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Dermatilomania: o que é o distúrbio da filha de Flávia Alessandra

uol.com.br By Colaboração para VivaBem 2026-02-19 358 words
Dermatilomania: o que é o distúrbio da filha de Flávia Alessandra

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A influenciadora Giulia Costa, 25, filha da atriz Flávia Alessandra, revelou ter dermatilomania, um distúrbio psiquiátrico caracterizado pelo impulso de lesionar a própria pele repetidamente.

O que aconteceu

Giulia relatou que crises de ansiedade a
levaram a causar ferimentos profundos nas mãos. Nas redes, a influenciadora disse que a dificuldade de controlar o comportamento se manifestou intensamente, funcionando como uma tentativa inconsciente de aliviar a tensão emocional.

A dermatilomania atinge cerca de 3% a 5% da população mundial. Apesar de prevalente, a condição é frequentemente negligenciada, e apenas metade dos pacientes recebe diagnóstico devido ao desconhecimento médico e à vergonha de procurar ajuda psiquiátrica.

O transtorno consiste em escoriar a pele para aliviar desconfortos internos. Pacientes utilizam as mãos ou objetos, como pinças e tesouras, para remover supostas irregularidades, como cravos, espinhas e crostas de feridas. A dermatilomania foi reconhecida oficialmente como distúrbio em 2013 pela APA (Associação Americana de Psiquiatria).

As mulheres representam cerca de 80% dos casos diagnosticados. Embora surja comumente na adolescência, o transtorno pode se manifestar em fases de elevada dor emocional.

Sistema nervoso

Existe uma ligação direta entre o sistema nervoso e a pele. Ambos têm a mesma origem embrionária, o que expli
ca por que cerca de 30% dos pacientes dermatológicos apresentam questões emocionais com manifestações cutâneas.

O hábito de cutucar gera um ciclo vicioso de culpa e baixa autoestima. O paciente costuma se esconder e se tornar recluso devido aos danos visíveis.

Como é o tratamento

Acompanhamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. O tratamento integrado envolve dermatologistas, psiquiatras e psicólogos para tratar as lesões físicas e as causas emocionais simultaneamente.

Terapia cognitivo-comportamental é a técnica com melhores resultados. O foco é a reversão de hábitos, utilizando estratégias para identificar gatilhos e substituir o impulso por comportamentos saudáveis.

Estratégias práticas que ajudam a dificultar a prática de lesionar a pele:

Manter as unhas curtas e lixadas para reduzir o impacto do toque.

Utilizar curativos ou esparadrapos nas pontas dos dedos, ou sobre as feridas.

Praticar meditação e respiração consciente para controlar a ansiedade e os impulsos.

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