE criaria inúmeras dificuldades o que poderia colocar a disponibilidade destas aeronaves em risco. Isto devia ter sido levado em consideração na decisão de compra deste caça. E se tivesse sido, não restaria outra opção senão comprar os caças Shukhoi russos e, dado o embargo, também teríamos dificuldades para dar manutenção neles.

Que coisa… 2026, passaram-se treze anos e o jornalista Luis Nassif viu a luz. Demorou, mas viu.

Pois… Há cerca de 13 anos idos, quando da assinatura do contrato do então "Gripen NG", redigi um comentário, extenso, sobre equívoco de se escolher a opção sueca numa postagem que tecia loas para a escolha. O impoluto jornalista, dono deste espaço, muito deve ter apreciado o comentário, visto ter alçado o mesmo para a categoria de "postagem"… Pois, na coluna de comentários fui massacrado sem dó nem piedade e até de canalha me vi alcunhado. O tempo passou e aí está a FAB encalacrada com apenas 9 caças recebidos… De 11 produzidos. A aeronave está sendo debugada, realizando ensaios digno de… Protótipos! Estava errado?

Para quem tem curiosidade basta procurar por: "A Escolha Do Gripen NG É Um Erro Histórico"… Assinado por "Ilya Ehrenburg", que era o meu heterônimo com o qual me apresentava em fóruns militares.

É… O tempo passa. Infelizmente o "eu te disse" não traz recompensas, ao contrário, muito mais pedras.

Os comandos das forças de defesa do Brasil, são fãs dos EUA. Até um escritório de compras os militares mantêm nos EUA! Jamais seremos livres enquanto as cabeças que comandam o país permanecerem colonizadas. Olha o tipo que comandava o cobiçado posto na " comissão" das forças armadas nos EUA. General Cid, o pai fotógrafo que divulgou sua foto na oferta da muamba do Bolsonaro. Assim fica difícil.

Existe método e estratégia. Não acredita? Está na globo. A milicada é entreguista e argentária. Aphinal "nóis semu elite". E apreciamos bater continência para os gringos, terra da democracia e da liberdade!? E de Epstein. O seu icone é bolçonário. Trumpe, ai lovi u.

Muito boa a matéria, obrigado. Apenas ressalto que nessa área (aliás como em praticamente todas as áreas de domínio tecnológico) o Brasil patina no desenvolvimento próprio, o que nos deixa como reféns das potências tecnológicas, ou seja, não há alternativa imediata a utilizar uma tecnologia que pode ser desligada "em um apertar de botão". Triste sina e que ainda demandará muitas décadas para ser superada (se é que algum dia será).

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