Rio Open e ascensão de João Fonseca reacendem ligação entre tênis e mercado financeiro | InvestNews
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E na semana do maior torneio de tênis da América do Sul, o mercado financeiro aproveitou para ampliar sua presença no tênis: desde financiamento de jovens promessas e da criação de plataformas de relacionamento com clientes a patrocínios diretos de campeonatos.
Afinal, o tênis sempre foi território natural de empresários e investidores: um esporte caro, de base social concentrada e ambiente propício para relacionamento e para fechar negócios.
Se antes o apoio vinha de entusiastas que bancavam atletas de forma quase artesanal, hoje ele começa a passar por estruturas financeiras organizadas.
Apostando no futuro
A corretora EQI, por exemplo, criou no ano passado um fundo de renda fixa com liquidez diária cuja taxa de administração é integralmente destinada ao financiamento de atletas brasileiros. O produto, chamado Fundo Match Point, já soma cerca de R$ 53 milhões sob gestão e mais de 100 cotistas.
Em 2025, o projeto contou com R$ 241,3 mil em receitas – sendo R$ 208,3 mil aportados como seed money da própria EQI – uma casa com R$ 50 bilhões sob gestão – e outros R$ 32,9 mil oriundos do fundo. Ao longo do ano, cerca de R$ 100 mil foram efetivamente investidos em cinco atletas profissionais.
Parte dos recursos é destinada ao treinamento, como acesso a técnicos, fisioterapia e preparação física. Outra fatia cobre viagens, um dos principais custos da carreira profissional. E há ainda um sistema de bônus atrelado a desempenho, como avanço em rankings e resultados em torneios.
A corretora, cujos sócios são tenistas amadores, decidiu se aproximar do circuito profissional ainda em 2023. O primeiro nome foi o gaúcho Rafael Matos. O acordo foi fechado às pressas, às vésperas do Australian Open daquele ano. Segundo Patrik Castilho, diretor de marketing da EQI, houve tempo apenas de entregar os "patches" com a marca antes de o atleta embarcar.
O contrato formal ainda nem estava assinado quando Matos, que disputava duplas mistas ao lado da também brasileira Luisa Stefani, começou a avançar rodada após rodada em Melbourne. Ele acabaria conquistando o título – tornando-se parte da primeira dupla 100% brasileira a vencer um Grand Slam, grupo que reúne os quatro principais torneios do circuito: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.
O episódio consolidou a aposta da corretora no esporte. Desde então, a empresa ampliou o portfólio e hoje patrocina cerca de dez atletas entre profissionais e juvenis, como Thiago Monteiro, Marcelo Zormann, João Lucas Reis, Ingrid Martins, Mateus Pucinelli e o juvenil Miguel Dahia, além de dois nomes do pádel, outro esporte de raquete.
A seleção, segundo a companhia, passou por um processo de profissionalização. "No começo era muito emocional. A gente gostava do atleta, acompanhava e apoiava. Hoje a curadoria é técnica", afirmou Castilho. A triagem passou a ser feita em parceria com a Tênis Route, estrutura especializada em formação e alto rendimento, que acompanha desempenho, ranking e potencial de evolução.
Por trás dessa engenharia está uma estratégia mais ampla da EQI para ocupar o território do tênis. A corretora, que até poucos anos atrás dividia investimentos em outras modalidades como o automobilismo, decidiu concentrar esforços exclusivamente nos esportes de raquete.
Além do fundo, a EQI mantém criou a chamada "Match Point Mansion", uma casa paralela ao Rio Open onde clientes convivem com jogadores, participam de clínicas e assistem aos jogos em ambiente exclusivo. O investimento no espaço foi de cerca de R$ 2 milhões no ano passado e deve chegar a R$ 2,6 milhões neste ano.
A lógica é dupla: fortalecer a marca no esporte e usar o tênis como plataforma de relacionamento. "A casa começa às oito da manhã e vai até a noite. O cliente fica imerso, convive com o atleta. É uma experiência que dificilmente teria só com o patrocínio tradicional do torneio", disse o executivo.
No curto prazo, o objetivo é ampliar o número de atletas apoiados à medida que o patrimônio do fundo cresce. "O nosso foco agora é fazer o fundo ganhar escala para que a gente consiga trazer mais atletas para dentro do projeto", disse.
Paixão empresarial
A proximidade entre tênis e mercado financeiro está longe de ser novidade. O esporte sempre orbitou as elites econômicas – seja como parte da formação social, seja como ambiente de relacionamento e negócios.
O exemplo está no próprio João Fonseca: principal nome da nova geração, ele cresceu em uma família já consolidada no mercado financeiro. Seu pai, Christiano Fonseca Filho, é fundador da IP Capital Partners, uma das primeiras gestoras independentes do país.
A estrutura familiar permitiu a João competir em alto nível desde cedo, algo essencial em um esporte de custos elevados, que exige viagens internacionais frequentes, equipe técnica especializada e raquetes que podem custar mais de R$ 1,5 mil cada.
A associação entre quadra e capital também aparece na trajetória de empresários influentes. O bilionário Jorge Paulo Lemann, por exemplo, jogava tênis no Rio de Janeiro na juventude antes de se tornar um dos maiores investidores brasileiros.
Fora do país, o bilionário americano Bill Ackman, fundador da Pershing Square, chegou a disputar, aos 59 anos, um torneio profissional da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) em duplas. E há casos emblemáticos como o do romeno Ion Țiriac, ex-top 10 do ranking mundial que, após pendurar a raquete, construiu um império empresarial e se tornou um dos homens mais ricos da Europa Oriental.
Hoje, essa relação ganha escala institucional. O fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, é um ds principais patrocinadores desta edição do Rio Open, ao lado da XP – a empresa de Guilherme Benchimol substituiu o Santander em um dos espaços principais e também apoia João Fonseca. O BTG Pactual, de André Esteves, mantém histórico de patrocínios no circuito.
O Itaú é patrocinador da tenista Bia Haddad Maia, além de ter promovido no ano passado, em Miami um jogo exibição entre Fonseca e o número 1 do mundo, Carlos Alcaraz – confronto que será repetido neste ano em São Paulo.
No plano internacional, os valores são ainda mais expressivos. O Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita, tornou-se, em 2024, o patrocinador oficial da ATP e passou a financiar etapas do circuito global.
A influência saudita avançou a ponto de o país garantir, a partir de 2028, a realização de uma etapa de Masters 1000 – torneios que estão entre os mais importantes do calendário, atrás apenas dos Grand Slams – ampliando a estratégia do fundo de usar o esporte como instrumento de projeção internacional, como já fez no futebol e no golfe.
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"Segundo Patrik Castilho, diretor de marketing da EQI"
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Logic Issues Detected
-
Contradiction (high)
Conflicting values for 'the': $53 million vs 2024
"Heuristic: Values conflict between P1 and P4"
Core Claims & Their Sources
-
"The Rio Open and the rise of João Fonseca have reignited the connection between tennis and the financial market."
Source: Article's narrative built on examples like EQI's fund, family background of Fonseca, and sponsorship deals (XP, BTG, Itaú, sovereign funds). Named secondary
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"Tennis has always been a natural territory for businessmen and investors due to its high cost and elite social base."
Source: Supported by historical examples (Jorge Paulo Lemann) and the stated characteristics of the sport. Named secondary
-
"Support for tennis is shifting from enthusiast-backed to organized financial structures."
Source: Supported by direct quotes and data from Patrik Castilho of EQI regarding their 'Match Point' fund and professionalized selection process. Primary
Logic Model Inspector
Inconsistencies FoundExtracted Propositions (8)
-
P1
"The EQI Match Point fund has approximately R$53 million under management."
Factual In contradiction -
P2
"In 2025, the EQI project had revenues of R$241.3 thousand."
Factual -
P3
"Rafael Matos won the Australian Open mixed doubles title in 2023."
Factual -
P4
"The Saudi PIF became the official sponsor of the ATP in 2024."
Factual In contradiction -
P5
"A Saudi Masters 1000 tournament will start in 2028."
Factual -
P6
"The high cost of tennis causes requires financial backing for athletes to compete internationally."
Causal -
P7
"Tennis's elite social environment causes makes it a platform for business relationship building."
Causal -
P8
"Institutional financial investment causes is giving scale to the relationship between tennis and finance."
Causal
Claim Relationships Graph
Detected Contradictions (1)
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: The EQI Match Point fund has approximately R$53 million under management. P2 [factual]: In 2025, the EQI project had revenues of R$241.3 thousand. P3 [factual]: Rafael Matos won the Australian Open mixed doubles title in 2023. P4 [factual]: The Saudi PIF became the official sponsor of the ATP in 2024. P5 [factual]: A Saudi Masters 1000 tournament will start in 2028. P6 [causal]: The high cost of tennis causes requires financial backing for athletes to compete internationally. P7 [causal]: Tennis's elite social environment causes makes it a platform for business relationship building. P8 [causal]: Institutional financial investment causes is giving scale to the relationship between tennis and finance. === Constraints === P1 contradicts P4 Note: Conflicting values for 'the': $53 million vs 2024 === Causal Graph === the high cost of tennis -> requires financial backing for athletes to compete internationally tenniss elite social environment -> makes it a platform for business relationship building institutional financial investment -> is giving scale to the relationship between tennis and finance === Detected Contradictions === UNSAT: P1 AND P4 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P4