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Pós-Carnaval: 'Pastor' insinua que câncer na garganta de Lula foi praga celestial

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Pós-Carnaval: 'Pastor' insinua que câncer na garganta de Lula foi praga celestial

Por JORNAL DO BRASIL com Brasil 247 [email protected]

Publicado em 18/02/2026 às 12:38

Alterado em 18/02/2026 às 12:48

Por Guilherme Levorato - O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus Ministério de Perus, em São Paulo, atacou publicamente a escola de samba Acadêmicos de Niterói após o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira noite do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Durante um culto, o líder religioso fez declarações polêmicas ao sugerir que os envolvidos na apresentação sofreriam doenças como forma de punição divina.

Cardoso afirmou durante a celebração que nã
o responderia às provocações feitas pela escola, mas logo em seguida declarou que faria orações e pediu uma espécie de castigo. "Tripudiaram em cima da nossa fé, não vamos responder. Vamos orar. A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, eles vão lembrar com quem mexeram", disse o pastor, ao se referir aos foliões e integrantes da agremiação.

Na mesma fala, o pastor insistiu que a resposta não viria por vias judiciais, mas diretamente por intervenção divina. "A melhor representação não é no Supremo Tribunal Federal (STF), não é na Justiça, não é no Ministério Público, é lá em cima [diz apontando para o céu], direto no trono. Deus vai responder", declarou, mencionando ainda o que chamou de "supremo tribunal celestial".

As declarações ocorreram após a repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida um enredo em homenagem ao presidente Lula. Um dos momentos que mais gerou reação nas redes sociais foi a apresentação de uma ala que satirizava setores evangélicos que, segundo a própria escola, teriam atuado "fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele".

A ala recebeu o nome de "neoconservadores em conserva" e exibiu componentes fantasiados dentro de uma lata
, com um desenho de família composta por pai, mãe e duas crianças. A representação foi interpretada por grupos religiosos e parlamentares da oposição como uma afronta, o que intensificou o embate político em torno do desfile.

Após a apresentação, deputados e senadores oposicionistas utilizaram a encenação como munição para rebater críticas, posando para fotos com imagens e montagens de uma "latinha" produzida com inteligência artificial, em alusão ao figurino apresentado na Sapucaí.

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