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Médico indiciado por estupro é denunciado por outra mulher por abuso sexual dentro do consultório

otempo.com.br By Vitor Fórneas 2026-02-20 604 words
A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (20/2), o inquérito que apurava crimes sexuais praticados por um médico generalista de 31 anos em uma clínica de imagem na região hospitalar de Belo Horizonte, no bairro Santa Efigênia. O investigado foi indiciado por violação sexual mediante fraude e estupro contra uma paciente de 18 anos. Além da conclusão deste caso, a delegada Larissa Mascotte confirmou que uma segunda vítima surgiu após a divulgação da prisão em flagrante do suspeito.

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O crime que deu origem à investigação ocorreu quando a jovem buscou a clínica para um exame de abdômen devido a dores na região. Segundo a delegada Larissa Mascotte, o médico sugeriu, sem aviso prévio, a realização de um ultrassom transvaginal complementar.

"Durante o procedimento, o profissional inseriu d
ois dedos nas partes íntimas da vítima sem o uso de luvas ou explicação técnica, expôs o órgão genital, segurou a paciente com força pela cintura, virando-a de costas e encostou seu corpo contra o dela sobre a maca", detalhou a delegada.

A vítima acionou a Polícia Militar imediatamente após o ocorrido, resultando na prisão em flagrante do médico, que foi posteriormente convertida em prisão preventiva pela Justiça.

A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (20/2), o inquérito que apurava crimes sexuais praticados por um médico generalista de 31 anos em uma clínica de imagem na região hospitalar de Belo Horizonte, no bairro Santa Efigênia. O investigado foi indiciado por violação sexual… pic.twitter.com/HsWATU8fGy— O TEMPO (@otempo) February 20, 2026

A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (20/2), o inquérito que apurava crimes sexuais praticados por um médico generalista de 31 anos em uma clínica de imagem na região hospitalar de Belo Horizonte, no bairro Santa Efigênia. O investigado foi indiciado por violação sexual… pic.twitter.com/HsWATU8fGy

Irregularidades administrativas

Embora as câmeras de segurança da clínica não estivessem funcionando no dia dos fatos, a delegada Larissa Mascotte destacou que o depoimento da vítima foi "firme e coerente", sendo corroborado por outras provas e testemunhas.

Funcionários do estabelecimento informaram à equipe de investigação que o médico descumpriu os protocolos de praxe. "Qualquer exame complementar deveria ser comunicado à secretaria para registro e cobrança, o que não ocorreu. O médico alegou que o procedimento seguiu limites éticos, mas admitiu não possuir os registros de imagem do suposto exame transvaginal, apenas do abdominal. A ausência de registro na clínica fragiliza a versão do investigado e reforça que o procedimento foi utilizado como pretexto para o abuso", pontuou a delegada.

Nova vítima e padrão de conduta

Com a repercussão do caso, uma segunda mulher, de 21 anos, procurou a Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual. Ela relatou um episódio ocorrido em dezembro de 2025, na mesma clínica.

A jovem afirmou que, ao entrar na sala, o médico trancou a porta e passou a chamá-la por termos carinhosos, como "meu bem" e "meu amor", além de fazer perguntas invasivas. Ela descreveu que o exame foi excessivamente demorado e que, ao final, o médico realizou a higiene íntima dela sem consentimento, em vez de fornecer o lenço para que ela mesma o fizesse.

A investigação também ressaltou que o médico trabalhava de forma isolada, utilizando computador e aparelho próprios, ao contrário de outros profissionais da unidade que contam com auxílio de funcionários.

A Polícia Civil reforça que, conforme legislação recente, toda mulher tem o direito de ser acompanhada por uma pessoa de sua escolha durante exames mamários, genitais ou retais, visando garantir a segurança e a integridade da paciente.

O primeiro inquérito foi enviado à Justiça, enquanto o segundo caso segue em investigação.

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