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Janja usa hanbok, roupa tradicional coreana, para banquete de Estado em Seul

www1.folha.uol.com.br By Victoria Damasceno 2026-02-23 446 words
A primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva, a Janja, optou por um traje tradicional da Coreia do Sul, o hanbok, para participar de um jantar de Estado oferecido a ela e ao presidente Lula em Seul.

O casal foi convidado pelo presidente Lee Jae-myung para um banquete nesta segunda-feira (23) como parte da visita de Estado que Lula faz à Coreia do Sul.

Janja usou trajes semelhantes aos utilizados pela primeira-dama sul-coreana, Kim Hea Kyung, com mudanças discretas apenas na cor das peças.

Kim costuma usar o traje em eventos de Estado e ao receber autoridades estrangeiras como forma de promover a cultura local. Essa foi sua escolha para uma série de eventos, como a reunião do G7 em junho de 2025 em Alberta, no Canadá, e a cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), realizada em outubro do ano passado em Gyeongju, na Coreia do Sul.

O hanbok, que tem versão feminina e masculina, é reconhecido pelo governo como uma roupa tradicional sul-coreana. Os modelos utilizados ao longo da história foram mudando de acordo com o estilo de vida, a cultura e o senso estético de cada época, e o formato que prevalece até hoje remonta ao final da dinastia Joseon, segundo o governo local.

O uso do traje por estrangeiros é comum no país asiático, que incentiva turistas a vestirem o hanbok para uma imersão cultural. Nas ruas de Seul, é comum ver lojas que oferecem aluguel de roupas e acessórios para visitas a prédios históricos da cidade, como o antigo palácio real de Gyeongbokgung, também na capital.

Além de Janja e Lula, toda a comitiva que foi à Coreia do Sul com o presidente foi convidada. Na mesa principal, além dos casais presidenciais, estavam os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Padilha (Saúde) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Havia também um assento reservado para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que não compareceu à celebração.

O jantar foi o primeiro a ocorrer na Casa Azul, residência oficial e escritório executivo do presidente, após a reforma. A celebração foi aberta com brindes de Lee e Lula, nos quais os líderes mencionaram as similaridades entre suas histórias de vida e os países que lideram.

O sul-coreano declarou ter grande apreço por seu homólogo em decorrência de uma infância e juventude passadas em situações semelhantes, que envolveram pobreza e trabalho como operários. "Trata-se de uma amizade de meninos operários", disse Lee durante seu brinde.

O cardápio envolveu uma série de etapas que combinaram elementos da gastronomia local e brasileira. Houve também a apresentação de um coral de crianças, com interpretações brasileiras, como a de Gilberto Gil para "No Woman No Cry", de Bob Marley, e de músicos tradicionais sul-coreanos.

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