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María Corina acredita em eleições dentro de um ano - Crusoé

crusoe.com.br By Redação Crusoé 2026-02-06 351 words
María Corina acredita em eleições dentro de um ano

Líder da oposição venezuelana afirma que país tem cultura democrática forte

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou na quinta-f
eira, 5, que a Venezuela pode realizar novas eleições em até um ano.

"Acreditamos que um processo realmente transparente, com votação manual… em todas as etapas, poderia ser concluído em nove a dez meses. Mas, bem, isso depende de quando você começa", disse ao site Politico.

Corina disse ainda não ter conversado com o presidente americano, Donald Trump, sobre o assunto.

Nas últim
as semanas, o republicano sugeriu que os EUA poderiam supervisionar a Venezuela por anos, com o objetivo de acompanhar de perto o desenvolvimento da infraestrutura para exploração de petróleo no país.

Corina explicou seu otimismo em relação ao prazo relativamente curto para a realização de eleições democráticas no país.

O cenário, segundo ela, é diferente das ações militares americanas no Afeganistão e Iraque.

"No nosso
caso, veja bem, temos uma cultura democrática, uma cultura democrática forte. Temos uma sociedade organizada. Temos uma liderança legítima com enorme apoio popular e nossas forças armadas também apoiam a transição para a democracia", disse.

Segundo a líder da oposição, se o país conseguiu realizar eleições em 2024, seria capaz de fazê-lo novamente agora.

Ela també
m relembrou que, naquela ocasião, Nicolás Maduro fraudou o resultado.

"Se fomos capazes de fazer isso em condições tão extremas, imagine agora, quando temos o apoio do governo dos Estados Unidos, quando as pessoas sentem que não estamos sozinhos", afirmou.

Transição

Em janeiro, Trump afirmou que "adoraria" envolver Corina no processo de transição do país.

A declaração foi feita durante um balanço sobre o primeiro ano de seu mandato. Segundo Trump, Corina "é uma mulher incrivelmente simpática".

"Venezuela é um exemplo abrindo suas prisões. Uma das razões que eu senti uma forte ligação com a Venezuela. Agora, estou amando a Venezuela. Eles têm trabalhado com a gente, têm sido muito bons. Ela [María Corina] é uma mulher incrivelmente simpática. Estamos conversando com ela. Talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Eu adoraria poder fazer isso. Maria, talvez possamos fazer acontecer."

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