Argentina tem greve às vésperas de votação final da reforma de Milei
Centrais sindicais convocam greve geral e prometem escalar protestos às vésperas de votação no Congresso sobre reforma trabalhista de Milei
atualizado
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Greves e mobilizações tornaram-se recorrentes na Argentina desde a posse do presidente Javier Milei, em dezembro de 2023, e devem ganhar novo capítulo nesta quinta-feira (19/2). Centrais sindicais e organizações populares convocaram uma nova paralisação nacional em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo e em discussão no Congresso.
A mobilização foi organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país.
📣 COMUNICADO: Paro nacional – Jueves 19 de febrero
La Confederación General del Trabajo convoca a un paro nacional de actividades de 00:00 a 24:00 hs.
La medida expresa el rechazo al proyecto de "modernización laboral" que se tratará en la Cámara de Diputados de la Nación y la… pic.twitter.com/Gh5HzD3zzt
— CGT (@cgtoficialok) February 18, 2026
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La medida expresa el rechazo al proyecto de "modernización laboral" que se tratará en la Cámara de Diputados de la Nación y la… pic.twitter.com/Gh5HzD3zzt
— CGT (@cgtoficialok) February 18, 2026
Sistemas de ônibus, metrô e trens de diversas cidades aderiram ao chamado, com maior impacto esperado em Buenos Aires, onde a pressão política sobre deputados tende a ser mais intensa às vésperas da votação do projeto na Câmara.
Esta é a quarta paralisação convocada pela CGT desde o início do atual governo. As entidades afirmam que a estratégia será escalonar os protestos caso a reforma avance, começando com uma greve de 24 horas e podendo evoluir para paralisações mais longas, inclusive por tempo indeterminado.
"(A reforma trabalhista de Milei) Aprofundará a precarização do trabalho e degradará a qualidade de vida, eliminando direitos individuais e coletivos garantidos pela Constituição Nacional, no contexto de uma gigantesca transferência de recursos dos setores mais vulneráveis para os mais concentrados da economia", afirmou a Confederação em comunicado.
Milei aumenta segurança e faz recomendação para jornalistas
Sob a expectativa de protestos no Congresso, o governo de Javier Milei alertou ainda que poderá adotar medidas de segurança reforçadas diante das manifestações previstas contra a reforma trabalhista.
Em comunicado, o Ministério da Segurança recomendou que a imprensa evite áreas de possível confronto e advertiu para situações de risco durante as mobilizações, afirmando que as forças de segurança poderão atuar em caso de episódios de violência e que haverá zonas específicas destinadas à cobertura jornalística nas imediações do Parlamento.
"Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação. Diante de atos de violência, nossas forças agirão. Os jornalistas poderão permanecer em uma 'zona exclusiva'", diz a nota.
Artigo 44: o ponto mais contestado
Um dos pontos mais controversos da proposta era o artigo 44, que criava um novo regime de licença médica e alterava regras de afastamento por doença.
O dispositivo previa mudanças que, segundo críticos, poderiam reduzir salários e contribuições em casos de enfermidades graves, além de impor novos critérios considerados restritivos.
Após pressão política, o governo decidiu retirar o artigo do projeto.
O presidente do bloco de centro-direita PRO na Câmara, Cristian Ritondo, afirmou nessa quarta-feira (18/2) que a exclusão demonstrou "capacidade de ouvir" por parte do Executivo e foi fundamental para destravar a tramitação.
Segundo ele, o texto apresentava problemas de redação e criava distorções no regime de licença médica.
Ritondo argumentou que, em outros países onde existem mecanismos semelhantes, há financiamento estatal complementar ou redes de proteção social mais amplas — o que, na avaliação dele, não estava garantido na proposta argentina.
Para o parlamentar, a retirada do artigo preserva a viabilidade de uma reforma que considera "fundamental" para modernizar o mercado de trabalho.
Com a exclusão do dispositivo, o partido governista convocou sessão para avançar com a votação do restante do projeto e enviá-lo novamente ao Senado para aprovação final.
Ritondo indicou que não estão previstas novas alterações substanciais, além de uma proposta defendida pelo PRO para permitir que trabalhadores recebam salários por meio de carteiras digitais, ampliando as formas de pagamento.
Segundo ele, os demais pontos — como regras de férias e indenizações — permanecem conforme o texto aprovado no Senado.
O que permanece no texto da reforma
Mesmo com a retirada do artigo 44, o projeto mantém mudanças estruturais.
Entre elas:
ampliação do período de experiência para até seis meses, podendo chegar a oito em alguns casos;
flexibilização da jornada, com possibilidade de até 12 horas diárias mediante sistema de compensação;
alterações nas negociações coletivas, permitindo maior peso a acordos por empresa;
mudanças nas indenizações por demissão, com possibilidade de parcelamento;
novas regras para o exercício do direito de greve em setores considerados essenciais, exigindo manutenção parcial dos serviços.
Já aliados do governo Milei sustentam que a reforma busca reduzir custos, formalizar empregos e adaptar a legislação a um novo contexto econômico.
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"Cristian Ritondo, afirmou nessa quarta-feira (18/2)"
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"Argentine unions are calling a general strike ahead of the final vote on Milei's labor reform."
Source: Attributed to the General Confederation of Labor (CGT) through their statement Named secondary
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"The government removed Article 44 from the reform bill after political pressure."
Source: Attributed to Cristian Ritondo, president of the PRO bloc in the Chamber Named secondary
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"The labor reform aims to reduce costs, formalize jobs, and adapt legislation to a new economic context."
Source: Attributed to 'government allies' without specific names Anonymous
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (7)
-
P1
"This is the fourth strike called by the CGT since the beginning of the current government."
Factual -
P2
"The strike is scheduled for Thursday, February 19, 2026."
Factual -
P3
"Article 44 was removed from the labor reform bill."
Factual -
P4
"The reform includes extending probation periods to up to six months."
Factual -
P5
"Political pressure causes Government removed Article 44"
Causal -
P6
"Labor reform proposal causes Union strike action"
Causal -
P7
"Expected protests causes Government increased security measures"
Causal
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=== Propositions === P1 [factual]: This is the fourth strike called by the CGT since the beginning of the current government. P2 [factual]: The strike is scheduled for Thursday, February 19, 2026. P3 [factual]: Article 44 was removed from the labor reform bill. P4 [factual]: The reform includes extending probation periods to up to six months. P5 [causal]: Political pressure causes Government removed Article 44 P6 [causal]: Labor reform proposal causes Union strike action P7 [causal]: Expected protests causes Government increased security measures === Causal Graph === political pressure -> government removed article 44 labor reform proposal -> union strike action expected protests -> government increased security measures
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