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Apenas 14% dos nortistas conseguem pagar contas todas em dia

acritica.com By Lucas Vasconcelos 2026-02-21 532 words
SE VIRA NOS 30

Especialista alerta que despesas básicas consomem quase 60% da renda e orienta sobre estratégias para estabilizar o orçamento

Lucas Vasconcelos

21/02/2026 às 18:46.

(Divulgação)

Mesmo com um custo médio de vida abaixo da média nacional, fechar as contas no fim do mês segue sendo um desafio para a maioria dos amazonenses. Pesquisa inédita da Serasa aponta que, na região Norte, apenas 14% das pessoas consideram fácil administrar pagamentos e despesas do dia a dia. No Brasil, o índice é de 19%.

No Amazonas, o gasto médio mensal é estimado em R$ 2.990. Supermercado, moradia e contas recorrentes (água, energia, internet e serviços por assinatura) concentram a maior fatia do orçamento.

Em entrevista para ao A CRÍTICA, a especialista em educação financeira da Serasa, Rafaela Alves, ressaltou que o valor absoluto não conta toda a história.

"O custo de vida médio no Amazonas ser menor não significa que seja mais fácil. O que pesa é a conta fechar no final do mês. Quando o essencial já consome quase toda a renda, qualquer aumento de preço ou imprevisto derruba o planejamento", explica Rafaela, reforçando que, segundo o levantamento, essas despesas básicas comprometem 57% do orçamento.

O estudo revela que o amazonense gasta, em média, R$ 740 por mês em supermercado e R$ 570 em contas recorrentes. São valores que, somados, deixam pouca folga para ajustes. Para a especialista, um erro comum é acreditar que justamente essas despesas não podem ser planejadas.

"Com a renda apertada é ainda mais importante planejar. No supermercado, por exemplo, muita gente compra por impulso, sem um limite claro por semana. Vale buscar atacarejos, dividir compras maiores com alguém e sempre trabalhar com um teto de gasto", orienta a especialista.

Ela também chama atenção para contratos que parecem pequenos isoladamente, mas pesam quando somados: "Streaming, adicionais, pequenos serviços… tudo isso vai acumulando. Revisar e cortar redundâncias pode trazer alívio rápido."

A pesquisa mostra que boa parte da população convive com pouco espaço no orçamento. Nesses casos, segundo Rafaela, é preciso seguir etapas.

"Primeiro você precisa estabilizar o mês, reorganizar despesas fixas, controlar o essencial. Sem isso, a pessoa paga uma dívida hoje e volta a se endividar amanhã", afirma.

Depois, é necessário impedir o crescimento dos débitos, principalmente os ligados a bancos e cartões, onde os juros são mais altos. Por fim, entra a reserva financeira, mesmo que simbólica. "Nem que seja guardar dez reais por mês. Esse valor já pode evitar que um imprevisto vire uma nova dívida", pontua Rafaela.

Para quem precisa de um ajuste imediato, Rafaela recomenda começar pelos itens de maior peso: "Transformar o valor do supermercado em um teto semanal, usar lista e priorizar o básico. Depois revisar contas recorrentes e renegociar planos. Já a moradia é um gasto mais rígido e, se estiver acima do que cabe, não se resolve com cortes pequenos."

Ela reforça ainda a importância de aproveitar oportunidades de negociação de dívidas: "Principalmente as ligadas a bancos e cartões, por causa dos juros. Surgindo chance de desconto, é importante fazer", conclui.

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